Festas em Constantim - Julho de 2014 - Procissão

O nosso Pároco, Pe, Ricardo Pinto, e o Grupo de Acólitos de Constantim na Procissão Solene integrada nas Festas em Honra de Sta Maria Maior, São Frutuoso e Sta Bárbara - 27 de Julho de 2014




Fotos retiradas do Blog: Constantim e Vale Nogueiras - A melhor união de freguesias e Portugal e arredores

20 anos do Ano Internacional da Família


A ONU (Organização das Nações Unidas) proclamou 1994 como Ano Internacional da Família, subordinado ao tema "Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em transformação". Declarou, ainda, a família como "a pequena democracia no coração da sociedade".

Por ocasião do Ano da Família, também celebrado pela Igreja, o então Papa João Paulo II escreveu uma “Carta às Famílias”, que começa assim:

«Queridas Famílias!

1.- A celebração do Ano da Família oferece-me a feliz oportunidade de bater à porta da vossa casa, no desejo de vos apresentar as mais afectuosas saudações e conversar convosco. Faço-o através desta Carta, que inicio com as palavras da Encíclica Redemptor hominis, publicada nos primeiros dias do meu Ministério Petrino [4 de Março de 1979]. Escrevi então: o homem é o caminho da Igreja.»
 
Por feliz coincidência, ou talvez não, mas principalmente porque o Papa Francisco decidiu convocar dois Sínodos sobre o tema da Família: o extraordinário, em Outubro de 2014, sobre “Os desafios pastorais sobre a Família, no contexto da evangelização”; e o ordinário, em Outubro de 2015, “Jesus Cristo revela o mistério e vocação da Família”, a Diocese de Vila Real vai dedicar um triénio pastoral à família (Julho de 2014 a Julho de 2017): Vocação, Evangelização e Missão da Família.
 
O agora S. João Paulo II escreveu uma Oração para o Ano Internacional da Família:

Senhor nosso Deus,

do qual provém toda a paternidade, nos céus e na terra,

Vós, Pai que sois Amor e Vida,

pelo vosso Filho Jesus Cristo, “nascido de uma Mulher”,

e pelo Espírito Santo, fonte do amor divino,

fazei que, na terra inteira, cada família humana

se torne verdadeiro santuário da vida e do amor,

para as gerações que incessantemente se renovam.

         Fazei que a vossa graça

oriente sempre os pensamentos e as acções dos esposos

para o bem maior das suas famílias

e de todas as famílias do mundo.

         Fazei que as novas gerações

encontrem na família sólido apoio,

que as torne cada vez mais humanas e as faça crescer

na verdade e no amor.

         Fazei que o amor,

consolidado pela graça do sacramento do matrimónio,

seja sempre mais forte que todas as fraquezas,

mais forte que todas as crises,

que, por vezes, se verificam nas nossas famílias.

         Fazei, enfim, - nós vo-lo pedimos –

por intercessão da Sagrada Família de Nazaré,

que em todas as nações do mundo,

a Igreja realize com fruto a sua missão,

na família e pela família.

         Nós vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo,

Caminho, Verdade e Vida,

pelos séculos dos séculos. Amén.

         Joannes Paulus PP.II   

Importância do que é pequeno


A propósito do texto do Evangelho segundo S. Mateus (13, 24-43), do XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A (A força transformadora do que é pequeno, simples e humilde), transcrevemos o seguinte texto:

«Ao cristianismo causou muito dano, ao longo dos séculos, o triunfalismo, a sede de poder e o afã de se impor aos seus adversários. Todavia há cristãos que anseiam por uma Igreja poderosa que encha os templos, conquiste as ruas e imponha a sua religião a toda a sociedade.

Temos de voltar a ler duas pequenas parábolas em que Jesus deixa claro que a tarefa dos seus seguidores não é construir uma religião poderosa, mas pôr-se ao serviço do projecto humanizador do Pai (o reino de Deus), semeando pequenas “sementes” de Evangelho e introduzindo-se na sociedade como pequeno “fermento” de vida humana.

Parábola do grão de mostrada
A primeira parábola fala de um grão de mostarda que se semeia num terreno. Que tem de especial esta semente? Que é a mais pequena de todas, mas, quando cresce, converte-se num arbusto maior que as restantes. O projecto do Pai tem um início muito humilde, mas a sua força transformadora não a podemos agora nem imaginar.

A actividade de Jesus na Galileia semeando gestos de bondade e de justiça não é nada grandiosa ou espectacular: nem em Roma nem no Templo de Jerusalém são conscientes do que está a suceder. O trabalho que nós, os seus segiodores, realizamos hoje é insignificante: os centros de poder ignoram-no.

Inclusive, nós, cristãos, podemos pensar que é inútil trabalhar por um mundo melhor: o ser humano volta uma e outra vez a cometer os mesmos erros de sempre. Não somos capazes de captar o lento crescimento do reino de Deus.

A segunda parábola fala de uma mulher que introduz um pouco de fermento numa massa grande de farinha. Sem que ninguém saiba como, o fermento vai trabalhando silenciosamente a massa até a fermentar inteiramente.

Assim sucede com o projecto humanizador de Deus. Uma vez que é introduzido no mundo, vai transformando profundamente a história humana. Deus não actua impondo-se de fora. Humaniza o mundo atraindo as consciências dos seus filhos para uma vida mais digna, justa e fraterna.

Temos de confiar em Jesus. O reino de Deus é sempre algo humilde e pequeno nos seus começos, mas Deus está já a trabalhar entre nós promovendo a solidariedade, o desejo de verdade e de justiça, o desejo de um mundo mais feliz. Temos de colaborar com Ele seguindo Jesus.

Uma Igreja menos poderosa, mais desprovida de privilégios, mais pobre e mais próxima dos pobres, sempre será uma Igreja mais livre para semear sementes de evangelho, e mais humilde para viver no meio das pessoas como fermento de uma vida mais digna e fraterna.»

(José Antonio Pagola – teólogo espanhol)

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