«Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!...

O Tribunal Europeu, com sede em Estrasburgo, pronunciou-se sobre a queixa de uma cidadã italiana, que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aulas da escola pública onde os seus filhos estudavam.

«Depois de anunciado o veredicto - sobre o qual o Governo de Itália, país fortemente influenciado pelo catolicismo, irá apresentar recurso - a ministra da Educação, Mariastella Gelmini, disse tratar-se de uma "decisão ideológica". A cruz "não significa adesão ao catolicismo; é um símbolo da nossa tradição", justificou.

A posição é partilhada pela maioria dos italianos, garantiu Franco Garelli, professor na Universidade de Turim e especialista em religiões. De acordo com o docente, em 2007, 77% dos italianos concordaram com a presença na sala de aula do símbolo, encarando-o como "sinal cultural". O Vaticano manifestou a sua surpresa, considerando "um erro e uma miopia" querer excluir da realidade educativa "um símbolo" fundamental da importância dos valores religiosos na história e cultura italiana", afirmou o porta-voz, o padre Federico Lombardi, à Rádio Vaticano.

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) também manifestou a sua "amargura", denunciando "uma visão parcial e ideológica". Notando que as cruzes estão em toda parte, "nas ruas e nas praças", o bispo italiano Vincenzo Paglia, um dos líderes da CEI, afirmou: "Não acho que alguém tenha a pretensão de destruir as cruzes, porque elas representam a liberdade de religião."» (Retirado do Jornal de Notícias)

Pode ler o artígo na íntegra.

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