Encontro de Acólitos de Constantim - Arciprestado do Centro I



 
Realizou-se no passado dia 25 de Outubro (Sábado), entre as 9h00 e as 14h00, o Encontro de Acólitos de Constantim - Arciprestado do Centro I (Vila Real e Sabrosa).

As actividades, de acordo com o programa previsto, iniciaram-se às 9h00, com o acolhimento, no Centro Social e Paroquial de Constantim. Depois da Oração de Laudes, presidida pelo nosso pároco, Pe. Ricardo Pinto, foi apresentada, pelo Pe. Hélder Libório (Responsável pelo Secretariado Diocesano da Liturgia) uma breve conferência que abordou os temas “O acólito é!” e “O acólito na Família”.

Já na igreja paroquial, foi celebrada a Santa Missa, a que se seguiu um Momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

O Encontro terminou com um almoço partilhado.

De acordo com o Livro do Acólito, editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia, «A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.»

O acólito pode ser instituído ou não. A maioria dos acólitos, de ambos os sexos, que exercem o seu ministério nas diversas paróquias, são acólitos não instituídos. No entanto, eles e elas prestam um serviço inestimável à Igreja, servindo Jesus Cristo na pessoa que preside à celebração litúrgica.

Anualmente, o Serviço Nacional de Acólitos realiza, no dia 1 de Maio, uma Peregrinação Nacional de Acólitos a Fátima.

Em 2015, de 4 a 6 de Agosto, vai realizar-se Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma.

Periodicamente, o Grupo de Acólitos de Constantim pretende promover actividades deste género e outras, para as quais vai sempre convidar os grupos de acólitos das outras paróquias do Arciprestado do Centro I e, quando foi considerado conveniente, mesmo de toda a Diocese de Vila Real.
 

Encontros sobre Liturgia


Recomeçar...


Principiou um novo ano. No próximo triénio, o tema unificador das actividades pastorais na nossa Diocese é a Família e a Igreja, [que] desde algum tempo prepara um novo sínodo sobre o mesmo tema.

Ela é a “célula base” da sociedade e “realidade teologal”, isto é, o amor recíproco que une os esposos, pais e filhos, é a imagem e sinal do amor de Deus pela humanidade, haja disso consciência ou não.

A “família cristã” em muitos casos já não existe mas nem por isso deixa de ser lugar de evangelização. Continua a ser insubstituível no primeiro anúncio da fé aos mais pequenos. Depois… torna-se espaço de testemunho de familiar a familiar, de pais a filhos, de filhos a pais… pessoas que podem não partilhar as mesmas convicções religiosas ou até sejam indiferentes.

Eis o desafio colocado hoje aos crentes: agir com esperança, audácia, respeito… não deixar que este assunto se torne tabu para os nossos.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração(Rom. 12, 12)

*****

Para vencer a cobiça
E a solidão compensar,
Nunca deixes de rezar
E ao domingo vai à Missa.
 
E amigo, se em tua casa
Todas as noites se reza
E há pão, carinho e uma brasa
Já tens a maior riqueza.

In Jornal “Avé Maria” - Vila Real, 21.09.2014

A Assunção da Santíssima Virgem


15 de Agosto, para os católicos, é festa da Assunção da Virgem Maria, a sua exaltação, solenidade antiga – data do séc. VII – que chegou a ser festa nacional num ou outro país cristão.

As representações mais antigas da Assunção colocam-nA como Alguém no “meio” de nós, destacando a sua proximidade e o seu idêntico destino ao da humanidade… Também Ela, embora Mãe de Deus, Imaculada, … esteve sujeita à morte como qualquer outro ser humano. Hoje não gostamos de falar dessa realidade e, certamente, também por causa disso esta Festa de Maria não retém o mesmo interesse que no passado.

De igual natureza à nossa, Deus antecipa nela o que está reservado a toda a humanidade: primeira redimida e ressuscitada, entra na alegria plena e perpétua, senta-se no trono de glória, “pertinho” do seu Criador, Salvador e Santificador… e para lá nos atrai.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «À vossa direita, Senhor, a rainha do Céu, ornada do ouro mais fino.» (Salmo 44 [45])

*****

Concebida sem pecado
E Mãe do Filho Divino,

Tinha que ter o destino
De Jesus ressuscitado.

 
Agora que está nos Céus,
Virgem Mãe por nós vela:

Também somos Filhos Seus
E quer-nos ver junto d’Ela.

 
In “Jornal Avé Maria” – Vila Real, 10.08.2014

«Assunção» quer dizer “elevação”, subida da Mãe de Deus ao céus.

O dogma da Assunção da Virgem Maria foi proclamado, em 1950, pelo papa Pio XII, e constitui uma das festas marianas mais importante da Igreja. Desde o século VII, já se celebrava no Oriente a festa da “dormição” de Nossa Senhora, e foi o papa Sérgio I que a introduziu no Ocidente. A elevação de Maria de corpo e alma aos céus é a certeza de que, em Cristo, ressuscitaremos no último dia. Maria é nossa mãe, mas também é irmã nossa no céu, parte da humanidade glorificada pelo poder de Deus.

Imagem: pintura de André Gonçalves, 1686-1762

Festas em Constantim - Julho de 2014 - Procissão

O nosso Pároco, Pe, Ricardo Pinto, e o Grupo de Acólitos de Constantim na Procissão Solene integrada nas Festas em Honra de Sta Maria Maior, São Frutuoso e Sta Bárbara - 27 de Julho de 2014




Fotos retiradas do Blog: Constantim e Vale Nogueiras - A melhor união de freguesias e Portugal e arredores

20 anos do Ano Internacional da Família


A ONU (Organização das Nações Unidas) proclamou 1994 como Ano Internacional da Família, subordinado ao tema "Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em transformação". Declarou, ainda, a família como "a pequena democracia no coração da sociedade".

Por ocasião do Ano da Família, também celebrado pela Igreja, o então Papa João Paulo II escreveu uma “Carta às Famílias”, que começa assim:

«Queridas Famílias!

1.- A celebração do Ano da Família oferece-me a feliz oportunidade de bater à porta da vossa casa, no desejo de vos apresentar as mais afectuosas saudações e conversar convosco. Faço-o através desta Carta, que inicio com as palavras da Encíclica Redemptor hominis, publicada nos primeiros dias do meu Ministério Petrino [4 de Março de 1979]. Escrevi então: o homem é o caminho da Igreja.»
 
Por feliz coincidência, ou talvez não, mas principalmente porque o Papa Francisco decidiu convocar dois Sínodos sobre o tema da Família: o extraordinário, em Outubro de 2014, sobre “Os desafios pastorais sobre a Família, no contexto da evangelização”; e o ordinário, em Outubro de 2015, “Jesus Cristo revela o mistério e vocação da Família”, a Diocese de Vila Real vai dedicar um triénio pastoral à família (Julho de 2014 a Julho de 2017): Vocação, Evangelização e Missão da Família.
 
O agora S. João Paulo II escreveu uma Oração para o Ano Internacional da Família:

Senhor nosso Deus,

do qual provém toda a paternidade, nos céus e na terra,

Vós, Pai que sois Amor e Vida,

pelo vosso Filho Jesus Cristo, “nascido de uma Mulher”,

e pelo Espírito Santo, fonte do amor divino,

fazei que, na terra inteira, cada família humana

se torne verdadeiro santuário da vida e do amor,

para as gerações que incessantemente se renovam.

         Fazei que a vossa graça

oriente sempre os pensamentos e as acções dos esposos

para o bem maior das suas famílias

e de todas as famílias do mundo.

         Fazei que as novas gerações

encontrem na família sólido apoio,

que as torne cada vez mais humanas e as faça crescer

na verdade e no amor.

         Fazei que o amor,

consolidado pela graça do sacramento do matrimónio,

seja sempre mais forte que todas as fraquezas,

mais forte que todas as crises,

que, por vezes, se verificam nas nossas famílias.

         Fazei, enfim, - nós vo-lo pedimos –

por intercessão da Sagrada Família de Nazaré,

que em todas as nações do mundo,

a Igreja realize com fruto a sua missão,

na família e pela família.

         Nós vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo,

Caminho, Verdade e Vida,

pelos séculos dos séculos. Amén.

         Joannes Paulus PP.II   

Importância do que é pequeno


A propósito do texto do Evangelho segundo S. Mateus (13, 24-43), do XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A (A força transformadora do que é pequeno, simples e humilde), transcrevemos o seguinte texto:

«Ao cristianismo causou muito dano, ao longo dos séculos, o triunfalismo, a sede de poder e o afã de se impor aos seus adversários. Todavia há cristãos que anseiam por uma Igreja poderosa que encha os templos, conquiste as ruas e imponha a sua religião a toda a sociedade.

Temos de voltar a ler duas pequenas parábolas em que Jesus deixa claro que a tarefa dos seus seguidores não é construir uma religião poderosa, mas pôr-se ao serviço do projecto humanizador do Pai (o reino de Deus), semeando pequenas “sementes” de Evangelho e introduzindo-se na sociedade como pequeno “fermento” de vida humana.

Parábola do grão de mostrada
A primeira parábola fala de um grão de mostarda que se semeia num terreno. Que tem de especial esta semente? Que é a mais pequena de todas, mas, quando cresce, converte-se num arbusto maior que as restantes. O projecto do Pai tem um início muito humilde, mas a sua força transformadora não a podemos agora nem imaginar.

A actividade de Jesus na Galileia semeando gestos de bondade e de justiça não é nada grandiosa ou espectacular: nem em Roma nem no Templo de Jerusalém são conscientes do que está a suceder. O trabalho que nós, os seus segiodores, realizamos hoje é insignificante: os centros de poder ignoram-no.

Inclusive, nós, cristãos, podemos pensar que é inútil trabalhar por um mundo melhor: o ser humano volta uma e outra vez a cometer os mesmos erros de sempre. Não somos capazes de captar o lento crescimento do reino de Deus.

A segunda parábola fala de uma mulher que introduz um pouco de fermento numa massa grande de farinha. Sem que ninguém saiba como, o fermento vai trabalhando silenciosamente a massa até a fermentar inteiramente.

Assim sucede com o projecto humanizador de Deus. Uma vez que é introduzido no mundo, vai transformando profundamente a história humana. Deus não actua impondo-se de fora. Humaniza o mundo atraindo as consciências dos seus filhos para uma vida mais digna, justa e fraterna.

Temos de confiar em Jesus. O reino de Deus é sempre algo humilde e pequeno nos seus começos, mas Deus está já a trabalhar entre nós promovendo a solidariedade, o desejo de verdade e de justiça, o desejo de um mundo mais feliz. Temos de colaborar com Ele seguindo Jesus.

Uma Igreja menos poderosa, mais desprovida de privilégios, mais pobre e mais próxima dos pobres, sempre será uma Igreja mais livre para semear sementes de evangelho, e mais humilde para viver no meio das pessoas como fermento de uma vida mais digna e fraterna.»

(José Antonio Pagola – teólogo espanhol)

Dia da Diocese de Vila Real - 2014


Queridos diocesanos:
No dia 18 de Maio, celebra-se, em Vila Real, o Dia Diocesano, que é uma ocasião de celebrarmos e testemunharmos a nossa fé em Deus que se revelou em Jesus Cristo. Exorto a que todos se comprometam na celebração deste evento e não esqueçam o lema do ano pastoral: "lde e fazei Discípulos... " (Mt 28,19).
Sem coerência de vida, sem conversão do coração e sem testemunho de boas obras, a nossa fé é irrelevante e a sociedade não será diferente.
É com o intuito de todos poderem testemunhar publicamente a fé vivida nas comunidades, que o Conselho de Pastoral Diocesano disponibiliza transporte e almoço para todas as pessoas que, desta paróquia, queiram participar nesta celebração. O preço do autocarro e almoço é de 9 euros, podendo os interessados fazer a sua inscrição na sacristia ou junto do pároco até ao dia 25 de Abril.
D. Amândio José Tomás
Bispo de Vila Real

Quaresma - tempo de partilha


Quaresma - tempo de partilha
Partilhar é, juntamente com a oração e a conversão, um dos pilares da Quaresma. O Cardeal francês Etchegaray escreveu: “Partilhar é o gesto sem calculismo de duas mãos abertas que não sabem se dão ou se recebem” e “Não há verdadeira partilha senão na pobreza, como não há verdadeira riqueza senão na partilha”.

Porquê partilhar? A criança responderá “para sermos gentis”, outros dirão “para ajudarmos, sermos úteis e felizes”… ou “porque todos precisamos uns dos outros”… Para nós, cristãos, é tornarmo-nos no que somos: “Corpo de Cristo” como S. Paulo escreve (1Cor, 12, 26): “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele”.

É bem mais do que dar uma esmola, é “disponibilizar” o que temos: bens materiais, qualidade, tempo, alegria, competências… gestos que revelam o verdadeiro “rosto de Cristo”.

Na nossa Diocese a partilha quaresmal reverte para as Conferências Vicentinas.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Aquele que tiver bens deste mundo, mas não socorrer o seu irmão necessitado, não pode ter em si o amor de Deus”. (1Jo. 3, 17)

*****

Porque gasta o rico tanto
Que, do mal gasto, lhe sobre
Quando tanta gente pobre
Morre de fome num canto?
 
Seja o amor a primeira
Riqueza da tua casa,
Com paz, saúde e uma brasa
A aquecer-te na lareira.
 
In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 23.03.2014

O enterro da Paróquia


Ouvi esta "história" ontem (26.03.2014), num encontro de agentes pastorais das paróquias de Arroios, Constantim e Mateus , contada, em breves traços, pelo Frei Lima, franciscano. Deixo aqui a minha versão (revista e muito aumentada):

Um padre foi nomeado, pelo Bispo da Diocese, para uma nova paróquia. Quando lá chegou, logo verificou que os habitantes daquela localidade pouco ou nada queriam saber da igreja e muito menos da Igreja, de tal modo que o edifício estava num estado muito degradado, com vidros partidos nas janelas, faltavam telhas no telhado, paredes a necessitar de uma boa pintura, etc.

Quando à Igreja local, também não estava muito bem: não havia sacristão para abrir as portas ou tocar o sino, nem uma única zeladora que varresse o chão, limpasse o pó, colocasse flores nos altares ou lavasse as toalhas e os paramentos litúrgicos.

Ninguém estava disponível para orientar as sessões de catequese das inúmeras crianças e adolescentes que moravam na localidade, nem para fazer as leituras ou cantar durante as celebrações, acolitar o padre durante a missa, ministros extraordinários para distribuir a Sagrada Comunhão pelos doentes que estavam retidos em casa.

Nem os próprios membros da comissão fabriqueira, mesmo tendo aceitado fazer parte da mesma, apareciam às respectivas reuniões, deixando o padre, enquanto presidente da mesma, a falar sozinho.

O padre tinha de fazer tudo o que era necessário para manter a paróquia a funcionar, mas por mais que fizesse e tentasse encontrar colaboradores, todos se escusavam, apresentando as mais variadas desculpas. A situação era verdadeiramente insustentável, pelo que se tornava necessário encontrar, e rapidamente, uma solução.

Uma noite, antes de se deitar, o padre olhou para o crucifixo colocado na sua mesinha de cabeceira, como fazia todas as noites, e, quando se preparava para ajoelhar e rezar, pareceu-lhe que Jesus sorriu e lhe piscou o olho.

Pensou tratar-se de uma ilusão, mas…

Sentou-se na cama e pegou no crucifixo com ambas as mãos, e ficou a olhar para Cristo crucificado, tentando vislumbrar um novo sorriso ou um novo “piscar de olhos” vindos daquela imagem de madeira, tão antiga quanto a paróquia.

Durante largos minutos, nada!

Continuou a olhar e, enquanto olhava, lá começou a martelar-lhe o pensamento a lembrança das dificuldades que estava a passar para tentar encontrar, pelo menos, um ou dois colaboradores que o ajudassem nas tarefas pastorais, e começou a tomar consciência de que ainda não tinha pedido ajuda Àquele que tudo pode e que nunca nos abandona, particularmente nos momentos mais difíceis da nossa vida.

Semana Santa em Vila Real (13 a 20 de Abril de 2014)

Tal como em anos anteriores, vamos disponibilizar no blogue do Grupo da Catequese e Acólitos de Constantim o Programa com as celebrações da Semana Santa em Vila Real neste ano de 2014 (13 a 20 de Abril):

«Na Semana Santa celebram-se os mistérios da salvação consumada por Jesus nos últimos anos da sua vida na terra, desde a entrada triunfal em Jerusalém até à sua sacratíssima Paixão e gloriosa Ressurreição. A Semana Santa contém aquilo que Jesus definiu como a “Sua Hora”.

A antiga liturgia de Milão classificava esta semana de Semana Autêntica por ser a semana dos verdadeiros “trabalhos de Jesus”. O anterior Missal romano chamava-lhe Semana Maior, não pelo número de dias, mas pelo seu conteúdo salvífico.

O conjunto das celebrações da Semana Santa constitui o núcleo da fé da Igreja, o Mistério Pascal, revelador da plenitude do amor de Deus ao mundo. As cores litúrgicas são a encarnada e a branca, as cores de vida e de vitória.

As celebrações na Sé são presididas pelo Bispo da Diocese.

Domingo de Ramos – 13 de Abril

Celebra-se a Entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado como Messias e Filho de David e, ao mesmo tempo, o Início da sua Paixão. Daí o nome de “Domingo de Ramos na Paixão”. É o pórtico de entrada da Semana Santa.

09h30 – Bênção dos Ramos – na Capela Nova, com cortejo para a Igreja de S. Pedro.

09h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António

10h15 – Bênção dos Ramos – na Av. Alves Roçadas (junto à estátua), com cortejo para a Igreja de Nª Sª da Conceição, pela Travessa D. Dinis – Av. D. Dinis – Praça de Nª Sª da Conceição.

11h30 – Bênção dos Ramos – na Igreja da Misericórdia, com cortejo para a Sé.

11h30 - Bênção dos Ramos – na Igreja de Sto António e S. Pedro.

Os ramos benzem-se para serem levados na Procissão e não propriamente para ser guardados em casa.

Quarta-feira Santa – 16 de Abril

18h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé.

Quinta-feira Santa – 17 de Abril

10h00 – Missa Crismal na Sé

Nesta manhã, é a única Missa em toda a Diocese. É presidida pelo Bispo e concelebrada pelos padres vindos de toda a Diocese, que nela renovarão os seus compromissos sacerdotais, em testemunho de um único presbitério.

Nessa Missa são benzidos o Óleo dos Catecúmenos (para os baptismos), o Óleo dos Doentes (para os Enfermos), e é consagrado o Óleo do Crisma. Daí o nome de Missa Crismal. Por esta dimensão eclesial, os fiéis são convidados a participar nesta celebração.

14h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Sé Catedral.

15h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação ou Confissão, na Igreja de Nª Sª da Conceição.

17h00 – Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Sé Catedral

Desde a tarde de hoje até à tarde de Domingo decorre o Tríduo Pascal, o coração da Semana Santa.

Nesta Missa celebra-se a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio (que os Apóstolos receberam em plenitude e depois transmitiram em grau diferente, aos Bispos – seus Sucessores – e aos Presbíteros) e a proclamação do Mandamento Novo, segundo o qual toda a autoridade deve exercer o poder como um serviço. Daí o gesto do lava-pés.

18h00 – Missa Vespertina da Ceia nas Paróquias de S. Pedro, Senhora da Conceição e Santo António.

21h00 – As Paróquias organizarão visitas guiadas às Igrejas para adoração ao SS.mo Sacramento.

Das 21h00 às 23h00 – Adoração solene ao Santíssimo Sacramento na Igreja da Senhora da Conceição.

Sexta-Feira Santa – 18 de Abril

Dia consagrado à meditação da Paixão e Morte Redentora do Mundo. Daí o uso de paramento encarnado, o mesmo dos Ramos e do Pentecostes, pois Jesus subiu ao Calvário animado pelo Espírito Santo.

10h00 – Ofício de Leituras e Laudes na Sé, cantado pelos seminaristas e religiosas.

15h00 – Solene Acção Litúrgica da Tarde, nas quatro Paróquias.

Não se trata de Missa, mas de uma longa meditação orante. Inclui a Leitura da Paixão, Preces Universais, Adoração da Cruz, Comunhão e Desnudação do Altar.

As esmolas recolhidas neste dia serão enviadas para Jerusalém, a fim de ajudar a conservar os lugares santificados pela vida e morte de Jesus.

17h30 – Procissão do Enterro do Senhor – Sai da Capela da Misericórdia, aonde recolhe. A organização está a cargo da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real.

21h00 – Via Sacra Pública pela cidade

Cada Paróquia da cidade fará a sua Via Sacra, em público, em direcção ao Calvário, e aí, a 14ª estação terá a participação das pessoas de todas as Paróquias.

Pelo seu carácter penitencial este dia é de jejum e abstinência e deve ser vivido em recolhimento pessoal e familiar.

Sábado Santo – 18 de Abril

Este dia é dedicado à contemplação de Jesus morto e sepultado, a “descansar” dos trabalhos da sua Paixão. Deve, pois, chamar-se “Sábado Santo” e não “de aleluia”, que só começa na noite da Vigília pascal. Este sábado é um dia “alitúrgico”, isto é, não há nele qualquer celebração: nem missa, nem baptismo, nem casamento, nem comunhão (excepto para os moribundos).

10h00 – Ofício de Leituras e Laudes na Sé, cantado pelos seminaristas e religiosas

21h30 – Solene Vigília Pascal na Sé

21h30 – Vigília Pascal nas outras três Paróquias

A Vigília Pascal é a mãe de todas as vigílias, é a celebração geradora de todas as celebrações.

Não pode chamar-se “Missa vespertina” nem pelo conteúdo nem pela hora. “Estar de vigília” é estar atento ao acontecimento pascal, sem sono, desperto.

A Igreja não dorme nesta noite, recolhe-se para meditar e cantar a vitória do seu Senhor sobre o pecado e a morte. Relê os textos da criação do Mundo e do Homem, que Jesus Ressuscitado reordena numa Nova Criação: Ele é o novo Adão que dá início a uma nova Humanidade; a semana é reordenada, de modo que o que era “primeiro dia da criação” passa a ser “o Dia do Senhor”.

A celebração da Vigília é, por sua natureza, longa. Inclui a Bênção do Lume novo, o canto do Precónio, as leituras bíblicas pascais, a Bênção da água do Baptismo e renovação de promessas e Eucaristia. Todos estes elementos formam um todo, pelo que seria incorrecto falar de “ir à Missa da Vigília”, que faz parte integrante da celebração.

As pessoas que desejem participar na Vigília devem levar uma vela para a renovação das promessas baptismais e uma campainha para a proclamação do ALELUIA PASCAL.

Domingo de Páscoa – 20 de Abril

É o primeiro Domingo do ano e prolonga a Vigília Pascal.

O “primeiro dia da semana”, dia em que Deus criara a Luz, passa a ser também o Dia do Senhor Ressuscitado e Dia da Igreja reunida em assembleia pascal. S. Agostinho chamará ao Domingo o “8º dia”, em virtude de a Ressurreição do Senhor abrir a História para além das leis do tempo natural ou do simples descanso.

Os Párocos ou grupos de cristãos por eles enviados visitam as famílias cristãs, levando-lhes a mensagem pascal. Esta visita e mensagem dirigem-se às pessoas, pelo que não faz sentido visitar casas vazias.

O toque dos sinos, a água baptismal, o estralejar dos foguetes, o rosmaninho e o alecrim, os ovos (símbolos da vida e do sepulcro por ela rompido), os ramos da Primavera – são recursos de que o povo lançou mão para exprimir a sua fé e alegria na Ressurreição do Senhor.

08h00 – Saída do Compasso na Paróquia de Nª Sra da Conceição

09h00 – Saída do Compasso nas Paróquias da Sé e da Sra da Conceição

09h30 – Saída do Compasso na Paróquia de Sto António

11h30 – Eucaristia da Páscoa na Paróquia de S. Pedro

12h00 – Eucaristia da Páscoa na Sé e na Igreja da Senhora da Conceição

14h30 – Saída do Compasso na Paróquia de S. Pedro

18h00 – Eucaristia da Páscoa na Igreja de S. Pedro e da Igreja da Senhora da Conceição

(Texto e imagem retirados de um folheto elaborado e editado pela Diocese de Vila Real)

José, o Justo

De José, quando se apercebe que sua noiva estava grávida, é-nos dito que era um homem justo e, certamente por isso, renuncia a denunciá-la publicamente como a Lei o determinava. Ele é um segundo Abraão, um homem justo. Tem, perante a situação inexplicável de sua esposa, a mesma reação de Abraão diante da esterilidade de sua mulher: acreditar no poder de Deus, pressentir o mistério, esperar a realização da promessa – ela será mãe.

A “justiça” de José, talvez maior do que a de Abraão, exerce-se antes que tenha recebido uma Palavra Divina em que possa apoiar-se. E, diante do acontecimento inaudito, só pode contar com as suas forças e coragem. Mas a sua interioridade permite que a Palavra o trabalhe antes que lhe tenha sido dirigida e o prepare para acolher sem reserva os planos de Deus.

Quanto temos a aprender com Ele em tantos momentos que é preciso saber esperar na fé…

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Não temas, José: Maria dará à luz um Filho e tu Lhe darás o nome de Jesus». (Mt. 1, 20-21)

*****

Venturoso pai cristão
Vejo em teus olhos o brilho
Com que fitas esse filho
Que conduzes pela mão.
 
Sim, ó venturoso pai,
Nas tuas mãos, bem seguro,
Levas o próprio futuro
Nesse outro tu que aí vai.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 16.03.2014

Quarta-feira de Cinzas

As cinzas que nos vão ser impostas marcam o início da Quaresma. São o símbolo da nossa precariedade e de que somos finitos. “Lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar”. Ao contrário da sociedade de hoje que procura ocultar a morte, o rito das Cinzas torna-a presente e nos convida a dar importância às coisas que permanecem, que não são passageiras…

Como? Respondendo ao tríplice apelo de Jesus que o Evangelho deste dia nos recorda: esmola (partilha de bens), oração e jejum.

As cinzas, segundo a tradição, obtêm-se dos ramos benzidos no último Domingo de Ramos, maneira de se manifestar a relação entre a Quaresma e Semana Santa e a sua imposição é verdadeiro ato penitencial a realizar-se depois da homilia que para ele nos encaminha.

Este começo da Quaresma quer-nos fazer entrar no caminho que, pela renúncia ao nosso egoísmo, nos levará à alegria da Páscoa.

*****
Diz a Sagrada Escritura: «Voltai para Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes». (Joel. 2, 12)

*****

O dia de cinzas é
Esse dia quaresmal
Em que o homem que tem fé
Prepara o tempo pascal.
 
É ocasião preferida,
Pois há o cristão sentimento
De que a mudança de vida
Não se faz sem sofrimento.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário)

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