Tempo de partilha

Na partilha de bens, os cristãos ocupam os primeiros lugares e as obras de inspiração cristã, como a Cáritas, Conferências Vicentinas, a Obra do P. Américo e outras semelhantes… gozam, no geral, de boa reputação e de eficácia largamente reconhecida. Não podemos gloriar-nos pois estamos sempre longe do que era necessário e “não saiba a tua direita o que faz a esquerda”…

Quando lemos o Evangelho e, em particular, as Bem-Aventuranças (felizes os pobres…), apercebemo-nos de que são apelos ao absoluto, sentimos vertigens e, então, procuramos adaptá-las à nossa medida. Seria, porém, incrível proclamar a fraternidade universal em Cristo e, ao mesmo tempo, deixar que muitos morram de fome enquanto tantos esbanjam.

A caridade fraterna, e portanto a partilha, é “sacramento” – sinal – da presença de Cristo entre nós. Desde o princípio – vede como eles se amam! – a fraternidade atuante dos cristãos, entre eles e com os outros, é testemunho de fácil leitura para todos.

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Diz a Sagrada Escritura: «Sabeis qual é o jejum que me agrada? (…) repartir o pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem lar, fornecer roupa ao que a não tem, não desprezar o próximo, (…) não profanar o dia consagrado ao Senhor.» (Is. 58, 6-10 – 13-14)

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Quaresma bem conseguida,
Se um cristão quer ser perfeito,
Só a há, se for vivida,
A corrigir um defeito.

Na graça e na natureza,
Como a consciência te diz,
Corrige aquela fraqueza
Que te faz mais infeliz.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 03.03.2013

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