José, o Justo

De José, quando se apercebe que sua noiva estava grávida, é-nos dito que era um homem justo e, certamente por isso, renuncia a denunciá-la publicamente como a Lei o determinava. Ele é um segundo Abraão, um homem justo. Tem, perante a situação inexplicável de sua esposa, a mesma reação de Abraão diante da esterilidade de sua mulher: acreditar no poder de Deus, pressentir o mistério, esperar a realização da promessa – ela será mãe.

A “justiça” de José, talvez maior do que a de Abraão, exerce-se antes que tenha recebido uma Palavra Divina em que possa apoiar-se. E, diante do acontecimento inaudito, só pode contar com as suas forças e coragem. Mas a sua interioridade permite que a Palavra o trabalhe antes que lhe tenha sido dirigida e o prepare para acolher sem reserva os planos de Deus.

Quanto temos a aprender com Ele em tantos momentos que é preciso saber esperar na fé…

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Diz a Sagrada Escritura: «Não temas, José: Maria dará à luz um Filho e tu Lhe darás o nome de Jesus». (Mt. 1, 20-21)

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Venturoso pai cristão
Vejo em teus olhos o brilho
Com que fitas esse filho
Que conduzes pela mão.
 
Sim, ó venturoso pai,
Nas tuas mãos, bem seguro,
Levas o próprio futuro
Nesse outro tu que aí vai.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 16.03.2014

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