Intenções do Papa - Janeiro de 2013

Para o mês de janeiro de 2013, Bento XVI confiou ao Apostolado da Oração as seguintes intenções.


Intenção geral: "Para que, neste Ano da Fé, os cristãos se aprofundem no conhecimento do mistério de Cristo e testemunhem com alegria o dom da fé nele".

Intenção missionária: "Para que as comunidades cristãs do Oriente Médio, muitas vezes discriminadas, recebam do Espírito Santo a força da fidelidade e da perseverança".

Participemos, também, com as nossas orações.

Santo Natal

Presépio
Mais uma vez celebramos o Natal do Senhor.

O sentimento dominante na nossa sociedade parece-me ser o de um invencível cansaço. Nenhuma mudança ou inovação se anuncia no horizonte: os fortes continuam a oprimir os fracos que aspiram a ser fortes para, por sua vez, os oprimirem também; os ódios, intolerâncias, egoísmos, guerras… continuam a imperar. Apetece perguntar ao Menino do presépio: “És Tu Aquele que vem ou devemos esperar outro”?

Nós, cristãos, mostramo-nos vezes de mais como pessoas que recordam: há 2000 anos… na mais extrema pobreza… numa gruta de animais em Belém nasceu o Salvador do mundo.

Mas mais importante que recordar, é que Jesus seja hoje salvação e libertação de tudo o que escraviza, vitória sobre todas as formas de opressão.

Santo Natal!... “Eis que nos anuncio uma grande alegria, e esta grande alegria é para todo o povo” (Lc 2, 10).

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Diz a Sagrada Escritura: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel». (Miq. 5, 1)

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Quem só pensa num Natal
Em paz, sem fome nem frio,
Talvez não proceda mal,
Mas tem um Natal vazio.

Para que o Natal não seja
Mais um dia sem valor,
Junta-te aos irmãos na igreja
E ajuda alguém sofredor.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 23.12.2012
Fonte da imagem

O Mistério da Igreja

Igreja - Povo de Deus
O Concílio Vaticano II, no dizer de espíritos mais conservadores e com alguma razão, alterou profundamente e revolucionou a Igreja…

A Igreja era vista como “uma sociedade governada pelo Papa”… Alguns cardeais (o belga Suenens e os franceses Lienart e Marty), porém, fizeram escutar uma outra concecão que viria a prevalecer: a Igreja é em primeiro lugar um mistério. O título da Constituição sobre a Igreja é Lumen Gentium = Luz dos Povos. A Luz dos Povos é Cristo e a Igreja é “o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano”.

Ao longo dos séculos insistiu-se na sua organização hierárquica. O Concílio juntou outros aspectos: Mistério, Povo de Deus e Hierarquia, aspectos inseparáveis, não acessórios, da mesma realidade humana e divina, (cf. LG8). O elemento visível não pode viver em contradição com o que anuncia e de que é sinal.

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo com Cristo, e estamos unidos uns aos outros, como membros desse mesmo Corpo». (Rom. 12, 4-5)

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Em compassada batida,
O coração não descansa
E por todo o corpo lança
O sangue, calor e vida.

E quem a graça conduz,
Neste corpo que é a Igreja,
É a vida que lateja
No coração de Jesus.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) - Vila Real, 16.12.2012

Mensagem de Bento XVI para a celebração do 46.º Dia Mundial da Paz

Mensagem de Bento XVI para a celebração do
46.º Dia Mundial da Paz

1 de janeiro de 2013

Bem-aventurados os obreiros da paz

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspetiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias,[1] anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspetos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.

E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.

Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

A bem-aventurança evangélica

2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.

Reforma do Ano Litúrgico

A reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II restaurou o Ano Litúrgico. Muitos não a compreenderam: “Tiraram-nos a festa daquele santo… Mudaram tudo…”. O Concílio nada suprimiu. Pôs em ordem as celebrações do longo do ano, segundo a ordem de valor.

O domingo como “o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis… não dever ser sacrificado a outras celebrações que não sejam da máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o centro de todo o ano litúrgico” (SC 106).

As festas do santos “muitas delas ficarão a ser celebradas só por uma igreja particular ou nação ou família religiosa, estendendo-se a toda a Igreja as que festejam santos de inegável importância universal” (SC 111).

Assim, na Eucaristia dominical, às 52 leituras de epístolas e 52 de evangelhos, alguns prefácios, uma oração eucarística, juntaram-se mais 26 leituras bíblicas, muitos prefácios e 12 orações eucarísticas (as que vêm no Missal).

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Diz a Sagrada Escritura: «É hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós… o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz(Rom 13, 11-13)

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Tudo à volta já se apressa
Para a quietude do Advento:
Pára todo o crescimento
E a folha cai na floresta.

Sem pecado original,
A Virgem cheia de graça,
É n’Ela que Deus planeia
O mistério do Natal.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 2.12.2012

Intenções do Papa – Dezembro 2012

Geral: A fim de que em todo o mundo os migrantes sejam recebidos com generosidade e caridade autênticas, especialmente pelas comunidades cristãs.

Missionária: Para que Cristo se revele a toda a humanidade com a luz que emana de Belém e se reflecte no rosto da sua Igreja.

Liturgia e Mistério Pascal

A liturgia eucarística identifica o mistério pascal como o mistério da fé: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição até ao regresso glorioso de Jesus Crucificado e Ressuscitado, vinde Senhor Jesus!

Em cada Eucaristia fazemos memória (= lembra e torna presente) desse mistério. “A santa mãe Igreja considera seu dever celebrar… a memória sagrada da obra da salvação do seu divino esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano na Páscoa. (…) Distribui todo o mistério de Cristo pelo correr do ano, da Incarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança na vinda do Senhor. Com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor… em todo o tempo, para que os fiéis… se encham de graça” (SC 102).

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Diz a Sagrada Escritura: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do céu; se alguém comer deste pão viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo”. (Jo 6, 51)

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Como se vivia a fé,
Todo o cristão ia à missa,
Sem vergonha nem preguiça,
De longe, à chuva e a pé.

É escutar Deus, que nos fala,
Como irmãos em multidão;
É Deus feito refeição
E os Seus filhos a tomá-la.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 25.11.2012

O papel do(a) Catequista

Encontrei na internet (ZENIT.org) um texto sobre o “papel” do(a) catequista. Li-o e reli-o e decidi partilhá-lo com quem visita este blogue.

«CATEQUISTA, ONDE VOCÊ ESTÁ?

Não existe uma regra ou uma cartilha que ensine como evangelizar! Cada lugar, região e país têm sua cultura, suas riquezas e valores, suas deficiências e necessidades que precisam ser considerados. O que é importante para um, pode ser insignificante para o outro!

Por isso, todo catequista, esteja onde estiver, precisa fortalecer a sua fé e conhecer a razão de seu chamado e de sua missão evangelizadora a partir do chão onde está pisando; buscar uma formação fundamentada nos ensinamentos de Jesus e da Igreja; e deixar-se conduzir pelo Espírito Santo de Deus que é um só e, portanto, conhece a realidade onde a fé será transmitida e acolhida.

Conforme a Encíclica Redemptoris Missio[1], o ministério do catequista é necessário e tem características peculiares, pois são agentes especializados, testemunhas diretas, evangelizadores insubstituíveis, que representam a força de base das comunidades cristãs (73), e 'além de serem educadores da fé, são discípulos e missionários de Jesus Cristo'.[2]

Sabendo onde está e tendo consciência de seu apostolado e ministério, o catequista precisa cativar a criança e levá-la até Jesus, apresentando-lhe um amigo que estará sempre por perto. Mas, como fazer isso? É preciso conhecer primeiramente, acolher de modo especial para saber quem é a criança que está chegando e que está do outro lado, e o que ela espera da catequese.

Quando Jesus esteve entre os homens, Ele sabia onde estava pisando e quem eram seus discípulos, a realidade do povo e suas necessidades. Ele conhecia a cada um de modo particular! Assim também deve ser o catequista! Ele precisa conhecer aquele que está sendo evangelizado: a realidade, as necessidades, as carências, os desejos e as expectativas do outro, para que o Evangelho que será anunciado venha de encontro aos interesses comuns, e encontre espaço para ser acolhido, entendido e vivido coerentemente.

A meditação o Evangelho de Lucas 24,13-35, que narra os discípulos a caminho de Emaús, mostra Jesus se aproximando e se colocando como ouvinte para entender o que se passa no entendimento e no coração dos dois discípulos. Ao ficar entre eles, Jesus lhes dá atenção, caminha com eles e aquece-lhes o coração. Somente depois, Ele os orienta e evangeliza, e Se revela durante a ceia, ou seja, no momento de intimidade entre amigos que confiam um no outro.

No desejo ansioso de evangelizar, muitos catequistas, querendo mostrar seus conhecimentos, se esquecem do processo do acolhimento, do encontro, do envolver-se com o outro. No chão em que estão pisando, eles devem caminhar lado a lado com o catequizando até que este os chame de amigo, e neste momento, então, estarão se revelando como um reflexo da luz de Jesus e, consequentemente, estarão evangelizando!

Catequistas, não pulem etapas! Olhem para o horizonte sem deixar de saber onde estão fincados os seus pés!»

[1] Encíclica Redemptoris Missio (73) - Papa João Paulo II - 1990
[2] texto de abertura do Estudo 95 da CNBB – de Dom Dimas Lara Barbosa – Secretário Geral da CNBB

Este texto foi escrito por Rachel Lemos Abdalla. Ela é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo; apresenta o 'Programete Pequeninos do Senhor', dentro do Programa 'Povo de Deus' da Arquidiocese de Campinas, na Rádio Brasil Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas.

Ideias fundamentais

Na Constituição sobre a Liturgia do Concílio Vaticano II podemos destacar três ideias fundamentais a ter sempre em conta.

A primeira é a participação plena, consciente e ativa dos fiéis nos atos litúrgicos. A participação é o termómetro que mede a vitalidade da celebração. Ninguém pode limitar-se a assistir como espectador mudo ou estranho.

A segunda palavra emblemática da Constituição é a relação da Liturgia com a vida da comunidade cristã. Ela é “simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte donde dimana toda a sua força” (SC 10). É na Liturgia, «especialmente no sacrifício eucarístico que se “opera o fruto da nossa redenção”» (SC 2). Não há vida cristã sem liturgia.

A outra é sobre a Palavra de Deus: “Prepare-se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da Bíblia” (SC 31).

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Diz a Sagrada Escritura: «Procurai, cada vez com mais empenho, permanecer fiéis à escolha e ao chamamento que recebeste de Deus”. (II Ped. 1, 10)

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É Deus que semeia a flor
Que se chama vocação,
Colocando-a no melhor
Canteiro do coração.

É lá que deve nascer;
Mas, depois, é necessário
Que se vá robustecer
No alfobre do Seminário.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 18.11.2012

Magusto dos Grupos da Catequese da Unidade Pastoral (Paróquias de Arroios, Constantim e Mateus)


Como programado, realizou-se no passado dia 11 de Novembro (dia de S. Martinho), no Polidesportivo, espaços adjacentes e salão de festas do Centro Social e Paroquial de Constantim, o Magusto dos Grupos da Catequese da Unidade Pastoral constituída pelas Paróquias de Arroios, Constantim e Mateus, com assinalável sucesso.

Nesta actividade, coordenada pelo Grupo da Catequese desta paróquia de Constantim, e que teve início cerca das 14h30, participaram os catequizandos, acompanhados pelos pais e catequistas, para além de inúmeros elementos do Agrupamento 708 do CNE (Paróquia de Mateus), que fizeram a animação – excelente - de todos os presentes com inúmeras actividades/jogos.

Iniciativas deste género proporcionam momentos de alegre e salutar convívio, para além de constituírem uma oportunidade para o fortalecimento - que se deseja cada vez maior -, do espírito comunitário entre todos os membros desta “porção” da Igreja Católica.

No ano passado, esta iniciativa realizou-se na Paróquia de Mateus.

Algumas fotos desta iniciativa:


O pároco, Pe. Ricardo Pinto,
dá as boas vindas a todos os participantes.

Actividades de animação inicial:

Somos todos celebrantes


Até ao Concílio Vaticano II o celebrante de qualquer ação litúrgica era o padre. O Povo de Deus assistia, não tinha qualquer intervenção para além da dos ajudantes ou acólitos. O padre lia os textos, tudo fazia… a missa era dele. Esquecia a graça e o direito dos legos batizados.

A Constituição sobre a Liturgia veio lembrar que todo o batizado deve tomar parte ativa na assembleia cristã: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas” (nº14).

Este desejo já havia sido manifestado pelo Papa S. Pio X nos princípios do século passado mas ficou em letra morta.

A partir do Vaticano II, o Povo de Deus, tomando consciência dos seus deveres e direitos, começou a participar. Progrediu-se muito. Mas quantos, habituados apenas a estar presentes, não continuam a assistir passivamente aos atos litúrgicos?

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Diz a Sagrada Escritura: «Cristo é a Cabeça do Corpo que é formado pela sua Igreja». (Col. 1. 18)

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No batismo Deus faz isto:
Dos pecados nos liberta
E na vida humana enxerta
A Vida de Jesus Cristo.

Por isso, cristãos, pensai
Na grandeza que isto encerra:
Ainda vivemos na terra
E já Deus é nosso Pai.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 11.11.2012

Que Fé transmitimos?


Que Boa Nova e que Fé transmitimos, hoje, a quem não está connosco ou, por qualquer razão se afastou?

É uma Boa Nova de amor, de dedicação, de serviço aos outros?

É uma Fé adulta, amadurecida, esclarecida, comprometida com os outros?

Ou é uma Boa Nova gasta, sem fulgor, piedosa, mas que não chega ao coração das pessoas?

Ou é uma Fé infantil, de criança, popular, tradicional, fraca, que tanto impele a grandes arroubos de participação em cerimónias e festas, como, igualmente, nos conduz a bruxas, curandeiros e a crenças no exotérico e onde falta o testemunho diário daquilo em que acreditamos?

E porque é que isto acontece? Isto é, porque é que os cristãos assim se comportam e agem? Qual a raiz e a causa da necessidade desta nova evangelização?

E como chegar ao dia em que a grande maioria das pessoas tenha atingido um razoável estado de consciência do que é ser baptizado?

Aí, parece-me, que reside o cerne da “Nova Evangelização e da Transmissão da Fé”.

Ora, na minha modesta e humilde opinião, um dos caminhos, ou talvez o único, consiste numa cada vez maior ligação à fonte de que fala Bento XVI. Ter Cristo como referência em toda a nossa vida.

Mas isso apenas se consegue com oração, estudo, formação, para melhor conhecermos a Sua mensagem, a tal Boa Nova.

Essa formação é que conduzirá a uma maior consciência do que é ser cristão, da nossa vocação e da nossa missão como baptizados.

Essa consciência conduz-nos a um maior compromisso.

E este compromisso induz-nos a dar testemunho sério, consciente, público, de Cristo e da sua Boa Nova.

Esse é, na minha opinião, o principal caminho para levarmos a bom porto esta “NOVA EVANGELIZAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ”.

Pois ninguém transmite o que não sabe, não conhece ou não vive. Ou, ao contrário, acaba por transmitir mal, dar a conhecer uma coisa diferente daquilo que pretende.

A.F. Caseiro Marques, in Igreja Diocesana de Vila Real, Boletim Bimestral – Ano X, nº56, setembro/outubro de 2012

Fé e Caridade

Durante o Ângelus, recitado no passado Domingo (11.11.2012) pelo Papa Bento XVI, juntamente com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, e conforme a liturgia da Palavra daquele dia, que se referia: a uma viúva que tinha dado ao profeta Elias o resto da farinha e do óleo que tinha em casa para si e seu filho, e à viúva do Evangelho, que tinha oferecido como esmola as únicas moedas que tinha, o Santo Padre afirmou:

«A partir destes dois episódios bíblicos, sabiamente combinados, é possível obter um precioso ensinamento sobre a fé. Essa aparece como a atitude interior daqueles que fundamentam a própria vida em Deus, na sua Palavra, e confia plenamente Nele. A viuvez, na antiguidade, era em si mesma uma situação de grande necessidade. Por isso, na Bíblia, as viúvas e os órfãos são pessoas de quem Deus cuida de modo especial: eles perderam seu apoio terreno, mas Deus continua sendo o Esposo deles, os Pais deles. Todavia, a Escritura diz que a condição efetiva de necessidade, neste caso o fato de ser viúva, não é suficiente: Deus pede sempre a nossa livre adesão de fé, que se expressa no amor por Ele e pelo próximo. Ninguém é tão pobre que não possa dar alguma coisa.

De fato, as viúvas de hoje demonstram sua fé realizando um gesto de caridade: uma para com o profeta e a outra dando esmola. Assim, testemunham a unidade inseparável entre a fé e a caridade, entre o amor a Deus e o amor ao próximo – como nos recordava o Evangelho de domingo passado. O Papa São Leão Magno, cuja memória celebramos ontem, afirma: “A balança da justiça divina não pesa a quantidade dos dons, mas o peso dos corações. A viúva do Evangelho depositou no cofre do templo duas moedas e superou os dons de todos os ricos. Nenhum gesto de bondade perde sentido diante de Deus, nenhum ato de misericórdia permanece sem fruto”. (Sermo de jejunio dec.mens., 90, 3).

A Virgem Maria é exemplo perfeito de quem oferece todo o seu ser confiando em Deus; com esta fé disse ao Anjo o seu “Eis-me aqui” e acolheu a vontade do Senhor. Maria ajude também a cada um de nós, neste Ano da Fé, a reforçar a confiança em Deus e na sua Palavra(Fonte)

Semana dos Seminários 2012


«Uma partilha especial... A Vida...
Seminário de Vila Real.. E porque não?!?!?!»(Pe.Pedro Rei)


Oração da Semana dos Seminários

Ó Maria, vós sois fiel porque acreditastes, primeiro na fé em Cristo, a imagem e a figura da Igreja crente.
Rogai por nós, para que sejamos firmes na fé, na alegria do encontro com Cristo.

Ó Maria, vós sois a Mãe de Cristo Sacerdote, a humilde Serva do Senhor, a Mãe da Igreja crente.
Rogai a Deus pelos sacerdotes, para que sejam servos da fé dos irmãos, na alegria de crer e no entusiasmo de comunicar a fé.

Ó Maria, vós sois a mulher do "Sim" total a Deus, sempre disponível à vontade do Pai, a Rainha de todas as Vocações.
Rogai a Deus pelos seminaristas, para que reconheçam o amor de Deus, na resposta decidida à sua vocação.

Amén.

Encontros da Catequese

Um encontro bem preparado é um encontro bem conseguido! O sucesso do ano de catequese depende logo da qualidade do primeiro encontro. Podes prepará-lo assim.

A sala
Chega meia hora antes da catequese. Assim, terás tempo para arrumar tudo: arejar a sala, iluminação, aquecimento, disposição das mesas e cadeiras, cantinho da oração.
Não esquecer a decoração: um belo poster, um ícone, a Bíblia…

À volta da mesa
A melhor disposição é sentar os catequizandos à volta de uma mesa. Assim podem ler melhor, escrever e apoiar os braços. Nada impede que se mude a arrumação durante o encontro.

A única disposição “proibida” é a do catequista sozinho, em pé, a fazer de professor, à frente dos alunos sentados como numa sala de aula.

O ambiente
Ao ambiente não é tudo mas ajuda muito. Ao entrarem, os catequizandos percebem que a sala já foi preparada com esmero para eles. Ficarão mais bem dispostos para aprender coisas novas.

A voz tranquila, o rosto sorridente, o modo de o catequista se apresentar condiciona muito a maneira como vai decorrer o encontro da catequese.

Pequenos avisos
O catequista ensina-os a exprimir-se com calma, a não falarem todos ao mesmo tempo, a escutar os outros com atenção.

Se a catequese é durante a semana, depois das aulas, convém que haja um recreio para descontrair.

Depois, será mais fácil tê-los atentos e participativos.

Texto: Agenda Catequistas 2012/2013 – Edições Salesianas

Missão da Igreja num país em crise

O momento socioeconómico que Portugal atravessa está a ser difícil para muitos portugueses. A Igreja é sensível ao sofrimento de todos, particularmente dos mais pobres e dos desempregados, independentemente da fé que professam.

A doutrina social da Igreja, que temos sempre o dever de anunciar, ilumina a realidade, interpela a consciência dos intervenientes na coisa pública e sugere atitudes que exprimam valores.

- Prioridade na busca do bem-comum. Esta primazia da busca do bem-comum de toda a sociedade atinge todas as pessoas e todos os corpos sociais. As diferenças são legítimas, mas a unidade na procura do bem-comum é sempre necessária e indispensável.

- Direito ao trabalho. Este não pode ser concebido apenas como forma de manutenção económica, mas como meio de realização humana.

- Estabilidade política. Todos sabemos que, para superar as presentes dificuldades, não existem muitos caminhos de solução. Compete aos políticos escolhê-los, estudá-los e apresentá-los com sabedoria.

- Respeito pela verdade. O discurso político tem de respeitar a verdade do dinamismo das situações e da procura de soluções.

- Generosidade na honestidade. O bem da comunidade nacional exige de todos generosidade, para não dar prioridade à busca de interesses particulares, e a honestidade para renunciar a caminhos pouco dignos de procura desses interesses.

A superação da crise supõe uma renovação cultural. A Igreja quer contribuir para esta renovação com os valores que lhe são próprios: a dignidade da pessoa humana, a solidariedade como vitória sobre os diversos egoísmos, a equidade nas soluções e na distribuição dos sacrifícios, atendendo aos mais desfavorecidos, a verdade nas afirmações e análises, a coragem para aceitar que momentos difíceis podem ser a semente de novas etapas de convivência e de sentido coletivo da vida. Nós, os crentes, contamos para isso com a força de Deus e a proteção de Nossa Senhora.

(Extratos da Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa de 17 de Setembro de 2012 - In Voz de Fátima, Outubro 2012)

Linguagens da Fé

Sobre a Fé

Depósito da Fé

Concílio e Liturgia

A reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II é a maior de todas na história da Igreja. Descobri-la para melhor a vivermos… é o nosso dever.

Não foi feita sobre os joelhos. O documento final – Sacrossanctum Concilium = Sagrado Concílio – foi aprovado a 4 de Dezembro de 1963 com 2.147 votos a favor e 4 contra, debatido em 15 assembleias plenárias, submetido, capítulo a capítulo, à análise, mereceu 328 intervenções orais e 350 escritas que provocaram centenas de correções.

Foi o primeiro documento conciliar a ser aprovado e pretende levar a assembleia celebrante a glorificar o Senhor em espírito e verdade, a aproximar-se do mistério da entrega de Cristo ao Pai em nosso favor, a participar ativamente nas celebrações litúrgicas. Introduziu o uso das línguas vernáculas – o português, o altar virado para o povo… não por mera mudança mas para melhor recebermos a Palavra e o Pão da Vida.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «As obras que o Pai Me deu para realizar atestam que o Pai Me enviou. E o Pai que Me enviou deu testemunho de Mim» (Jo. 6, 29)

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Já que a humana inteligência,
Sem Deus, esbarra em mistério,
Quem levar a vida a sério
Estuda-O com diligência.

E quem diz que sabe tudo
Sobre Deus, é intrujão:
Tem de sobra em presunção
O que lhe falta em estudo.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 4.11.2012

O que é o acólito

«A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.

Quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro lugar acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.

Quando é que o acólito começa a ajudar e a servir o presidente da missa? Quando o bispo ou o presbítero, na sacristia, tomam as suas vestes. Já então o acólito deve estar vestido e pronto, para poder ajudar. Depois, acompanha-os na procissão de entrada, indo à frente. Durante a missa, o acólito está sempre atento ao que o bispo ou o presbítero precisam, para lhes apresentar umas vezes o missal, outras vezes as coisas que eles hão-de colocar no altar, ou para os acompanhar quando vão distribuir a comunhão aos fiéis. Por fim, quando o presidente regressa à sacristia, o acólito vai à sua frente e ajuda-o a tirar as vestes e a guardá-las.

Só depois de tudo isso feito é que o acólito pensa em si próprio. No fim de ter ajudado o presidente da celebração, também ele tira a sua túnica e a guarda. Enquanto faz tudo isso, agradece a Jesus por ter estado a servi-lo na pessoa dos seus ministros, e pode lembrar-se daquela palavra do Senhor: Tudo aquilo que fizestes a um dos meus irmãos, mesmo aos mais pequenos, foi a mim que o fizestes.

Podemos então dizer que o acólito, desde o princípio até ao fim da missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele não o vê com os seus olhos; mas a fé ensina-o. Um verdadeiro acólito vai descobrindo isto cada vez mais. Se um acólito não o descobre, corre o risco de se cansar de ser acólito. Mas se o descobre e acredita nisso, então vai desejar sempre ser escolhido para acólito, em cada domingo.»

Texto retirado de SNA

Intenções do Papa - Novembro 2012

Geral: A fim de que os Bispos e os sacerdotes e todos os ministros do Evangelho dêem testemunho de corajosa fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado.

Missionária: Para que a Igreja Peregrina sobre a terra resplandeça como luz das nações.

Oração a São João Bosco

São João Bosco,
Pai e Mestre da Juventude,
sê nosso guia
no caminho de amizade com Jesus,
para podermos ver n’Ele
e no seu Evangelho
o sentido da vida
e a fonte da autêntica felicidade.

Ajuda-nos
a corresponder generosamente
à vocação que recebemos de Deus,
para sermos no dia a dia
construtores de comunhão
e, unidos em Igreja,
edificarmos com entusiasmo
a civilização do amor.

Amém.

1815-2015 Bicentenário do nascimento de São João Bosco
Província Portuguesa da Sociedade Salesiana

Sobre… O Concílio Vaticano II

“O concílio Vaticano II formulou nos seus documentos um importante programa de renovação cristã, que nada tem a ver com os abusos cometidos em nome de um pretenso «espírito conciliar». Hoje o mundo sofre de uma profunda crise de valores espirituais, para a qual contribuíram o afã de bem-estar da sociedade de consumo, a perda do sentido sobrenatural da vida e um reducionismo religioso que contempla o Cristianismo e a Igreja sob uma óptica primordialmente terrena. A Igreja tem de ser agora a defensora de valores tão essenciais como o direito à vida, a dignidade do homem e a unidade da família. Na nova humanidade de fins do século XX [início do século XXI], o Cristianismo aparece – do mesmo modo como nos eus começos – como a religião dos discípulos de Cristo que, com a ajuda da Graça. Procuram corresponder à sua vocação de cristãos.

«Promover o incremento da fé católica e uma saudável renovação dos costumes do povo cristão, e adaptar a disciplina eclesiástica às condições do nosso tempo»; tais eram, segundo a bula da convocatória, os fins que devia perseguir o concílio Vaticano II. Aberto por João XXIII no dia 11 de Outubro de 1962, apenas o primeiro período de sessões teve lugar em vida deste pontífice. O seu sucessor, Paulo VI (21-VI-1963 | 6-VIII-1978), governou a Igreja durante as três etapas ulteriores celebradas nos três anos seguintes, até ao encerramento no dia 8 de Dezembro de 1965. O concílio realizou um trabalho ingente, plasmado de documentos de natureza muito diversa: Constituições dogmáticas, Decretos, Declarações e uma Constituição pastoral – a Gaudium et Spes – sobre a Igreja no mundo actual. O concílio Vaticano II não fez nenhuma definição dogmática, pelo que os seus ensinamentos não possuem a prerrogativa da infalibilidade; mas constituem actos do Magistério solene da Igreja, pelo que exigem dos fiéis uma adesão interna e externa”.

Fonte: Orlandis, José – História Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1985

Documentos do Concílio Ecuménio Vaticano II

Constituições
DV - Constituição Dogmática Dei Verbum - sobre a Revelação Divina
LG - Constituição Dogmática Lumen Gentium - sobre a Igreja
SC - Constituição Sacrosanctum Concilium - sobre a sagrada Liturgia

GS - Constituição pastoral Gaudium et Spes - sobre a Igreja no mundo actual

Decretos
AA - Decreto Apostolicam Actuositatem - sobre o apostolado dos leigos
AG - Decreto Ad Gentes - sobre a actividade missionária da Igreja
CD - Decreto Cristus Dominus - sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja
IM - Decreto Inter Mirifica - sobre os meios de comunicação social
OE - Decreto Orientalium Ecclesiarum - sobre as Igrejas orientais católicas
OT - Decreto Optatam Totius - sobre a formação sacerdotal
PC - Decreto Perfectae Caritatis - sobre a conveniente renovação da vida religiosa
PO - Decreto Presbyterorum Ordinis - sobre o ministério e vida dos presbíteros
UR - Decreto Unitatis Redintegratio - sobre o ecumenismo

Declarações
DH - Declaração Dignitatis Humanae - sobre a liberdade religiosa
GE - Declaração Gravissimum Educationis - sobre a Educação cristã
NA - Declaração Nostra Aetate - sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs

O ato de fé

A fé é um dom de Deus não para um grupo de privilegiados mas para toda a gente, independentemente dos méritos de cada um. Não se inventa, como não inventamos um deus a nosso gosto e medida, seria desonesto.

Simultaneamente a fé é ato da nossa vontade, exige decisão, interpela a nossa liberdade e responsabilidade de que não prescinde. Deus dá-a, nós aceitamo-la ou não. Ninguém pode dizer “eu creio” por mim, neste campo não há procurações. O “eu creio” é constitutivo da fé em cada um. Nem se refere tanto a uma doutrina, mas refere-se à Pessoa de Jesus Cristo em Quem decidimos colocar a nossa esperança.

Por outro lado, a fé exprime-se na ação, nas atitudes, implica-nos inteiramente na resposta a dar.

Neste Ano da Fé somos convidados a revitalizar a nossa fé, isto é, a pô-la no centro – como o mais importante – na nossa vida de cristãos.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Esforçai-vos por juntar à vossa fé uma vida virtuosa”. (II Ped. 1, 5)

*****

Mais do que os indiferentes,
Os agnósticos e os ateus,
Os cristãos não praticantes
São a vergonha de Deus.

Há cristãos que ficam só
Com uns laivos de doutrina:
Tanta ignorância faz dó,
Ante a beleza divina.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 28.10.2012

A Igreja no mundo

O Concílio Vaticano II procurou colocar a Igreja no seu tempo, no mundo. O último grande Concílio – e que continuava a influenciar o mundo cristão – foi o de Trento, marcado pela polémica com o protestantismo e a divisão.

Quando hoje abrimos os manuais de teologia anteriores ao Vaticano II, constatamos como nós, católicos, nos sentimos atacados pelos primeiros reformadores e pelo modernismo. Os teólogos deviam estar preparados para defenderem vigorosamente a doutrina católica. Saímos dos Seminários preparados para, na polémica, “jogarmos à defesa”. A revelação divina praticamente reduzia-se aos ensinamentos do Magistério que nos propunha a doutrina a saber e a procurar viver.

Estas perspetivas foram abandonadas no último Concílio. A Igreja tem de falar a linguagem do seu tempo e de cada povo. Tarefa permanente que nos obriga a olhar o mundo e a ser solidária da humanidade, nas suas alegrias e dificuldades.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Pela sua morte na Cruz, Cristo destruiu o ódio que dividia judeus e não-judeus, fazendo deles um só Corpo. Portanto todos vós fazeis parte do Povo de Deus e sois membros da sua Família» (Act. 2, 16 e 19)

*****

Quando se fala em Igreja,
Não se trata do edifício
Onde, em santo sacrifício,
O Povo reza e festeja.

É a Família infinita
De irmãos na Terra e nos Céus,
Em que o Pai é o próprio Deus
E a Mãe, a Virgem bendita.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 21.10.2012

Quem é o catequista?


Quem é o catequista?
Tantos livros a tentar explicar quem é e quem deve ser o catequista! Algumas ideias resumidas:

Um animador
O grupo cresce na interacção com a pessoa do catequista. O catequista define com o grupo dos catequizandos as tarefas e as regras do grupo. Quando as crianças são acolhidas de coração aberto, sem preconceitos, na realidade do que são, deixam-se envolver e seguem quem está disposto a dar a vida, tempo e paciência por elas.

Um iniciador
O catequista ajuda as crianças a orientarem-se. “Inicia” gradualmente os catequizandos a cada uma das dimensões da vida cristã.

Um guia
O catequista é um companheiro de caminho que faz descobrir a beleza da vida e do Evangelho. E faz isto sem exigir, sem ser pesado. Prefere fazer uma oferta livre. Só assim os catequizandos crescem verdadeiramente

Memória
Fazer catequese é passar a outros o que se recebeu. O catequista oferece o que os cristãos acreditam, vivem e testemunham desde há 2000 anos. Mas “fazer memória” não é “dar lições”; não diz respeito apenas à inteligência, ao saber. É, antes de mais, vida e coração.

Acompanhante
Acompanhar é ir a algum lado com alguém. O catequista partilha uma meta com os seus catequizandos. Acompanhar é pôr-se a caminho, mesmo sem lá chegar ainda.

Retirado de: Agenda Catequistas 2012/13 – Edições Salesianas

Átrio dos Gentios - O Valor da Vida

Nos próximos dias 16 (em Braga) e 17 de Novembro (em Guimarães), vai ter lugar, pela primeira vez em Portugal, uma sessão do Átrio dos Gentios, sobre o tema “O Valor da Vida”.

Participarão diversas individualidades do país e do estrangeiro e de diferentes quadrantes religiosos, sociais, culturais e políticos.

O Átrio dos Gentios é uma estrutura criada pelo Pontifício Conselho da Cultura - Vaticano

Dia Mundial das Missões – 21 de Outubro de 2012


Vai celebrar-se no próximo Domingo, dia 21 de Outubro, o Dia Mundial das Missões, este ano subordinado ao tema “Vive a Missão, transmite a Fé”.

Tal como nos anos anteriores, o Papa Bento XVI publicou, no dia 6 de Janeiro de 2012 – Solenidade da Epifania do Senhor, e para este Dia Mundial das Missões, o 86º Dia Mundial Missionário, uma mensagem com o título ”Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade(Porta Fidei nº 6).

Nesta mensagem, o Santo Padre começa por dizer:

«Queridos irmãos e irmãs!
Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinquentenário do início do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missio ad gentes, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra. (…)»

E termina dizendo:

«Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e de modo particular sobre os seus obreiros, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça avançar mais decididamente na história do mundo. Apraz-me rezar assim com o Beato John Henry Newman: «Acompanhai, Senhor, os vossos missionários nas terras a evangelizar, colocai as palavras certas nos seus lábios, tornai frutuosa a sua fadiga».
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.»

Oração Misionária:

Espírito Santo, que desceste sobre os Apóstolos e os fizeste anunciadores do Evangelho:

derrama os teus dons sobre cada um de nós e torna-nos sensíveis aos apelos e às necessidades dos nossos irmãos;

desperta em muitos corações (crianças, jovens e adultos...) o ideal missionário;

dá força e coragem a todos quantos se entregam totalmente ao serviço da MISSÃO.

Ámen

O que é um Concílio?


Concílio Vaticano II
Ao longo deste ano falaremos muitas vezes do Concílio Vaticano II. O que é um Concílio?

É uma assembleia de bispos, regional ou universal (ecuménica), convocada pelo Santo Padre. Vaticano II foi um concílio ecuménico pois nele participaram 2.688 bispos e superiores de ordens religiosas, com direito a intervir e de voto, de 93 nacionalidades e representando 135 países. De Leste estiveram apenas 32. Juntemos mais os observadores convidados (leigos e não católicos) – 312 na 1ª sessão, número que aumentou nas outras sessões.

Um concílio é modo normal de governo na Igreja, habitual nos primeiros séculos do cristianismo. Não está acima do Papa, nem é inferior, embora as suas decisões necessitem da aprovação do Sumo Pontífice. Exprimem a fé da Igreja e merecem a adesão de todos os católicos.

João XXIII e Paulo VI, para melhor respeitar a liberdade dos padres conciliares, não assistiam aos seus trabalhos.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Chegados a Jerusalém, (Paulo e Barnabé) foram recebidos pela Igreja, (…) e contaram tudo o que Deus fizera por eles. Os Apóstolos e os Anciãos reuniram-se…» (Act. 15, 4-6)

*****

Se és de Deus um peregrino,
Pára um pouco e nisto pensa:
Caminhar na indiferença
É pôr em risco o destino.

Por isso toda a missão
Dos batizados é isto:
Transmitir o Amor de Cristo
Que se traz no coração.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 14.10.2012

Mais informações:

Vaticano II: História e atualidade

Concílio Vaticano II: origem e documentos

Há cinquenta anos


No próximo dia 1 [Novembro] completam-se cinquenta anos sobre a abertura do Concílio Vaticano II. Uma simples frase do, agora, beato João XXIII, pronunciada a 25 de Janeiro de 1959, na presença de 18 cardeais, provocou o espanto e a satisfação geral do mundo inteiro: “Decidi convocar um concílio ecuménico”.

Os católicos quase já não sabiam o que era: desde 1563 (Concílio de Trento), realizou-se p Vaticano I – o Concílio do primado papal, em 1870, e que, por falta de condições sociais estáveis, não chegou a celebrar a sua clausura.

Por diversas vezes, João XXIII afirmou que a ideia lhe tinha vindo de repente, inspiração do Espírito Santo.

- “Porque um Concílio?” Sem dizer palavra, o Papa levanta-se, abre uma janela e aponta para o interlocutor espantado. O ar fresco vindo de fora por provocar correntes de ar, mas renova o ambiente. Eis o que o Concílio pretende – renovar a Igreja.

*****

Diz a Sagrada Escritura: «Chegados a Jerusalém, (Paulo e Barnabé) foram recebidos pela Igreja, (…) e contaram tudo o que Deus fizera com eles. Os Apóstolos e os Anciãos reuniram-se…» (Act. 15, 4-6)

*****

Todo o cristão deve crer
Que o Evangelho é força e luz,
Só pelo facto de ser
A palavra de Jesus.

Sendo assim, é evidente
Que, se a palavra nos fala,
A Vida estará presente
Em quem souber escutá-La.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 7.10.2012

Dia Diocesano do Catequista e do Animador Juvenil 2012

Ontem, dia 5 de Outubro, celebrou-se, no Colégio Salesiano de Poiares, o Dia Diocesano do Catequista e do Animador Juvenil.

Após o acolhimento e distribuição de documentação, a jornada de trabalho começou com uma breves palavras de boas vindas e apresentação dos presentes, por Arciprestados e Paróquias, sob a orientação do Pe. Manuel Queirós, responsável pelo Secretariado Diocesano da Educação Cristã) e a Oração da Manhã.


Depois, os presentes tiveram oportunidade de ouvir o Director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, Pe. Eduardo Novo, falar sobre esta estrutura da Igreja Católica em Portugal, do respectivo funcionamento, objectivos e plano de actividades para 2012/2013.


Dois elementos da Paulus Editora fizeram uma apresentação detalhada e muito interessante do Catecismo Jovem da Igreja Católica: YOUCAT. Fizeram, ainda, o sorteio de um exemplar do YOUCAT, do Livro de Orações para os Jovens YOUCAT e da Agenda 2013 YOUCAT entre todos os presentes.


No final, o Director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil ofereceu aos responsáveis pelos Secretariados Diocesanos da Educação Cristã e da Pastoral Juvenil duas “oliveiras bonsai”.


Durante toda a manhã, esteve presente e em lugar de destaque, a cruz que o Papa Bento XVI, nas Jornadas Mundiais da Juventude de 2011 (realizadas em Madrid) entregou aos jovens portugueses, em representação dos jovens da Europa.


Da parte da tarde, após o almoço, tivemos oportunidade de ficar a conhecer os Planos Anuais de Actividade do Secretariado Diocesano da Educação Cristã (vários elementos) e do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (Pe. Pedro).





Logo depois, o nosso Bispo, D. Amândio Tomás, dirigiu-nos umas breves palavras essencialmente focadas no tema para o Ano Pastoral de 2012/2013: “Ele vos ensinará” (Jo 14, 16), lembrando-nos que este "Ele" É o Espírito Santo!


O dia de trabalhos terminou com a Celebração do Compromisso e Envio, presidida pelo Senhor Bispo.

Já passava das 17h quando os participantes nesta iniciativa começaram a regressar às suas casas.

Uma palavra para o extraordinário “animador de serviço”: obrigado!

Da Paróquia de Constantim participaram 3 catequistas.

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