Nesta Quaresma não sejas tíbio… compromete-te!


Quinze gestos de caridade de que nos esquecemos com frequência

1.- Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de ti.

Que mais havemos de dizer? Não importa se é um problema de Matemática, uma simples pergunta ou alguém que tem fome. A ajuda nunca é demais. Todos precisamos uns dos outros. Ainda que estejas habituado a ajudar, não te esqueças que também precisas de ser ajudado.

2.- Escutar a história de alguém. Sem julgar. Com amor.

Saber escutar é o que nos torna humanos. Cada história que te contam vai unir-te mais ao outro: filhos, companheira, chefe, professor, preocupações e alegrias. Sabes bem que não são só palavras. São partes da sua vida que precisam de ser partilhadas.

3.- Lembrar aos outros o quanto gostamos deles.

Tu sabes que os amas. E eles? Os gestos, os abraços, as palavras nunca sobram. Se Jesus não se tivesse feito carne, jamais entenderíamos que Deus é Amor.

4.- Alegrar-se com as coisas boas dos outros.

Costumamos não falar sobre o que gostamos nos outros: os seus sucessos, as suas qualidades, as suas atitudes. Frases simples como: “Fico contente por ti” ou “Essa cor fica-te bem” alegram o dia do outro e ajudam-te a ver os outros e a ti mesmo como Deus nos vê.

5.- Seleciona o que não precisas e oferece-o a quem necessitar.

Lembras-te das tuas calças preferidas quando tinhas dezassete anos? Agora podem ser as preferidas de uma adolescente que não tem muito para vestir. Se és irmão mais velho, sabes como é. Por isso é bom que nos saibamos habituar a dar valor ao que temos e, se temos mais do que precisamos, oferecê-lo aquece-nos o coração e leva o frio àquele que recebe.

6.- Ajudar o outro quando este precisa de descansar.

Isto vive-se em família: quando um descansa o outro trabalha. Não há nada melhor do que saber que alguém fez por ti algo que precisavas de fazer. Ou saber simplesmente que podes pedir ajuda, se precisares. Quando nos ajudamos com as tarefas de todos os dias, vivemos melhor.

7.- Sorrir. Um cristão é sempre alegre.

Não nos apercebemos mas quando sorrimos aligeiramos a dor dos que nos rodeiam. Quando vamos na rua, no nosso trabalho, em casa, na universidade. A felicidade do cristão é uma bênção para os outros e para cada um de nós. Quem tem a Cristo na sua vida, nunca poderá estar triste.

8.- Agradecer sempre.

Não te habitues a receber porque achas que precisas ou porque sentes que “tens direito a”. Recebe tudo como um presente. Ninguém te deve nada ainda que tenhas pago por determinado serviço. Agradece sempre. É mais feliz quem sabe ser agradecido.

9.- Limpar o que sujaste.

10.- Cumprimentar os outros com alegria.

Pode ser quem abre a porta, quem limpa, quem atende as chamadas. Vês estas pessoas todos os dias e quando as cumprimentas lembras-lhes quão importante é o que fazem. Tanto o teu trabalho como o de qualquer outra pessoa será feito com mais alegria se lhe fizeres ver que é valioso para os outros, que a sua presença muda as coisas.

11.- Mimar os que estão por perto.

Se sabes o que aquela pessoa gosta, porque não aproveitar isso? Não há nada melhor do que aquilo que é dado com amor. O outro ganha uns minutos de descanso e tu ganhas um sorriso verdadeiro. Sair de si mesmo e pensar nos outros é melhor e traz alegria ao coração.

12.- Corrigir com amor. Não calar por medo.

Corrigir é uma arte. Muitas vezes deparamo-nos com situações com as quais não sabemos lidar. A melhor forma é o amor. O amor não só sabe corrigir como sabe perdoar, aceitar e ajudar a seguir em frente. Não tenhas medo de corrigir e ser corrigido; é uma prova de que os outros apostam em ti e querem que sejas melhor.

13.- Ligar aos teus pais.

Agora já vives sozinho tens a tua própria família. No entanto, os teus pais continuam a ficar emocionados quando se apercebem de que te lembras deles. Estar atento ao que precisam ou simplesmente querer saber como estão é algo que não custa muito e é um gesto de gratidão enorme.

14.- Ajudar os outros a superar as dificuldades.

Se vives com a tua família ou já vives fora de casa, sabes o quanto é importante arrumar e limpar o que usas. Há uma voz dentro de ti que diz que devias ajudar um pouco mais. E, quando o fazes, sentes-te realmente bem.

15.- Animar alguém.

Sabes que aquela pessoa não está bem mas não sabes o que fazer. Decides roubar-lhe um sorriso para que entenda que nem tudo é mau. É sempre bom saber que há alguém que nos ama e que está por perto apesar das dificuldades.
Texto retirado de Imissio.

"Quem dá aos pobres, empresta a Deus!"

" A Esmola "
Aguarela de Roque Gameiro
(Ilustração Portugueza, 20.04.1914)
 
“As obras de misericórdia são as acções caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem tecto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus:
 
«Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça a mesmo» (Lc 3, 11). «Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo» (Lc 11, 41). «Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhe disser: “Ide em paz; tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes der o que é necessário para o corpo, de que lhes aproveitará?» (Tg 2, 15-16)” (Catecismo da Igreja Católica, nº2447)


14 novos Cardeais foram nomeados há 101 anos


Há quase 101 anos (25.05.1914) que, conjuntamente com mais 13 Cardeais, D. António Mendes Belo foi nomeado, pelo Papa Pio X, como Cardeal de Lisboa.

É uma simples curiosidade, porque, há pouco tempo, também D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, foi elevado à dignidade de Cardeal.

Breve biografia de D. António Mendes Belo

Patriarca de Lisboa, nasceu na freguesia de S. Pedro Gouveia, a 18-06-1842.

Em 1856 entrou no seminário de Coimbra, onde fez os preparatórios, e em 1862 concluiu o curso eclesiástico. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, que frequentou de 1866 a 1870. Nomeado vigário geral do Patriarcado e arcebispo de Mitilene em 27-XI-1883, foi preconizado em consistório de 24-III – 1884 e sagrado a 27-IV. Pouco meses depois foi eleito bispo do Algarve.

Vaga a sé de Lisboa, pela renúncia do cardeal D. José Sebastião Neto, foi D. António Mendes Belo apresentado patriarca por dec. de 7-XI-1907; confirmando pela Santa Sé em 20-X12-1907. Nomeado cardeal por Pio X em 25-5-1914, recebeu a 13-06 o solidéu que o papa lhe enviou pelo delegado apostólico, duque de la Vera e marquês de Ávila-Fuente, grande de Espanha e guarda-nobre pontifico.

Durante a Primeira Guerra Mundial tomou a iniciativa da assistência religiosa aos soldados portugueses em campanha. Sob os seus auspícios, formou-se a Comissão Nacional de Assistência, com delegações em todas as dioceses. Nomeou chefe dos capelães portugueses França D. José do Patrocínio Dias, depois bispo de Beja e então cónego da sé da Guarda.

Tornaram-se notáveis muitas das suas cartas pastorais, sobretudo as publicadas durante a guerra e em defesa dos direitos da Igreja, quer pela firmeza e elevação doutrinal, quer pelo tom patriótico e recorte literário. Assinalam-se também alguns dos seus discursos, especialmente o que proferiu em 1921, pedindo amnistia para os políticos que se encontravam presos em virtude da revolução monárquica de Janeiro de 1919. Pertenceu à Academia das Ciências de Lisboa. Jaz sepultado no Panteão dos Patriarcas, em S. Vicente de Fora.

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