Tempo de jejum


Tempo de Quaresma, tempo de partilha, tempo de jejum…

O Senhor diz-nos as suas preferências: “O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente… pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão. Então, a tua luz surgirá como a aurora”. (Is. 58, 6-8)

Jejuar assim exige que paremos para refletirmos sobre nós e a nossa vida, pensarmos um pouco mais nos outros, comprometermo-nos a agir concretamente, com os nossos próprios meios, pequenos ou grandes – renunciar a uma chávena de café, uma taça de álcool, um bolo, um programa de televisão… O que importa é que sejamos sinceros e nos convertamos. Paulo VI insistia “Todos os fiéis são chamados a fazer penitência, cada um à sua maneira; a conversão deve manifestar-se comunitariamente”.

Jejuamos… para partilhar.

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Diz a Sagrada Escritura: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus». (Mt. 4, 4)

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Não queiras ser um cristão
Só de jejuns e abstinências,
Que a melhor das penitências
É mudar o coração.

Quem vive sem oração
Despreza a ajuda celeste
E nada fará que preste
Em ordem à salvação.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 17.02.2013

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