Domingo de Ramos

É o domingo que abre a Semana Santa e uma das festas cristãs mais populares com duas vertentes: - a bênção e a procissão dos Ramos comemoram a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, aclamado por toda a gente de ramos na mão; na Santa Missa, celebrada logo a seguir, o evangelho da Paixão e Morte de Jesus introduz-nos na segunda vertente: Aquele que é aclamado no cortejo é o mesmo que morre na cruz para nos salvar. O título desta festa “Domingo de Ramos na Paixão do Senhor” coloca-nos diante dos dois aspectos.

Tenhamos presente que a bênção dos ramos é secundária em relação à procissão. Não se pretende colocar nas mãos dos fiéis objectos benzidos para guardar mas para aclamar, com eles, Jesus ao longo da caminhada. Os ramos só têm sentido para a procissão. Podemos guardá-los mas unicamente para nos lembrarem que, com eles, aclamamos Jesus como Rei e Senhor.

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Diz a Sagrada Escritura: «O grupo dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em alta voz, (…). E diziam: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas(Lc. 19, 37-38)

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Semana Santa ou Maior
É nome que lhe ficou
Por recordar o Amor
Com que Jesus nos salvou.

Mas a humana salvação
Nunca provém de um só lado:
Vem que Deus que deita a mão.
E do homem ajoelhado.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) - Vila Real, 24.03.2013

Semana Santa em Vila Real - 2013

A exemplo do ano passado, vamos disponibilizar neste blogue o programa com as celebrações da Semana Santa em Vila Real neste ano de 2013 (24 a 31 de Março):

Na Semana Santa celebram-se os mistérios da salvação consumada por Jesus nos últimos anos da sua vida na terra, desde a entrada triunfal em Jerusalém até à sua sacratíssima Paixão e gloriosa Ressurreição. A Semana Santa contém aquilo que Jesus definiu como a “Sua Hora”.

A antiga liturgia de Milão classificava esta semana de Semana Autêntica por ser a semana dos verdadeiros “trabalhos de Jesus”. O anterior Missal romano chamava-lhe Semana Maior, não pelo número de dias, mas pelo seu conteúdo salvífico.

O conjunto das celebrações da Semana Santa constitui o núcleo da fé da Igreja, o Mistério Pascal, revelador da plenitude do amor de Deus ao mundo. As cores litúrgicas são a encarnada e a branca, as cores de vida e de vitória.

As celebrações na Sé são presididas pelo Bispo da Diocese.

Domingo de Ramos – 24 de Março

Celebra-se a Entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado como Messias e Filho de David e, ao mesmo tempo, o Início da sua Paixão. Daí o nome de “Domingo de Ramos na Paixão”. É o pórtico de entrada da Semana Santa.

09h30 – Bênção dos Ramos – na Capela Nova, com cortejo para a Igreja de S. Pedro.

09h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António

10h15 – Bênção dos Ramos – na Rua Cidade de Espinho, com cortejo para a Igreja de Nª Sª da Conceição, pela Av. Rainha Sta Isabel.

11h30 – Bênção dos Ramos – na Igreja da Misericórdia, com cortejo para a Sé.

11h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António

Os ramos benzem-se para serem levados na Procissão e não propriamente para ser guardados em casa.

Quarta-feira Santa – 27 de Março

18h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé.

Quinta-feira Santa – 28 de Março

10h00 – Missa Crismal na Sé

Nesta manhã, é a única Missa em toda a Diocese. É presidida pelo Bispo e concelebrada pelos padres vindos de toda a Diocese, que nela renovarão os seus compromissos sacerdotais, em testemunho de um único presbitério.

Nessa Missa são benzidos o Óleo dos Catecúmenos (para os baptismos), o Óleo dos Doentes (para os Enfermos), e é consagrado o Óleo do Crisma. Daí o nome de Missa Crismal. Por esta dimensão eclesial, os fiéis são convidados a participar nesta celebração.

14h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé Catedral.

15h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Igreja de Nª Sª da Conceição.

17h00 – Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Sé Catedral

Desde a tarde de hoje até à tarde de Domingo decorre o Tríduo Pascal, o coração da Semana Santa.

Nesta Missa celebra-se a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio (que os Apóstolos receberam em plenitude e depois transmitiram em grau diferente, aos Bispos – seus Sucessores – e aos Presbíteros) e a proclamação do Mandamento Novo, segundo o qual toda a autoridade deve exercer o poder como um serviço. Daí o gesto do lava-pés.

18h00 – Missa Vespertina da Ceia nas Paróquias de S. Pedro, Senhora da Conceição e Santo António.

21h00 – As Paróquias organizarão visitas guiadas às Igrejas para adoração ao SS.mo Sacramento.

Das 21h00 às 24h00 – Adoração solene ao Santíssimo Sacramento na Igreja da Senhora da Conceição.

A Reconciliação pela Páscoa

Continua a ter sentido a celebração do sacramento da confissão pela Páscoa. O caminho quaresmal da purificação e de conversão… leva-nos, naturalmente, à reconciliação com Deus, connosco e com os outros.

Este sacramento – chamemos-lhe: “confissão”, “penitência” ou “reconciliação” – foi instituído pelo Senhor no dia de Páscoa e é, de facto, o sacramento da Páscoa. Na tarde desse dia, a Igreja recebeu do seu Senhor a missão de anunciar a Boa Nova da Misericórdia: Jesus soprou sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos” (Jo 20, 22-23).

É bom entrarmos na Páscoa – a passagem com Cristo para a Vida Nova – celebrando com humildade este sacramento que nos leva a morrer para o pecado e a reconciliarmo-nos com Deus, com os outros e connosco… para podermos acolher em nós a Vida do Ressuscitado.

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Diz a Sagrada Escritura: «Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos». (Jo 20, 23)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 10.03.2013

Tempo de partilha

Na partilha de bens, os cristãos ocupam os primeiros lugares e as obras de inspiração cristã, como a Cáritas, Conferências Vicentinas, a Obra do P. Américo e outras semelhantes… gozam, no geral, de boa reputação e de eficácia largamente reconhecida. Não podemos gloriar-nos pois estamos sempre longe do que era necessário e “não saiba a tua direita o que faz a esquerda”…

Quando lemos o Evangelho e, em particular, as Bem-Aventuranças (felizes os pobres…), apercebemo-nos de que são apelos ao absoluto, sentimos vertigens e, então, procuramos adaptá-las à nossa medida. Seria, porém, incrível proclamar a fraternidade universal em Cristo e, ao mesmo tempo, deixar que muitos morram de fome enquanto tantos esbanjam.

A caridade fraterna, e portanto a partilha, é “sacramento” – sinal – da presença de Cristo entre nós. Desde o princípio – vede como eles se amam! – a fraternidade atuante dos cristãos, entre eles e com os outros, é testemunho de fácil leitura para todos.

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Diz a Sagrada Escritura: «Sabeis qual é o jejum que me agrada? (…) repartir o pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem lar, fornecer roupa ao que a não tem, não desprezar o próximo, (…) não profanar o dia consagrado ao Senhor.» (Is. 58, 6-10 – 13-14)

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Quaresma bem conseguida,
Se um cristão quer ser perfeito,
Só a há, se for vivida,
A corrigir um defeito.

Na graça e na natureza,
Como a consciência te diz,
Corrige aquela fraqueza
Que te faz mais infeliz.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 03.03.2013

Fonte da imagem


Intenções - Março de 2013

Geral: Para que cresça o respeito pela natureza, na consciência de que a criação inteira é obra de Deus confiada à responsabilidade humana.

Missionária: A fim de que os bispos, presbíteros e diáconos sejam anunciadores incansáveis do Evangelho até aos confins da terra.

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