Mensagens

Sínodo 2021 – 2023 – Síntese da Diocese de Vila Real

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Para uma Igreja Sinodal Comunhão | Participação | Missão “ A sinodalidade é o modo de ser Igreja hoje, segundo a vontade de Deus, numa dinâmica de escuta e discernimento do Espírito Santo ” (Papa Francisco) Síntese Diocesana A Igreja de Vila Real alegra-se e dá graças a Deus pelo dom da caminhada sinodal a que foi chamada, coincidindo com a celebração do centenário da criação da diocese. Tratou-se de um caminhar juntos na busca do querer de Deus para a Igreja do terceiro milénio, procurando responder, em clima de oração, à questão fundamental proposta pelo Papa Francisco: Uma Igreja sinodal, ao anunciar o Evangelho, «caminha em conjunto». - Como é que este «caminho em conjunto» está a acontecer hoje na nossa Igreja local? - Que passos é que o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso «caminhar juntos»? A presente síntese não retrata o pensar e/ou as opiniões da Equipa Diocesana Sinodal, apenas colige, de forma resumida e organizada, o fruto da caminhada sinoda

A Cruz de cada um | Reflexão

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Um sacerdote verificou que uma parcela cada vez maior de seu tempo estava a ser consumida no aconselhamento de pessoas que o procuravam para obter paz de espírito. A solução foi marcar uma data para um encontro prolongado. Nesse dia havia 10 ou mais pessoas na sala de recepção, pois ele tinha propositadamente marcado para todas o mesmo dia e a mesma hora. Quando chegou o momento, o sacerdote entrou na sala e disse a todos que havia surgido uma emergência e que lhe teriam de dar licença durante cerca de uma hora. Sugeriu que na sua ausência eles conversassem. Ao regressar, a sala estava vazia. - com excepção de uma pessoa. Esta disse que as outras lhe haviam pedido para ficar, a fim de explicar que após terem ouvido os problemas uns dos outros, todos passaram a achar que a sua própria cruz não era, afinal, tão pesada. Ralph L. Woods “Sobre a arte de compartilhar os encargos da vida” Imagem Sugestões: O deserto das multidões Aumentar a nossa fé na Igreja Sair do pecado e

Sobre a formação litúrgica dos fiéis (3)

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Continua daqui Continuo a elencar algumas questões, que considero importantes, relativas à participação dos fiéis nas celebrações da  Eucaristia , e reveladoras da respetiva formação/educação litúrgica. Com a ajuda de Deus, terminarei hoje. Durante a consagração , ajoelho-me (sendo possível) e mantenho-me em respeitoso silêncio, perante o Mistério que está a acontecer diante de todos nós? Ou distraio-me com facilidade e até contribuo para a distração de outros? No decorrer da Eucaristia , tenho consciência de que há orações específicas que apenas devem ser ditas pelo presidente da celebração, às quais os fiéis presentes respondem com “Ámen” ou outras palavras ou expressões por todos conhecidas (pelo menos deveriam ser!)?  Estou consciente de que as palavras que Jesus disse na Última Ceia, e que são repetidas em todas as Eucaristias, durante a  Consagração , apenas devem ser ditas pelo presidente da celebração?  E que o mesmo deve acontecer na conclusão da oração eucarística (doxo

Sobre a formação litúrgica dos fiéis (2)

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Continua daqui Continuo o meu raciocínio, iniciado na edição anterior, sobre a educação/formação litúrgica dos fiéis, particularmente no que concerne a uma participação ativa e consciente, de todos e de cada um de nós, na Eucaristia. Comecemos, pois, pelo princípio; e, sem intenção de ser exaustivo, levanto algumas questões para reflexão individual. Quando os sinos tocam , chamando-nos para a  Missa   (“ o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor ”), nós fazemos a caminhada, até à igreja, conscientes do que, em comunidade, aí vamos fazer: - celebrar a nossa fé em Jesus Cristo; - louvar, agradecer e adorar a Deus; - pedir perdão pelas nossas contínuas falhas para com Deus e para com os irmãos; - ouvir a Palavra do Senhor, sem esquecer de a levar para a vida quotidiana; - fazer memória da Paixão do Senhor e celebrar o seu Mistério Pascal? Ou vamos, essencialmente, para nos reencontrarmos e convivermos, durante algum tempo, com os amigos? Antes de entrarmos na igrej

Sobre a formação litúrgica dos fiéis (1)

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No dia 4 de Dezembro de 1963, durante a III Sessão pública, o  II Concílio Ecuménico do Vaticano  aprovou a  Constituição « Sacrosanctum Concilium »  sobre a  Sagrada Liturgia , a qual abriu o caminho para uma profunda reforma da Liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana. Foi o primeiro documento a ser votado, e dado o reduzidíssimo número de votos contra (4 non placet), em comparação com os votos a favor (2147 placet), este tema foi o único aprovado sem resistência pelos bispos do Concílio e adoptado quase por unanimidade.  Desde então, permanece em contínua transformação, conforme prevê o mesmo documento: « Na verdade, a Liturgia compõe-se duma parte imutável, porque de instituição divina, e de partes susceptíveis de modificação, as quais podem e devem variar no decorrer do tempo, se porventura se tiverem introduzido nelas elementos que não correspondam tão bem à natureza íntima da Liturgia ou se tenham tornado menos apropriados. » (SC, 21) A propósito da educação/forma

Levar a comunhão aos doentes

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Levar a comunhão aos doentes é prática, na Igreja , desde os inícios. É a principal razão de ser da reserva eucarística nos sacrários.  Normalmente esse serviço é realizado aos domingos. Como nem sempre o padre está disponível, foram instituídos os Ministros Extraordinários da Comunhão que, confirmados pelo Bispo da Diocese , exercem essa missão. Não substituem o padre, ajudam-no nessa tarefa ou noutra que lhes seja confiada.  Quando, numa celebração, há padres, diáconos ou acólitos instituídos… compete a estes distribuir a Sagrada Comunhão , não aos ministros. Escolher alguém para ministro… não é “prémio” ou “condecoração” mas é pedir-lhe um serviço.  Nalguns lugares faz-se de maneira discreta, noutros com alguma visibilidade: depois da Sagrada Comunhão , os ministros aproximam-se do altar e o celebrante, ao entregar o relicário, diz-lhes: “ Ide levar o Corpo de Cristo aos irmãos doentes ”, uma forma de sublinhar a união da assembleia com eles. ***** Diz a Sagrada E

Domingo de Ramos

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É o domingo que abre a Semana Santa e uma das festas cristãs mais populares com duas vertentes: - a bênção e a procissão dos Ramos comemoram a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém , aclamado por toda a gente de ramos na mão;  na Santa Missa , celebrada logo a seguir, o evangelho da Paixão e Morte de Jesus introduz-nos na segunda vertente: Aquele que é aclamado no cortejo é o mesmo que morre na cruz para nos salvar.  O título desta festa “ Domingo de Ramos na Paixão do Senhor ” coloca-nos diante dos dois aspectos. Tenhamos presente que a bênção dos ramos é secundária em relação à procissão.  Não se pretende colocar nas mãos dos fiéis objectos benzidos para guardar mas para aclamar, com eles, Jesus ao longo da caminhada.  Os ramos só têm sentido para a procissão.  Podemos guardá-los mas unicamente para nos lembrarem que, com eles, aclamamos Jesus como Rei e Senhor. ***** Diz a Sagrada Escritura : « O grupo dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em alta

Contradições de Domingo de Ramos

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Hoje é dia de euforia, de ramos e de capas pelo chão…  Dia de aclamações mas também de contradições.  Jesus é recebido, com aclamações e sinais visíveis de alegria na cidade velha de Jerusalém . Mas Ele sabe bem que é um triunfo passageiro, que vai durar pouco.  Amanhã…os mesmos que hoje levantam ramos e O aclamam, pedirão a Sua morte, escolherão Barrabás – assassino e malfeitor, e gritarão: “ Crucifica-O! Crucifica-O! ” Este caso, porém, não é apenas do passado, continua a repetir-se através dos tempos e também no nosso.  É a atitude de tantas e tantos que, hoje, aclamamos e, amanhã, voltamos aos nossos egoísmos, a viver de costas voltadas para a Palavra do Senhor . As contradições estão aí… em cada um de nós. ***** Diz a Sagrada Escritura: « É em Jesus Cristo que temos a redenção e a remissão dos pecados, pelo Seu Sangue ». (Ef. 1, 7) ***** Semana Santa ou Maior É nome que lhe ficou Por recordar o Amor Com que Jesus nos salvou. Mas a humana salvação Nunca provém de

Acolher e partilhar a paz de Jesus Ressuscitado | Mensagem de D. António Augusto Azevedo para a Páscoa de 2022

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“Acolher e partilhar a paz de Jesus Ressuscitado” «A paz esteja convosco!». Foi esta a saudação que Jesus dirigiu aos seus discípulos nas várias ocasiões em que se manifestou vivo e ressuscitado no meio deles. A sua presença foi sinal de paz e ajudou-os a superar o medo, a angústia e a dúvida em que se encontravam. Os discípulos acolheram o dom pascal da paz e descobriram a missão de o partilhar com toda a humanidade. Desde o início, a Boa Nova da ressurreição de Jesus foi uma verdadeira Boa Nova de paz. Após dois anos em que as celebrações pascais foram condicionadas pela pandemia, este ano estamos confrontados com o contexto da guerra e suas terríveis consequências. Nesta Páscoa desejamos que todos acolham a paz que o Ressuscitado nos veio trazer. Pedimos que todos se convertam à paz e trabalhem ativa e incansavelmente na sua construção. Neste processo de conversão é indispensável não esquecer que a paz transmitida por Cristo ressuscitado é a paz alcançada por aquele que ante

O deserto das multidões

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"Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura dele e, tendo-O encontrado, queria retê-lo, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: « Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do Reino de Deus, porque para isto fui enviado ». E pregava pelas sinagogas da Judeia." (Lc 4, 42-44) ***** O deserto das multidões A solidão, meu Deus, não é estarmos sós, é Vós estardes lá, pois, na vossa presença, tudo se torna morto ou se torna Vós. [...] Seremos suficientemente crianças para pensar que toda esta gente é suficientemente grande, suficientemente importante, suficientemente viva para nos bloquear o horizonte quando olhamos para Vós? Estar só não é ter ultrapassado os homens, ou tê-los deixado; estar só é saber que Vós sois grande, ó meu Deus, que só Vós sois grande, e que não há grande diferença entre a imensidão dos grãos de areia e a imensidão das vidas humanas. A diferença não afeta a solidão, pois aq