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Jornal "Avé Maria" - Nº 2603 (Semanário) - Vila Real - 27 de Março de 2011

Quaresma – Tempo de Penitência e Reconciliação

A Igreja, na Liturgia das Horas, reza todas as sextas-feiras do ano o Salmo 50. Ao longo da Quaresma, na Eucaristia, é rezado cinco vezes, quatro das quais nos primeiros dias: “Tende compaixão de mim, ó Deu…” Que “compaixão”?

Não nos enganemos, não se trata tanto de pedir perdão das nossas faltas mas de um chamamento à conversão: a certeza de um futuro sempre aberto e possível, por mais densas que sejam as sombras que envolvam a nossa vida pessoal e comunitária. Trata-se de um pedido insistente que o Senhor realize o seu projecto salvador e reconciliador em nós e no mundo.

E se aproveitássemos este tempo da Quaresma, como a Igreja nos convida, para vivermos plenamente este Salmo, encontrando um padre para celebrarmos a Penitência e a Reconciliação, “acolhermos o perdão de Deus e dele sermos testemunhas junto dos outros”?

***

Diz a Sagrada Escritura:
«Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.» (Jo. 20, 22-23)

***

É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde todo o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.

Jornal "Avé Maria" - Nº 2602 (Semanário) - Vila Real - 20 de Março de 2011

Quaresma – tempo de mais oração

A tradição cristã e a liturgia da Igreja apontam-nos o tempo da Quaresma como dos mais propícios para o exercício das práticas espirituais. Entre elas destaca-se a leitura da Palavra de Deus como caminho e apoio para a oração pessoal.

Muitos santos converteram-se por uma simples frase do Evangelho. Há palavras que nos atingem totalmente e nunca mais desaparecem da nossa consciência. E compreende-se: elas foram ditas e escritas… para ti, para mim.

Porque não ler todos os dias os textos da Santa missa? Hoje, é uma possibilidade ao alcance de todos…

Ao rezarmos, a primeira preocupação deve ser o desejo sincero de estabelecer uma relação afectiva com Deus, com Seu Filho Jesus Cristo, graças ao Espírito Santo que reza em nós. Uma coisa é certa: sem vida de oração não existe vida de fé. “Creio tanto quanto rezo”!

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Diz a Sagrada Escritura:
«Pai, chegou a hora! Glorifica o Teu Filho para que Ele Te glorifique a Ti…» (Jo, 17, 1)

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Quaresma bem conseguida,
Se um cristão quer ser perfeito,
Só a há, se for vivida
A corrigir um defeito.

Se queres nesta Quaresma
Corrigir-te, não te iludas:
Se não rezares, não mudas
E deixas tudo na mesma

Mensagem para a Quaresma: "Assumir as dores e as esperanças da Sociedade"

D. Joaquim Gonçalves e D. Amândio José Tomás, respectivamente, Bispo de Vila Real e Bispo Coadjutor, tornaram pública a sua Mensagem para a Quaresma de 2011 da Diocese de Vila Real, intitulada "Assumir as dores e as esperanças da Sociedade".

Pode ler aqui a Mensagem>>>

QUARESMA


Breve história da Quaresma

No princípio, a Igreja preparava-se para celebrar a Páscoa, jejuando Sexta-Feira Santa e Sábado Santo.

Os 40 dias da Quaresma foram introduzidos pela Igreja, segundo S. Leão Magno e Santo Agostinho, para que os fiéis durante este longo retiro anual comemorassem solenemente a Paixão e Morte de Cristo.

O facto de serem 40 dias foi certamente sugerido pelo jejum de Moisés e Elias e especialmente de Jesus, no deserto, antes de dar começo à Sua vida pública.

A Quaresma foi mencionada a primeira vez no cânone quinto do Concílio de Niceia no ano 325, e nas «Cartas Festivais» de Santo Atanásio. A Liturgia da Quaresma, compilada entre os anos 461 e 596 mostra em cada uma das suas páginas o muito que sofreram então os cristãos de Roma.

Durante esse período de tempo, Roma era repetidas vezes assediada e saqueada pelos Vândalos, Godos, Hunos e Lombardos.
In Almanaque Popular 2005


O luto quaresmal

Uma atmosfera de dó sempre caracterizou o período da Quaresma. Antigamente, a Igreja e o Estado proibiam as festividades e distracções públicas. O mesmo acontecia nas famílias.

Nas cortes reais, a Quaresma obrigava a luto oficial. Os monarcas, a nobreza e o povo, vestiam de negro. A Inglaterra continuou fiel, em muitas regiões, ao velho costume, mesmo depois da Reforma.

A Rainha Isabel I (1603) e as suas damas trajavam de preto. Na Rússia, até aos finais do século XIX, cessavam toda a música profana e as mulheres não punham jóias.
In Almanaque Popular 2006
Imagem retirada da internet

Jornal "Avé Maria" - Nº 2600 (Semanário) - Vila Real - 6 de Março de 2011

Dia das Cinzas

Quarta-Feira de Cinzas abre o tempo litúrgico da Quaresma com a bênção e a imposição das cinzas. Celebração importante, muitas paróquias a repetem no Domingo seguinte para dar oportunidade aos crentes cujo trabalho não permitiu que participassem, poderem aprofundar mais o sentido que ela nos lembra: a nossa fragilidade e o chamamento à conversão.

Marcados com as cinzas, os cristãos, pessoalmente e em comunidade, entram na caminhada simbólica, no seguimento de Jesus Cristo, para viverem quarenta dias de oração, de jejum e de partilha.

Receber as cinzas é, por isso, tomar consciência da nossa condição de pecadores e de querer responder ao convite de Deus: “Lembra-te que és pó, e em pó te hás-de tornar” e “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”.

É um gesto antigo. Já no Velho Testamento se praticava como sinal de penitência/arrependimento e também de grande sofrimento, por exemplo, nos tempos de luto.

* * * * *

Diz a Sagrada Escritura:
«Já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós (…). Despojemo-nos das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz(Rm. 13, 11-12)

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O dia das cinzas é
Esse dia quaresmal
Em que o homem que tem fé
Prepara o tempo pascal.

É ocasião preferida,
Pois há o cristão sentimento
De que a mudança de vida
Não se faz sem sofrimento.