Que todos sejam um!

Unidade dos cristãos
A partir do Concílio Vaticano II a Igreja Católica tem-se esforçado seriamente pela promoção da união quer junto dos Ortodoxos, quer dos Protestantes. O texto adotado no Vaticano II encoraja os católicos a rezarem com os outros cristãos e a “tomar posição comum” acerca dos problemas que afetam o mundo de hoje nos campos da justiça, fome, vida...

A Igreja Católica procura igualmente o diálogo teológico sério, o que supõe “um conhecimento mais verdadeiro ao mesmo tempo que uma estima mais justa” da doutrina e da vida dos irmãos separados. E tem havido progressos e até acordos parciais.

Na sua procura de unidade, também a Igreja Católica se declara insatisfeita consigo mesma. Ela é santa mas feita de pecadores e reconhece que necessita de se renovar constantemente nos campos bíblico, teológico, litúrgico, catequético… Procura converter-se, pediu perdão das suas faltas contra a unidade… sem procurar saber quem tinha razão ou culpa.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Pai Santo, guarda no Teu amor aqueles que Me deste, para que sejam um como Nós». (Jo 17, 11)

*****

São horas de sair disto!
Católicos e Anglicanos,
Orientais e Luteranos,
Regressai ao mesmo Cristo!

Nascidos da mesma Luz,
Deixemos o ódio velho
E, lendo um só Evangelho,
Sigamos um só Jesus.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 27.01.2013

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Sector da Catequese passa a ser competência do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização

A catequese é um
encontro com Jesus!
O Papa Bento XVI decidiu que o sector da Catequese, até agora da competência da Congregação para o Clero, passa a ser da responsabilidade do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Esta decisão do Papa é explicada no documento “Fides per doctrinam”, assinado por Bento XVI, no qual se refere a necessidade de uma “doutrina capaz de iluminar as mentes e os corações dos crentes”.

O momento histórico particular em que vivemos, marcado entre outras coisas por uma dramática crise de fé, requer uma tomada de consciência para responder às grandes expectativas que surgem nos corações dos crentes”, observa.

Segundo Bento XVI, a “inteligência da fé” implica que os seus conteúdos “se expressem numa linguagem nova, capaz de apresentar a esperança viva nos crentes”.

Fonte (adaptado)
Datas fundamentais na história da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

1740 - Na Escócia, surgiu um movimento pentecostal, ligado à América do Norte, cuja mensagem de reavivamento incluía preces por e com todas as Igrejas.

1820 - O Rev. James Haldane Stewart publica “Orientações para a união geral dos cristãos para o derramamento do Espírito”.

1840 - O Rev. Ignatus Spencer, convertido ao catolicismo romano, sugere uma “União de oração pela unidade”.

1867 - A Primeira Conferência de Bispos Anglicanos em Lambeth destaca a oração pela unidade no Preâmbulo de suas Resoluções.

1894 - O papa Leão XIII estimula a prática de Oitava de Oração pela Unidade, no contexto de Pentecostes.

1908 - Primeira vivência da Oitava da Unidade Cristã, iniciativa do Rev.Paul Wattson.

1926 - O movimento Fé e Ordem começa a publicar “Sugestões para uma oitava de oração pela unidade cristã.”

1935 - O abade Paul Couturier defende uma “Semana Universal de Orações pela Unidade dos Cristãos”, baseada em preces inclusivas pela “unidade que Cristo quiser, pelos meios que ele quiser”.

1958 - A Unidade Cristã (Lyons, França) e a Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas começam a preparar em cooperação os materiais para a Semana de Oração.

1964 - Em Jerusalém, o papa Paulo VI e o patriarca Athenagoras I rezam juntos a prece de Jesus para “que todos sejam um” (João 17)

1964 - O decreto sobre Ecumenismo do Vaticano II enfatiza que a oração é a alma do movimento ecumênico e incentiva a observância da Semana de Oração.

1966 - A Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e o Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos) começam a preparar oficialmente juntos o material da Semana de Oração.

1968 - Primeiro uso oficial do material da Semana de Oração preparado em conjunto por Fé e Ordem e pelo Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos).

1975 - Primeiro uso de material da Semana de Oração baseado em uma versão inicial de texto preparada por um grupo ecumênico local. Um grupo australiano foi o primeiro a assumir esse projeto, na preparação do texto inicial de 1975.

1988 - Os materiais da Semana de Oração foram usados na celebração de fundação da Federação Cristã da Malásia, que une os grupos cristãos majoritários do país.

1994 - Um grupo internacional prepara o texto para 1996, incluindo representantes de YMCA e YWCA (Associação Cristã de Moços/as).

2004 - Formaliza-se um acordo pelo qual os materiais da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos serão publicados e produzidos no mesmo formato por Fé e Ordem (WCC) e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica).

2008 - Comemoração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (sua predecessora, a Oitava da Unidade Cristã, foi observada pela primeira vez em 1908).

Fonte

Temas da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (1968 a 2013)

Temas da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (1968 a 2013)
Em 1968, foram usados pela primeira vez materiais preparados em conjunto pela Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e pelo Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos

1968 - Para o louvor de sua glória (Efésios 1,14)

1969 - Chamados à liberdade (Gálatas 5,13)
(Encontro preparatório em Roma, Itália)

1970 - Somos colaboradores de Deus ( 1 Coríntios 3,9)
(Encontro preparatório no monastério de Niederaltaich, na República Federal Alemã)

1971 - ... e a comunhão do Espírito Santo (2 Coríntios 13.13)

1972 - Eu vos dou um novo mandamento (João 13,34)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1973 - Senhor, ensina-nos a orar (Lucas 11,1)
(Encontro preparatório no mosteiro de Montserrat, Espanha)

1974 - Que toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor (Filipenses 2, 1-13)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1975 - Plano de Deus: todas as coisas em Cristo (Efésios 1,3-10)
(Material de um grupo australiano. Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1976 - Seremos como Ele (João 3,2) ou Chamados a ser o que somos
(Material da Conferência Caribenha de Igrejas; encontro preparatório em Roma, Itália)

1977 - A esperança não nos decepciona (Romanos 5,15)
(Material do Líbano, no meio de uma guerra civil; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1978 - Não sois mais estrangeiros (Efésios 2,13-22)
(Material de uma equipe ecumênica em Manchester, Inglaterra)

1979 - Servi uns aos outros para a glória de Deus (1 Pedro 4,7-11)
(Material da Argentina; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1980 - Que venha o teu Reino! (Mateus 6,10)
(Material de um grupo ecumênico em Berlim, República Democrática Alemã; encontro preparatório em Milão)

1981 - Um Espírito – muitos dons – um só corpo (1 Coríntios 12,3b-13)
(Material dos Graymoor Fathers, USA; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1982 - Que todos estejam na tua casa, Senhor (Salmo 84)
(Material do Quênia; encontro preparatório em Milão, Itália)

1983 - Jesus Cristo- a Vida do mundo (1 João 1,1-4)
(Material de um grupo ecumênico na Irlanda; encontro preparatório em Céligny, Suíça)

1984 - Chamados a ser um pela cruz de nosso Senhor (2 Coríntios 2,2 e Colossenses 1,20)
(Encontro preparatório em Veneza, Itália)

1985 - Da morte à vida com Cristo (Efésios 2,4-7)
(Material da Jamaica; encontro preparatório em Grandchamp, Suíça)

Para a unidade das Igrejas

Promover a unidade cristã era o grande objectivo de João XXIII ao convocar o Concílio [Concílio Vaticano II].

No passado, segura de ser a única detentora da verdade, a Igreja Católica esperava pelo regresso dos outros cristãos – ortodoxos e protestantes – reconhecendo os seus erros. Mas os padres conciliares viram em todo o cristão “um irmão no Senhor”, souberam reconhecer as riquezas dos outros. “O património religioso, original e comum a todos para além das divergências doutrinais”. De facto, lembra o Concílio, a unidade foi dom de Deus aos cristãos – crermos num só Senhor. Compete-nos, pois, traduzir em atos este dom que ainda não é mais que “unidade mística dos Corpo de Cristo”.

Por isso, os católicos somos exortados a darmos o primeiro passo e a tomar parte ativa na procura da unidade. Para a construir é indispensável “eliminar as palavras, os juízos e factos que não correspondem à verdade e à situação dos irmãos separados”.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Vós todos que fostes baptizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Já não há judeu nem grego; já não há escravo nem livre, já não há homem e mulher, pois todos vós sois um só em Cristo”. (Gal. 3, 27-28)

*****

Entre velhas divisões,
Dizemos que há um só Deus,
Mas mostramos aos ateus
Discordantes religiões.

O mal em casa é profundo
Se os irmãos são contra irmãos;
Pois esse é o mal dos cristãos,
Para escândalo do mundo.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 20.01.2013

Ver aqui os textos propostos para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2013, em volta do tema ‘O que exige Deus de nós?’ - expressão retirada do livro bíblico do profeta Miqueias.

Semana do Consagrado 2013 – 27 de Janeiro a 3 de Fevereiro

Mensagem da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios por ocasião da Semana do Consagrado 2013 – 27 de Janeiro a 3 de Fevereiro

PEREGRINOS NA FÉ, APÓSTOLOS NA EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO

1. Consagrado, Peregrino da Fé

O batismo, assumido de forma livre e responsável, como participação no mistério pascal de Jesus Cristo, incorporação na sua Igreja e sacramento da comunhão com Deus, Santíssima Trindade, constitui o início do longo peregrinar da fé do cristão. Trata-se de um “caminho que dura a vida inteira... tem início com o batismo... e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna” (Bento XVI, A Porta da Fé, 1).

Entre todos os cristãos, os Consagrados assumem explicitamente a totalidade da vida como uma peregrinação na fé, como um sinal da transformação operada pelo batismo e como um testemunho da graça da comunhão com Deus.

Neste Ano da Fé, todo o consagrado tem oportunidade de refazer a história da sua vida humana, da sua fé e da sua vocação. Encontrará a linha contínua do amor de Deus, manifestado de muitas formas, recordará os momentos fortes do caminho realizado na procura das respostas a dar-Lhe, perceberá as dúvidas, fraquezas e, porventura, alguns retrocessos e infidelidades. Acima de tudo, verá que a fé é uma contínua resposta a um dom recebido, que implica todas as dimensões da vida e que há-de progredir sempre até que ele viva totalmente da fé, tal como diz o apóstolo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2, 20).

Apesar da sua condição de batizados e consagrados na Igreja, os consagrados não podem considerar a fé como um “pressuposto óbvio da sua vida diária” (Bento XVI, A Porta da Fé, 2). Correm, portanto, o risco comum a todos os cristãos de parar em qualquer fase da sua peregrinação, de se descentrarem de Deus em favor das tarefas quotidianas, de investir tanto nas obras humanas que descuidem a obra de Deus, que consiste em “crer n’Aquele que Ele enviou” (Jo 6, 29).

Para ler a mensagem na íntegra, clique aqui.

A propósito deste assunto, vai realizar-se, de 9 a 12 de Fevereiro de 2013, no Centro Pastoral Paulo VI (Fátima), a XXVIII Semana de Estudos sobre a Vida Consagrada, subordinada ao tema «Fé e vida consagrada: renovação para a nova evangelização».

Para mais informações, clique aqui.


Povo Sacerdotal

Povo Sacerdotal
Antes do Concílio Vaticano II, a imagem que a Igreja dava de si mesma era a de uma pirâmide: no cimo o Papa, na base, os cristãos e, entre os dois, os bispos, padres e religiosos/as. Esta visão puramente hierárquica, herdada das religiões pagãs, o Concílio a substituiu pela bíblica – “Povo de Deus”: Deus revela-se a seu Povo com quem faz alianças. Um povo que não é formado por uma hierarquia poderosa e por membros passivos mas por todos os baptizados, ungidos na mesma comunhão fraterna e todos igualmente responsáveis pelo anúncio do Evangelho.

Os membros não exercem as mesmas funções mas, em dignidade, são todos iguais e «todos participam no “único sacerdócio de Cristo”». Somos, por isso, um Povo sacerdotal.

Na Eucaristia, por exemplo, não é o presidente o único celebrante. A assembleia dos baptizados, a que ele preside também celebra, de acordo com as suas funções.

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Diz a Sagrada Escritura: «Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência”». (Mt. 3, 16-17)

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Será só rotina fútil
O costume de ir à missa?
E lá não se desperdiça
Muito tempo em causa inútil?

- A missa é jorro de luz
Para aquele que acredita
Que nessa hora bendita
Tem encontro com Jesus.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 13.01.2013

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Festa em honra do mártir S. Sebastião – Constantim

Vai celebrar-se no próximo fim-de-semana (19 e 20 de Janeiro) em Constantim (Vila Real), a tradicional festa em honra do mártir S. Sebastião.

Do programa destaca-se, no dia 20, Domingo, pelas 14h30, Eucaristia, na Igreja Paroquial, seguida de uma Procissão pelas ruas da localidade.

«Sobre S. Sebastião, pouco mais se sabe do que o seu suplício, quando o amarraram a um poste e crivado de flechas, cerca de 302-304, e do que o seu enterro nas catacumbas da Via Appia.

Segundo a tradição e Jacques de Voragine, Sebastião nasceu em Narbona, França, foi criado em Milão e alistou-se no Exército imperial em 283, em Roma, dissimulando a sua fé cristã. Diocleciano nomeou-o comandante da guarda pretoriana, posto de confiança que lhe permitiu reconfortar moralmente os seus irmãos condenados à morte. (…)

Se quer saber mais sobre a vida do mártir S. Sebastião, clique aqui.

XXI Jornada Mundial do Doente

No próximo dia 11 de fevereiro, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, vai realizar-se o XXI Dia Mundial do Doente. Em 2013, este Dia será solenemente celebrado no santuário mariano de Altötting - Baviera (Alemanha).

Na mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial do Doente (2013) pode ler-se: « 3. Diversos Padres da Igreja viram, na figura do Bom Samaritano, o próprio Jesus e, no homem que caiu nas mãos dos salteadores, Adão, a humanidade extraviada e ferida pelo seu pecado (cf. Orígenes, Homilia sobre o Evangelho de Lucas XXXIV, 1-9; Ambrósio, Comentário ao Evangelho de São Lucas, 71-84; Agostinho, Sermão 171). Jesus é o Filho de Deus, Aquele que torna presente o amor do Pai: amor fiel, eterno, sem barreiras nem fronteiras; mas é também Aquele que «Se despoja» da sua «veste divina», que baixa da sua «condição» divina para assumir forma humana (cf. Flp 2, 6-8) e aproximar-Se do sofrimento do homem até ao ponto de descer à mansão dos mortos, como dizemos no Credo, levando esperança e luz. Ele não Se vale da sua igualdade com Deus, do seu ser Deus (cf. Flp 2, 6), mas inclina-Se, cheio de misericórdia, sobre o abismo do sofrimento humano, para nele derramar o óleo da consolação e o vinho da esperança.(…)»

Para aceder à mensagem na íntegra do Papa Bento XVI para este Dia, clique aqui.

Dia de Reis

Dia de Reis é o nome que o nosso povo dá à festa litúrgica da Epifania, isto é, da Manifestação do Senhor. Vale a pena ler o princípio do capítulo II do evangelho de S. Mateus e o capítulo 60 de Isaías e confrontarmos os textos com o que hoje a piedade popular vive.

Esta festa pretende dizer que Jesus é a luz que ilumina todos os povos e a todos quer salvar sem excepção. A tradição compreendeu-o bem: imaginou personagens de cores diferentes (o evangelho não o refere) que indica a diversidade e pluralidade dos povos chamados a seguirem a estrela luminosa que é Jesus. A três presentes – ouro, incenso e mirra – corresponde três pessoas que os levam e cujos nomes inventaram. O evangelho não diz serem reis, chama-lhes magos, isto é sábios, certamente estudiosos das estrelas. A tradição faz eco do capítulo 60 de Isaías, porque não abrir a Bíblia para o ler?

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Diz a Sagrada Escritura: «Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? – Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-l’O». (Mt. 2, 1-2)

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A alegria verdadeira
Foi sempre amiga da calma:
Não é tola brincadeira,
Mas é sossego da alma.

Se queres ter alegria,
Põe em prática a ciência
De viver em harmonia
Com a tua consciência.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – 6.01.2013

11º aniversário da ordenação episcopal do Bispo de Vila Real

Vai celebrar-se no próximo dia 6 de Janeiro, Domingo da Epifania do Senhor, o 11º Aniversário da ordenação episcopal de D. Amândio José Tomás, Bispo de Vila Real.

O nosso Bispo (e que o seja por muitos e bons anos), nasceu em Chaves, Cimo de Vila da Castanheira, aos 23.04.1943, filho de João dos Reis Tomás (já falecido) e de Esperança Maria Tomás, sendo o mais velho de uma família de cinco irmãos. De 1955 a 1967 frequentou e concluiu os estudos de Humanidades, Filosofia e Teologia no Seminário diocesano de Vila Real e foi ordenado presbítero em 15.08.1967. Enviado para Roma, a fim de prosseguir os estudos teológicos na Universidade Gregoriana, aí obteve em 1969 a licenciatura em Teologia Dogmática.

Regressado a Portugal, lecionou Teologia no Seminário de Lamego, foi Director Espiritual do Seminário de Vila Real e professor de Moral no Liceu Camilo Castelo Branco; lecionou Teologia no Seminário Maior do Porto e ICHT (Instituto de Ciências Humanas e Teológicas) de 1971 a 1976.

Nesse ano voltou para Roma para frequentar o Pontifício Instituto Bíblico, tendo-se licenciado em Ciências Bíblicas em 1980. Nesse ano foi nomeado Vice-Reitor do Pontifício Colégio Português, passando a Reitor em 1982, cargo que exerceu até 2001.

Em 5 Outubro de 2001 foi eleito Bispo Auxiliar de Évora e ordenado na festa da Epifania do ano de 2002, na Basílica de S. Pedro, pelo Papa João Paulo II. Permaneceu em Évora até Outubro de 2008, mês em que foi nomeado Bispo Coadjutor de Vila Real.

D. Amândio Tomás assumiu as funções de Bispo de Vila Real no dia 17 de Maio de 2011, por motivo de renúncia do nosso anterior Bispo, D. Joaquim Gonçalves, quando este completou 75 anos de idade.

Um bispo coadjutor é nomeado por iniciativa da Santa Sé e, ao contrário dos bispos auxiliares, goza do direito de suceder ao bispo diocesano quando este cessa as suas funções.

Fazer memória

Última Ceia
Foi na Última Ceia que Jesus disse aos seus discípulos “Fazei isto em memória de Mim”, isto é, aquilo que estou a fazer anuncia o que vou viver na minha paixão e morte e vós fá-lo-eis sempre em memória de mim.

Foi na Páscoa judaica, numa refeição sagrada em que os judeus fazem memória da sua libertação da escravidão do Egipto, como “lei perpétua” (Ex. 12, 14), que Jesus pronunciou aquelas palavras. Ao celebrar a sua libertação, o povo judeu crê que Deus o liberta ainda hoje de tudo o que o oprime.

Repetir essas mesmas palavras e gestos na Eucaristia “em memória d’Ele” é mais que lembrar o acontecimento do passado, é tornar a sua paixão e morte actuais e querer vivê-las hoje. É o mesmo poder de Jesus na Ceia que está em acção hoje e sempre porque Ele é o “Senhor Todo-Poderoso, que era, que é e que há-de-vir” (Apoc. 4,8).

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Diz a Sagrada Escritura: «Depois, ouvi, no Céu, uma voz forte que dizia: “Os nossos irmãos venceram o demónio com o Sangue do Cordeiro e com o testemunho da sua Palavra”» (Rom.12, 11)

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Se um milagre é uma acção
De que só Deus é autor,
Dos milagres p maior
Foi o da ressurreição.

É este grande sinal
O fundamento da Igreja
E, por isso, se festeja
Na missa dominical.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 9.12.2012

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