Missa da Epifania do Senhor - Domingo - 2 de Janeiro de 2010

Solenidade da EPIFANIA DO SENHOR

Leitura I - Is 60, 1-6
«Brilha sobre ti a glória do Senhor»

Salmo Responsorial - Salmo 71 (72), 2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11)
Refrão: Virão adorar-Vos, Senhor,
todos os povos da terra. (Repete-se)

Leitura II - Ef 3, 2-3a.5-6
Os gentios recebem a mesma herança prometida

Aleluia - Mt 2, 2
Refrão: Aleluia. (Repete-se)
Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor. Refrão

Evangelho - Mt 2, 1-12
«Viemos do Oriente adorar o Rei»

Missa - 1 de Janeiro de 2010 - Santa Maria, Mãe de Deus

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Leitura I - Num 6, 22-27
«Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei»

Salmo Responsorial - Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)
Refrão: Deus Se compadeça de nós
e nos dê a sua bênção. (Repete-se)

Leitura II - Gal 4, 4-7
«Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher»

Aleluia - Hebr 1, 1-2
Refrão: Aleluia (Repete-se)

Evangelho - Lc 2, 16-21
«Encontraram Maria, José e o Menino.
E, depois de oito dias, deram-Lhe o nome de Jesus»

Jornal "Avé Maria" - Nº 2590 (Semanário) - Vila Real - 25 de Dezembro de 2010


É NATAL

Celebramos hoje [ontem] o Natal. Deus fez-se Homem, e esta criança jamais acabará de nascer no coração dos homens com um convite ao amor verdadeiro.

O ambiente de "pai-natal" desde há muito nos envolvia: iluminações, montras a abarrotar de presentes de cuja utilidade real duvidamos, e que foram comprados e oferecidos em abundância.

Nada tenho contra a festa nem contra o prazer de oferecer e de receber, dentro do razoável e como expressão de afecto. Existe, porém, o risco de derrapagem: o presente esconde o vazio de sentimentos e o ruído fazer esquecer o porquê da celebração.

É notória a distância entre a humildade e intimidade da mensagem do presépio e a imagem dada pela sociedade de consumo, dominada pelas aparências e sem disposição para escutar o que o Menino de Belém nos quer dizer.

Façamos silêncio em nós e poderemos cantar com alegria: "Um Salvador nos foi dado, um Filho nos nasceu".

*****
Diz a Sagrada Escritura:

«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados». (Lc. 2,14)

*****

Quem só pensa num Natal
Em paz, sem fome nem frio,
Talvez não proceda mal,
Mas tem um Natal vazio.


Para que o Natal não seja
Mais um dia sem valor,

Junta-te aos irmãos na igreja
E ajuda alguém sofredor.

NATAL!


Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens outro presépio
Mais agasalhado.

Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar,
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te sonhar.

Miguel Torga
Coimbra, 24 de Dezembro de 1987

Missa do Natal do Senhor - 25 de Dezembro de 2010

SÁBADO - NATAL DO SENHOR - 25 de Dezembro de 2010

Missa do Dia

Depois de nos ter apresentado o Salvador revestido da nossa natureza humana, para a fazer Sua e nos salvar, a Igreja, nesta Missa, insistindo sobre a geração eterna do Filho único e bem-amado do Pai (2.ª leitura e Evangelho), proclama a sua fé na Divindade de Cristo.

Aquele que contemplamos reclinado num presépio, é, na verdade, o Verbo, a Palavra viva, em que todo o pensamento, toda a vida e todo o ser de Deus se exprimem. Gerado desde toda a eternidade, Ele é, com o Pai, criador, e senhor do universo. E a salvação, esperada por Israel e por todos os homens, embora, por vezes de modo confuso, consiste precisamente em o Verbo Se ter feito Carne, permitindo assim à humanidade estabelecer relações filiais com Deus.

Esta é a Boa Notícia (1.ª leitura), que deve ser levada até aos confins da terra: Deus, através de Jesus Cristo, vem ao encontro dos homens de todos tempos e lugares.

Leitura I - Is 52, 7-10
Todos os confins da Terra verão a Salvação do nosso Deus

Salmo Responsorial - Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 3c)
Refrão: Todos os confins da terra
viram a salvação do nosso Deus. Repete-se

Leitura II - Hebr 1, 1-6
«Deus falou-nos por seu Filho»

Aleluia
Refrão: Aleluia. Repete-se

Evangelho – Forma longa Jo 1, 1-18
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»
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Missa da Noite

Se não há paz, alegria e felicidade para os homens de hoje é porque lhes falta a humildade dos pastores para reconhecerem o Salvador. Cheios de preconceitos põem a sua esperança no poder, no dinheiro, no prazer e na glória, como se essas coisas fossem o caminho da felicidade...

«A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo... Ele fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transformar o mundo» (Mauriac).

Leitura I - Is 9, 2-7 (1-6)
«Um Filho nos foi dado»

Salmo Responsorial - Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13
Refrão: Hoje nasceu o nosso salvador,
Jesus Cristo, Senhor. Repete-se

Leitura II - Tito 2, 11-14
«Manifestou-se a graça de Deus para todos os homens»

Aleluia - Lc 2, 10-11
Refrão: Aleluia. Repete-se

Evangelho - Lc 2, 1-14
«Nasceu-vos hoje um Salvador»
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Missa da Aurora

Na Missa da Noite, a Igreja apresentou-nos o seu Cristo – o Verbo eterno, o dominador, porém, em carne, habitando entre nós, no meio do Seu povo. E nós contemplámos a sua glória e a Sua humilhação, ao mesmo tempo que, unidos aos anjos e a todos os homens, demos graças a Deus pela paz, que nos ofereceu em Cristo.

Agora a liturgia, inundada pela luz da nova aurora, que desponta para o mundo, descreve-nos os efeitos do Nascimento do Salvador para a humanidade de todos os tempos.

O Natal não é um acontecimento passado. Através da Igreja, o mistério do Natal conserva toda a sua actualidade. N'Ela, todos os homens são chamados a receber de Jesus a vida divina, «tornando-se filhos no Filho único».

Leitura I - Is 62, 11-12
«Eis que vem o teu Salvador»

Salmo Responsorial - Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12
Refrão: Hoje sobre nós resplandece uma luz:
nasceu o Senhor. Repete-se

Leitura II - Tito 3, 4-7
«Salvou-nos pela sua misericórdia»

Aleluia - Lc 2, 14
Refrão: Aleluia. Repete-se

Evangelho - Lc 2, 15-20
«Os pastores encontraram Maria, José e o Menino»

Jornal "Avé Maria" - Nº 2589 (Semanário) - Vila Real - 19 de Dezembro de 2010


Eis o Cordeiro de Deus

É com estas palavras que João Baptista apresenta Jesus aos seus discípulos.

Nelas refere-se ao Servo sofredor de que fala Isaías (cap.53), ao sacrifício de expiação dos pecados (Lev. 1,4) e ao rito do Cordeiro pascal (Ex. 12,7).

João chama a Jesus "Cordeiro de Deus", o verdadeiro Servo sofredor, o que nos salva totalmente do pecado. Os discípulos compreenderam-no bem, eis porque dizem: "Encontrámos o Messias", mudam de mestre, deixando João e seguindo Jesus.

Cordeiro... evoca e suprime os sacrifícios de expiação de Israel, o poder salvador de Cristo ultrapassa e torna inútil o de todos os animais sacrificados nos tempos antigos, e identifica Jesus com o cordeiro pascal. Jesus morre à hora em que no templo se imolavam os cordeiros com que celebrariam a Páscoa. A partir daí, a Páscoa é Ele, Jesus.

Liturgicamente, estas palavras são repetidas, todos os dias, na celebração da Eucaristia, antes da Sagrada Comunhão.

*****

Diz a Sagrada Escritura:

«No dia seguinte, encontrava-se no mesmo lugar, quando Jesus voltou a passar por ali. E ele disse a dois dos seus discípulos: - "Aquele é o Cordeiro de Deus"».
(Jo. 1,36)

*****

Todo o amor é difusivo;
E se o Amor é o maior bem,
Quem ama não se detém
Do seu egoísmo cativo.

Por isso toda a missão
Dos baptizados é isto:
Transmitir o Amor de Cristo
Que se traz no coração.

A Coroa do Advento


Sugerimos a leitura de uma artigo do Dr. Carlos Gomes, intitulado "A Coroa do Advento"

«A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar.» (Ler mais>>>)

Oração para a benção da Ceia de Natal

Senhor, reunimo-nos hoje aqui para cear,
porque numa noite como esta, há muito tempo,
quiseste ser uma criança com nome e apelidos
entre as crianças mais pobres da Terra.

Abençoa a nossa mesa. Ao menos por uma noite,
gostaríamos que o Mundo fosse uma grande Família:
sem guerras, sem miséria, sem drogas e sem fome,

com um pouco mais de música e muito mais justiça.
Que ao menos esta casa, Jesus recém-nascido,
acolha a Tua palavra de amor e perdão.

Conserva-nos unidos. Dá-nos pão e trabalho
durante todo o ano. Dá-nos força e ternura
para sermos pessoas úteis que lutem por um Mundo
onde haja dias bons e muitas coisas boas
como esta em que quiseste nascer entre nós.

Senhor, Tu serás bem-vindo a esta casa,
até que um dia nos reunas na Tua.

Joseph Oriol

Santa Luzia - orago dos cegos e padroeira das coisas da vista

Hoje é dia de Sta Luzia!

Santa Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa, na Itália, tendo recebido óptima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver virgindade perpétua.

Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe a queria casada com um jovem de distinta família, porém pagão.

Nessa ocasião, sua mãe adoece gravemente e Luzia, que era devota de Santa Águeda, leva sua mãe à tumba da santa. Milagrosamente, sua mãe recupera a saúde e acaba concordando que a filha seguisse a vida que escolhera, consentindo também, que distribuísse seu rico dote entre os pobres.

O noivo rejeitado vingou-se, entregando Luzia como cristã ao procônsul. Este ameaçou Luzia de colocá-la no prostíbulo e sua resposta foi: "O corpo contamina-se se a alma consente". Assim sendo, dezenas de soldados tentaram carregá-la, mas o corpo de Luzia pesava muito, nada conseguindo.

Contam que enquanto estava presa, arrancaram-lhe os olhos, mas no dia seguinte estavam novamente perfeitos. Por este milagre é que ela é venerada como protectora dos olhos.

Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, foi decapitada em 303, para assim testemunhar com a vida - ou morte - o que disse: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade".

Tradição relacionada com Sta Luzia:

No dia de Santa Luzia (13 de Dezembro), em Vila Real, as raparigas dão o "pito" aos rapazes. Os "pitos" são uma especialidade de Vila Real, feita de farinha de trigo, açúcar e doce de calondro (abóbora), de fabrico tradicional e sabe-se lá porque é que o povo lhe pôs em cima tanta malícia!...

Os "pitos" de Sta Luzia estão, por sua vez, relacionados com as "ganchas" de São Brás (tradição que também apenas existe em Vila Real).

Santa Luzia venera-se, com festa neste dia 13 de Dezembro, na respectiva capela, localizada na localidade de Vila Nova, freguesia de Folhadela. Também se celebra em Ermida (Capela de S. Gonçalo) e em Vila Marim.

Jornal "Avé Maria" - Nº 2588 (Semanário) - Vila Real - 12 de Dezembro de 2010


Solidários... de quem?

Solidariedade... e, de certeza, a palavra mais repetida hoje. Realidade essencial na vida, necessidade para a vida dos grupos onde cada um mergilha as suas raízes... corremos o risco perante a crise nos dobrarmos sobre nós mesmos, rejeitarmos aqueles de quem não necessitarmos, recusarmos tudo o que nos leve a pensar nos outros.

Existirá um sentido cristão da solidariedade?

Os cristãos reclamam-se de Jesus Cristo, sentem-se responsáveis pelas mesmas coisas que Ele. Não escolhemos, naturalmente, as nossas solidariedades naturais - pais, família, etc. Jesus, desde a eternidade, escolheu uma solidariedade preferencial - os pobres. A Bíblia coloca na boca de Moisés estas palavras: "Se o Senhor vos preferiu e vos distinguiu, não foi por serdes mais numerosos que os outros povos, pois sois o mais pequeno de todos; foi porque o Senhor vos ama." (Deut. 7, 7)

O dever do cristão é trabalhar para que todos se sintam felizes neste mundo.

*****

Diz a Sagrada Escritura:

"Procurai atender não apenas aos vossos interesses, mas também aos dos outros. Tende, entre vós, os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo." (Fil. 2, 4-5)

*****

Porque gasta o rico tanto
Que, do mal gasto, lhe sobre.
Quando tanta gente pobre
Morre de fome num canto.

Seja o amor a primeira
Riqueza da tua casa,
Com paz, saúde e uma brasa
A aquecer-te na lareira

Mandamentos de Serenidade

Mandamentos de Serenidade

1.- Hoje, apenas hoje… procurarei viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver os problemas da minha vida, todos de uma vez.

2.- Hoje, apenas hoje… terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras; não criticar ninguém; não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.

3.- Hoje, apenas hoje… me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só na vida eterna, mas também neste mundo.

4.- Hoje, apenas hoje… me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

5.- Hoje, apenas hoje… dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

6.- Hoje, apenas hoje… praticarei uma boa acção sem contá-la a ninguém.

7.- Hoje, apenas hoje… farei uma coisa que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

8.- Hoje, apenas hoje… farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas, em todo o caso, vou fazê-lo. Proteger-me-ei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

9.- Hoje, apenas hoje… ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo que as circunstâncias manifestem o contrário.

10.- Hoje, apenas hoje… não terei medo de nada; em particular, não terei medo de desfrutar do que é belo, e não terei medo de crer na bondade.


Papa João XXIII

Oração ao Espírito Santo

Espírito Santo,
Amor da minha alma,
eu Vos adora;
iluminai-me, guiai-me,
fortificai-me, consolai-me,
inspirai-me o que devo fazer;
disponde de mim
porque prometo obedecer-Vos
e aceitar tudo
o que permitis
que me aconteça.
Fazei-me apenas conhecer
a Vossa vontade. Amen.

Cardeal Mercier

Missa de Domingo - 19 de Dezembro de 2010

ANO A 4º Domingo do Advento19 de Dezembro de 2010

Tema do 4º Domingo do Advento

A liturgia deste domingo diz-nos, fundamentalmente, que Jesus é o “Deus-connosco”, que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova.

Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que Jahwéh é o Deus que não abandona o seu Povo e que quer percorrer, de mãos dadas com ele, o caminho da história… É n’Ele (e não nas sempre falíveis seguranças humanas) que devemos colocar a nossa esperança.

O Evangelho apresenta Jesus como a incarnação viva desse “Deus connosco”, que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação. Contém, naturalmente, um convite implícito a acolher de braços abertos a proposta que Ele traz e a deixar-se transformar por ela.

Na segunda leitura, sugere-se que, do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho: tendo recebido a Boa Nova da salvação, os seguidores de Jesus devem levá-la a todos os homens e fazer com que ela se torne uma realidade libertadora em todos os tempos e lugares.

Leitura IIs 7,10-14

Salmo ResponsorialSalmo 23 (24)

Refrão 1: Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso.
Refrão 2: O Senhor virá: Ele é o rei da glória.

Leitura IIRom 1,1-7

AleluiaMt 1,23

Aleluia. Aleluia.
A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado Emanuel, Deus connosco.

EvangelhoMt 1,18-24

 
Fonte

A derradeira prenda do Menino Jesus

O Natal está a chegar, e com ele toda a azáfama na compra das prendas para os familiares e amigos.

Antes dos publicitários da Coca-cola terem transformado S. Nicolau no Pai Natal que hoje conhecemos, era o Menino Jesus que calcorreava o mundo inteiro e punha as prendinhas nos sapatinhos de todas as pessoas (só nos que se tinham portado bem durante o ano). Por isso, nunca é por demais recordar...

A derradeira Prenda do Menino Jesus
(Quando ainda não havia Pai Natal)

O Menino Jesus, já cansadinho
De tanto andar por cima dos telhados,
Descalçou os sapatos apertados
- Eram novos - e pô-los no caminho.


Nisto, sentiu ruído ali pertinho...
Trepou à chaminé com mil cuidados,
E que viu? Dois tamancos esburacados
E, ao pé deles, rezando, um petizinho.


O Menino Jesus que fez então?
Sem ter nenhum brinquedo ali à mão,
Desses que tanto agradam aos garotos,


Troca os sapatos pelos do petiz,
E depois, vai ao céu mostrar, feliz,
À Virgem Mãe os tamanquinhos rotos.


Simões Müller

Hoje não é Dia da Mãe!

Até há alguns anos atrás, em Portugal, o Dia da Mãe era festejado hoje, 8 de Dezembro: Dia da Imaculada Conceição.

Dada a importância da celebração litúrgica deste dia, e para que não se corresse o risco de uma celebração se sobrepor à outra, passou a celebrar-se o Dia da Mãe no primeiro Domingo do mês de Maio.

No entanto, há ainda muitas pessoas que continuam a lembrar e homenagear a sua Mãe terrena no dia em que, nós, os católicos, celebramos a Conceição Imaculada da nossa Mãe do Céu.

Por todo o mundo, a celebração do Dia da Mãe não tem uma data fixa, variando o dia/data conforme o país onde há liberdade para tais festejos.

Mesmo a propósito, encontrei numa rede social o seguinte texto:

“Aos 3 anos ‘mãe, amo-te’, aos 10 anos 'mãe, não percebes nada ' aos 16 anos 'oh meu Deus, tu enervas me mãe, aos 18 anos ' quero sair desta casa ‘, aos 25 anos ' mãe, tinhas razão’, aos 30 anos 'quero voltar a casa da minha mãe’, aos 50 anos ' eu não quero perder a minha mãe’, aos 70 anos 'eu dava tudo para...que a minha mãe estivesse aqui '. Nos só temos uma mãe, se tu a amas, mete isto no teu mural!”

A minha sugestão é que a divulguem o mais que puderem, porque... Mãe, há só uma (uma na terra e uma no Céu!)

S. Francisco de Assis

O Trovador da Alegria

Não escrevera tratados
De abstracta Filosofia.
Não se vestiu de brocados,
Como a nobreza vestia.
Aos palácios encantados
As choupanas preferia,
De braços sempre voltados
Para quem mais padecia.
Por montes e descampados
Aos mendigos atendia
E repetia os trinados
Da modesta cotovia.
Falando aos lobos danados,
Em mansos os convertia.
Beijava os lírios dos prados
E a alma aos astros erguia.
Pelos caminhos andados
Nas próprias pedras não via
Senão os degraus doirados
Da escada a que Deus subia.
Tantos séculos passados,
Não passa ainda um só dia
Sem que aos olhos assombrados
S. Francisco nos sorria.
Apesar dos seus pecados,
O mundo inteiro confia,
Entre tédios e cuidados,
No Trovador da Alegria.

Moreira das Neves

Procura tempo

Procura tempo para pensar,
É a fonte do poder.
Procura tempo para ler,
É a fonte da inteligência.

Procura tempo para rezar,
É a maior força sobre a terra.
Procura tempo para amar e ser amado,
É o privilégio que Deus concede a cada um.

Procura tempo para servir,
É o tempo da bondade.
Procura tempo para rir,
É a música do espírito.

Procura tempo para dar,
Um dia é demasiado curto para ser egoísta.
Procura tempo para trabalhar,
É o preço do sucesso.

Sun Myung Moon

Missa - Imaculada Conceição - 8 de Dezembro

Ano A
Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Padroeira de Portugal e Moçambique
8 de Dezembro de 2010

Tema da Solenidade da Imaculada Conceição:

Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

A segunda leitura garante-nos que Deus tem um projecto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher – um projecto que desde sempre esteve na mente do próprio Deus. Esse projecto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem subterfúgios.

A primeira leitura mostra (recorrendo à história mítica de Adão e Eva) o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência… Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.

O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a auto-suficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.

Leitura IGen 3,9-15.20

Salmo Responsorial – Salmo 97 (98)

Refrão: Cantai ao Senhor um cântico novo:
o Senhor fez maravilhas.

Leitura IIEf 1,3-6.11-12

Aleluia – cf. Lc 1,28

Aleluia. Aleluia.
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres.

Evangelho Lc 1,26-38

Fonte e mais informações: aqui

Jornal "Avé Maria" - Nº 2587 (Semanário) - Vila Real - 5 de Dezembro de 2010


IMACULADA

A Igreja celebra a Imaculada Conceição de Nossa Senhora no próximo dia 8. Ela é a Padroeira de Portugal, da nossa Diocese e de muitas outras.

A sua grandeza vem do facto de ser a única Mãe cujo Filho existia antes dela. Por isso A adornou a seu gosto: "cheia de graça", "bendita entre todas as mulheres", Imaculada e pura para que Ela lhe oferecesse uma morada digna.

Nascida da união conjugal de sus pais, união querida e abençoada por Deus como a de todos os esposos na família humana, Maria foi objecto da benevolência amorosa de Deus desde a sua concepção: preservada do pecado que pesa sobre toda a humanidade. Ela é, assim, a primeira a beneficiar da vitória de Jesus sobre o pecado, primeiro fruto da Páscoa de Seu Filho. Os cristãos viveram esta verdade, praticamente, desde o princípio e o Papa Pio IX declarou-o solenemente em 1854.

*****

Diz a Sagrada Escritura:

"Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que Me revestiu com as vestes da salvação e Me envolveu com o manto da justiça, como esposa adornada com as suas jóias." (Is. 61, 10)

*****

Sem pecado original,
A Virgem de graça cheia,
É n'Ela qe Deus planeia
O mistério do Natal.

O Verbo de Deus se guarda
Em Seu ventre, cristal puro:
- Jardim selado, abre o muro,
Solta a luz que já nos tarda!

_______________________

Sobre o Dogma da Imaculada Conceição>>>

Imaculada Conceição

IMACULADA CONCEIÇÃO
O que é que se entende por Imaculada Conceição? Que celebramos nós neste dia 8 de Dezembro?

Em primeiro lugar, não confundir Imaculada Conceição com conceição virginal de Jesus.

A primeira expressão diz-nos que Maria, desde a sua conceição, jamais teve pecado. A segunda diz-nos que Maria concebeu Jesus sem intervenção humana, por acção do Espírito Santo.

Desde a Idade Média que os Cristãos do Oriente se habituaram a celebrar a Conceição de Maria, saudando-a como a Toda Pura, isto é, nascida sem pecado original.

Esta festa espalhou-se no Ocidente. Os teólogos discutiram este assunto. Foi um deles, o franciscano Duns Escoto, quem mais insistiu no facto de que Maria, por estar destinada para ser mãe do Filho de Deus, foi preservada desde o nascimento de todo o pecado.

Os papas apoiaram esta tese e a fé do povo confirmou-a. Foi então instituída a solenidade da Imaculada Conceição. Em 1854, Pio IX declarou esta verdade como dogma de fé.

Celebrar a Imaculada é contemplar Maria em toda a sua beleza e pureza, sempre disponível para dizer «sim» à vontade de Deus.

Texto: Cavaleiro da Imaculada - Dezembro 2010

Intenções do Papa para o mês de Dezembro 2010

Intenção geral: A fim de que a experiência do sofrimento seja ocasião para compreender as situações de dificuldade e de dor em que se encontram as pessoas sozinhas, os enfermos, os idosos, e estimule todos a ir ao seu concontro com generosidade.

Intenção missionária: Para que os povos da terra abram as portas a Cristo e ao seu Evangelho de paz, fraternidade e justiça.

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