Família e vocações sacerdotais


A família é, naturalmente, o berço onde despertam as vocações sacerdotais e também as consagradas. A vocação, seja ela qual for, é dom de Deus, é Ele que toma a iniciativa do chamamento. Mas o chamamento supõe sempre a resposta humana, livre. Assim, sendo, todos os cristãos estão implicados na oração pelas vocações: “Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. (Mt. 9, 34)

Ninguém mais do que a família pode ajudar neste campo: propondo, encaminhando, animando… Jesus chamou e continua a chamar. Inúmeros padres e consagrados, ao longo dos tempos, colocaram a sua vida ao serviço do Evangelho e da Igreja.

O Senhor continua a pedir a alguns que livremente se disponibilizem para com Ele colaborarem mais intensamente na obra da salvação. Ao povo cristão compete apoiar os chamados a corresponderem ao convite e todos somos responsáveis na descoberta e no amparo a prestar-lhes.

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Diz a Sagrada Escritura: «Rogo a Deus que vos ilumine, para saberdes que esperança constitui o seu chamamento, e que tesouros de glória encerra a sua herança». (Ef. 1, 17-18)

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Jovens, não persigais loucos
Ídolos feitos de lama!
Reparai que Deus vos chama
E respondei-lhes tão poucos!

Vendo um sacrário vazio
E uma lâmpada sem luz,
Aí tens um desafio,
Ó jovem que amas Jesus.

In Jornal “Avé Maria” (Vila Real) nº2655
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Oração pelas vocações:

Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: “Vem e segue-Me”!
Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.
Senhor, que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder “sim”.
Ámen.

Vai acontecer na Diocese de Vila Real – Abril a Junho

Abril

20 – Aniversário da criação da Diocese

22 a 29 – Semana das Vocações

23 – Aniversário natalício de D. Amândio Tomás, Bispo de Vila Real

25Jornada Diocesana da Juventude (Valpaços)

26 – Conselho de Presbíteros (Casa do Clero – Vila Real)

29 – Encontro Nacional de Jovens da Acção Católica Rural (Vila Real)

Maio

5 e 6 – Fátima Jovem (Fátima)

5 – CPM (Curso de Preparação para o Matrimónio) – Vila Real (todos os Sábados)

6 – Dia da Mãe

6 – Encontro Regional de Noivos (Régua – todos os Domingos)

7 – Recolecção mensal dos Sacerdotes (Casa do Clero – Vila Real)

7 – Reunião de Arciprestes (Casa do Clero – Vila Real)

18 – 3º Encontro Diocesano de Alunos de EMRC (Chaves)


20 – Ascensão do Senhor (ofertório nas missas para as Comunicações Sociais)

27 – Pentecostes

Junho

2 – Acção de Formação para Professores de EMRC (Vila Real)

3 – Dia da Diocese (Vila Pouca de Aguiar)

4 - Recolecção mensal dos Sacerdotes (Casa do Clero – Vila Real)

7 – Corpo de Deus

10 – Peregrinação Nacional das Crianças (MMF) - Fátima

(Informações retiradas no Boletim Bimestral "Igreja Diocesana de Vila Real")

Procissão do Enterro do Senhor – 2012 – Vila Real

Ontem, dia 6 de Abril de 2012, realizou-se a Procissão do Enterro do Senhor.

Esta Procissão, como já é tradição, saiu da Capela da Misericórdia (onde recolheu), foi organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Real e presidida pelo Bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás. Nela participaram diversos sacerdotes, um diácono permanente, elementos de diversos Agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas (CNE), os Bombeiros Voluntários da Cruz Branca, a Banda Filarmónica da Portela e elementos de um Grupo da freguesia de Folhadela – Vila Real, trajados à época em que Jesus viveu na Terra Santa, para além de inúmeros fiéis que, com a sua presença, quiseram manifestar publicamente a sua fé no Senhor Jesus.

As fotos foram tiradas no Largo de S. Pedro por Max Pinto.

Contradições de Domingo de Ramos


Hoje é dia de euforia, de ramos e de capas pelo chão… Dia de aclamações mas também de contradições. Jesus é recebido, com aclamações e sinais visíveis de alegria na cidade velha de Jerusalém. Mas Ele sabe bem que é um triunfo passageiro, que vai durar pouco. Amanhã…os mesmos que hoje levantam ramos e O aclamam, pedirão a Sua morte, escolherão Barrabás – assassino e malfeitor, e gritarão: “Crucifica-O! Crucifica-O!”

Este caso, porém, não é apenas do passado, continua a repetir-se através dos tempos e também no nosso. É a atitude de tantas e tantos que, hoje, aclamamos e, amanhã, voltamos aos nossos egoísmos, a viver de costas voltadas para a Palavra do Senhor.

As contradições estão aí… em cada um de nós.

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Diz a Sagrada Escritura: «É em Jesus Cristo que temos a redenção e a remissão dos pecados, pelo Seu Sangue». (Ef. 1, 7)

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Semana Santa ou Maior
É nome que lhe ficou
Por recordar o Amor
Com que Jesus nos salvou.

Mas a humana salvação
Nunca provém de um só lado:
Vem de Deus que deita a mão
E do homem ajoelhado.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário), Vila Real, 1 de Abril de 2012

Intenções do Papa - Abril de 2012

Geral: A fim de que muitos jovens saibam acolher a chamada de Cristo e segui-l’O no sacerdócio e na vida religiosa.

Missionária: Para que Cristo ressuscitado seja sinal de esperança segura para os homens e as mulheres do continente africano.

Semana Santa em Vila Real - 2012 - 1 a 8 de Abril

A exemplo do ano pssado, vamos disponibilizar neste blogue o programa com as celebrações da Semana Santa em Vila Real neste ano de 2012 (1 a 8 de Abril):

Na Semana Santa celebram-se os mistérios da salvação consumada por Jesus nos últimos anos da sua vida na terra, desde a entrada triunfal em Jerusalém até à sua sacratíssima Paixão e gloriosa Ressurreição. A Semana Santa contém aquilo que Jesus definiu como a “Sua Hora”.

A antiga liturgia de Milão classificava esta semana de Semana Autêntica por ser a semana dos verdadeiros “trabalhos de Jesus”. O anterior Missal romano chamava-lhe Semana Maior, não pelo número de dias, mas pelo seu conteúdo salvífico.

O conjunto das celebrações da Semana Santa constitui o núcleo da fé da Igreja, o Mistério Pascal, revelador da plenitude do amor de Deus ao mundo. As cores litúrgicas são a encarnada e a branca, as cores de vida e de vitória.

As celebrações na Sé são presididas pelo Bispo da Diocese.

Domingo de Ramos – 1 de Abril

Celebra-se a Entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado como Messias e Filho de David e, ao mesmo tempo, o Início da sua Paixão. Daí o nome de “Domingo de Ramos na Paixão”. É o pórtico de entrada da Semana Santa.

09h30 – Bênção dos Ramos – na Capela Nova, com cortejo para a Igreja de S. Pedro.

09h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António

10h15 – Bênção dos Ramos – no Bairro S. Vicente de Paula, junto da Escola, com cortejo para a Igreja de Nª Sª da Conceição.

11h30 – Bênção dos Ramos – na Igreja da Misericórdia, com cortejo para a Sé.

11h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António

Os ramos benzem-se para serem levados na Procissão e não propriamente para ser guardados em casa.

Quarta-feira Santa – 4 de Abril

18h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé.

Quinta-feira Santa – 5 de Abril

10h00 – Missa Crismal na Sé

Nesta manhã, é a única Missa em toda a Diocese. É presidida pelo Bispo e concelebrada pelos padres vindos de toda a Diocese, que nela renovarão os seus compromissos sacerdotais, em testemunho de um único presbitério.

Nessa Missa são benzidos o Óleo dos Catecúmenos (para os baptismos), o Óleo dos Doentes (para os Enfermos), e é consagrado o Óleo do Crisma. Daí o nome de Missa Crismal. Por esta dimensão eclesial, os fiéis são convidados a participar nesta celebração.

14h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé Catedral.

15h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Igreja de Nª Sª da Conceição.

17h00 – Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Sé Catedral

Desde a tarde de hoje até à tarde de Domingo decorre o Tríduo Pascal, o coração da Semana Santa.

Nesta Missa celebra-se a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio (que os Apóstolos receberam em plenitude e depois transmitiram em grau diferente, aos Bispos – seus Sucessores – e aos Presbíteros) e a proclamação do Mandamento Novo, segundo o qual toda a autoridade deve exercer o poder como um serviço. Daí o gesto do lava-pés.

18h00 – Missa Vespertina da Ceia nas Paróquias de S. Pedro e Senhora da Conceição e Santo António.

21h00 – As Paróquias organizarão visitas guiadas às Igrejas para adoração ao SS.mo Sacramento.

Das 21h00 às 24h00 – Adoração solene ao Santíssimo Sacramento na Igreja da Senhora da Conceição.

Sexta-Feira Santa – 6 de Abril

Dia consagrado à meditação da Paixão e Morte Redentora do Mundo. Daí o uso de paramento encarnado, o mesmo dos Ramos e do Pentecostes, pois Jesus subiu ao Calvário animado pelo Espírito Santo.

10h00 – Ofício de Leituras e Laudes na Sé, cantado pelos seminaristas e religiosas.

15h00 – Solene Acção Litúrgica da Tarde, nas quatro Paróquias.

Não se trata de Missa, mas de uma longa meditação orante. Inclui a Leitura da Paixão, Preces Universais, Adoração da Cruz, Comunhão e Desnudação do Altar.

As esmolas recolhidas neste dia serão enviadas para Jerusalém, a fim de ajudar a conservar os lugares santificados pela vida e morte de Jesus.

18h00 – Procissão do Enterro do Senhor – Sai da Capela da Misericórdia, aonde recolhe. A organização está a cargo da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real.

21h00 – Via Sacra Pública pela cidade

Cada Paróquia da cidade fará a sua Via Sacra, em público, em direcção ao Calvário, e aí, a 14ª estação terá a participação das pessoas de todas as Paróquias.

Pelo seu carácter penitencial este dia é de jejum e abstinência e deve ser vivido em recolhimento pessoal e familiar.

Sábado Santo – 7 de Abril

Este dia é dedicado à contemplação de Jesus morto e sepultado, a “descansar” dos trabalhos da sua Paixão. Deve, pois, chamar-se “Sábado Santo” e não “de aleluia”, que só começa na noite da Vigília pascal. Este sábado é um dia “alitúrgico”, isto é, não há nele qualquer celebração: nem missa, nem baptismo, nem casamento, nem comunhão (excepto para os moribundos).

10h00 – Ofício de Leituras e Laudes na Sé, cantado pelos seminaristas e religiosas

21h30 – Solene Vigília Pascal na Sé

21h30 – Vigília Pascal nas outras três Paróquias

A Vigília Pascal é a mãe de todas as vigílias, é a celebração geradora de todas as celebrações.

Não pode chamar-se “Missa vespertina” nem pelo conteúdo nem pela hora. “Estar de vigília” é estar atento ao acontecimento pascal, sem sono, desperto.

A Igreja não dorme nesta noite, recolhe-se para meditar e cantar a vitória do seu Senhor sobre o pecado e a morte. Relê os textos da criação do Mundo e do Homem, que Jesus Ressuscitado reordena numa Nova Criação: Ele é o novo Adão que dá início a uma nova Humanidade; a semana é reordenada, de modo que o que era “primeiro dia da criação” passa a ser “o Dia do Senhor”.

A celebração da Vigília é, por sua natureza, longa. Inclui a Bênção do Lume novo, o canto do Precónio, as leituras bíblicas pascais, a Bênção da água do Baptismo e renovação de promessas e Eucaristia. Todos estes elementos formam um todo, pelo que seria incorrecto falar de “ir à Missa da Vigília”, que faz parte integrante da celebração.

As pessoas que desejem participar na Vigília devem levar uma vela para a renovação das promessas baptismais e uma campainha para a proclamação do ALELUIA PASCAL.

Domingo de Páscoa – 24 de Abril

É o primeiro Domingo do ano e prolonga a Vigília Pascal.

O “primeiro dia da semana”, dia em que Deus criara a Luz, passa a ser também o Dia do Senhor Ressuscitado e Dia da Igreja reunida em assembleia pascal. S. Agostinho chamará ao Domingo o “8º dia”, em virtude de a Ressurreição do Senhor abrir a História para além das leis do tempo natural ou do simples descanso.

Os Párocos ou grupos de cristãos por eles enviados visitam as famílias cristãs, levando-lhes a mensagem pascal. Esta visita e mensagem dirigem-se às pessoas, pelo que não faz sentido visitar casas vazias.

O toque dos sinos, a água baptismal, o estralejar dos foguetes, o rosmaninho e o alecrim, os ovos (símbolos da vida e do sepulcro por ela rompido), os ramos da Primavera – são recursos de que o povo lançou mão para exprimir a sua fé e alegria na Ressurreição do Senhor.

09h00 – Saída do Compasso nas Paróquias da Sé e da Sra da Conceição

09h30 – Saída do Compasso na Paróquia de Sto António

11h30 – Eucaristia da Páscoa na Paróquia de S. Pedro

12h00 – Eucaristia da Páscoa na Sé e na Igreja da Senhora da Conceição

14h30 – Saída do Compasso na Paróquia de S. Pedro

18h00 – Eucaristia da Páscoa na Igreja de S. Pedro e da Igreja da Senhora da Conceição

(Texto retirado de um folheto elaborado e editado pela Diocese de Vila Real)

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Durante a Quaresma, a Semana Santa e a Páscoa, de Norte a Sul de Portugal, ainda há localidades que teimam em manter vivos diversos usos, costumes e tradições relacionados com este ciclo litúrgico, ajudando a que os mesmos sobrevivam à voragem do tempo. Em muitos destes usos e costumes a Religiosidade Popular que persiste!

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