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Nesta Quaresma não sejas tíbio… compromete-te!

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Quinze gestos de caridade de que nos esquecemos com frequência 1.- Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de ti. Que mais havemos de dizer? Não importa se é um problema de Matemática, uma simples pergunta ou alguém que tem fome. A ajuda nunca é demais. Todos precisamos uns dos outros. Ainda que estejas habituado a ajudar, não te esqueças que também precisas de ser ajudado. 2.- Escutar a história de alguém. Sem julgar. Com amor. Saber escutar é o que nos torna humanos. Cada história que te contam vai unir-te mais ao outro: filhos, companheira, chefe, professor, preocupações e alegrias. Sabes bem que não são só palavras. São partes da sua vida que precisam de ser partilhadas. 3.- Lembrar aos outros o quanto gostamos deles. Tu sabes que os amas. E eles? Os gestos, os abraços, as palavras nunca sobram. Se Jesus não se tivesse feito carne, jamais entenderíamos que Deus é Amor. 4.- Alegrar-se com as coisas boas dos outros. Costumamos não falar sobre o que gostamos nos outr

Quarta-feira de Cinzas

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As cinzas que nos vão ser impostas marcam o início da  Quaresma .  São o símbolo da nossa precariedade e de que somos finitos. “ Lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar ”.  Ao contrário da sociedade de hoje que procura ocultar a morte, o rito das Cinzas torna-a presente e nos convida a dar importância às coisas que permanecem, que não são passageiras… Como? Respondendo ao tríplice apelo de  Jesus  que o  Evangelho  deste dia nos recorda:  esmola (partilha de bens), oração e jejum . As cinzas, segundo a tradição, obtêm-se dos ramos benzidos no último  Domingo de Ramos , maneira de se manifestar a relação entre a  Quaresma  e  Semana Santa  e a sua imposição é verdadeiro ato penitencial a realizar-se depois da homilia que para ele nos encaminha. Este começo da Quaresma quer-nos fazer entrar no caminho que, pela renúncia ao nosso egoísmo, nos levará à alegria da  Páscoa . ***** Diz a Sagrada Escritura: « Voltai para Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lament

QUARESMA

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Breve história da Quaresma No princípio, a Igreja preparava-se para celebrar a Páscoa , jejuando Sexta-Feira Santa e Sábado Santo. Os 40 dias da Quaresma foram introduzidos pela Igreja, segundo S. Leão Magno e Santo Agostinho , para que os fiéis durante este longo retiro anual comemorassem solenemente a Paixão e Morte de Cristo . O facto de serem 40 dias foi certamente sugerido pelo jejum de Moisés e Elias e especialmente de Jesus, no deserto, antes de dar começo à Sua vida pública. A Quaresma foi mencionada a primeira vez no cânone quinto do Concílio de Niceia no ano 325, e nas «Cartas Festivais» de Santo Atanásio.  A Liturgia da Quaresma , compilada entre os anos 461 e 596 mostra em cada uma das suas páginas o muito que sofreram então os cristãos de Roma. Durante esse período de tempo, Roma era repetidas vezes assediada e saqueada pelos Vândalos, Godos, Hunos e Lombardos. In Almanaque Popular 2005 O luto quaresmal Uma atmosfera de dó sempre caracterizou o período d

O “Sacramento” da Quaresma

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Os textos da Quaresma , quadra litúrgica em que vamos entrar, falam-nos do “ sacramento da Quaresma ”. “ Sacramento ” quer dizer “ sinal ” e a Quaresma é verdadeiro sacramento, é sinal eficaz da salvação que o Senhor nos oferece. O mais importante não é o que nós faremos – mais penitência e oração, mas o que o Senhor quer fazer em nós e connosco. A graça que Ele nos comunica é mais importante que as nossas orações, penitências e renúncias. São 40 dias de escuta da Palavra de Deus , de caminhada com os olhos n’Ele, de preparação, na alegria para a Páscoa… mais importante que a Quaresma . O Concílio recomenda-nos: “ Ponham-se em relevo, tanto na Liturgia como na catequese litúrgica, os dois aspectos característicos do tempo quaresmal, que pretendem, preparar os fiéis, (…) que devem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e dar-se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal ” (SC.10) ***** Diz a Sagrada Escritura:  « Tende cuidado em não prati

A Reconciliação pela Páscoa

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Continua a ter sentido a celebração do sacramento da confissão pela Páscoa .  O caminho quaresmal da purificação e de conversão… leva-nos, naturalmente, à reconciliação com Deus, connosco e com os outros . Este sacramento –  chamemos-lhe: “confissão”, “penitência” ou “reconciliação”  – foi instituído pelo Senhor no dia de Páscoa e é, de facto, o sacramento da Páscoa .  Na tarde desse dia, a Igreja recebeu do seu Senhor a missão de anunciar a Boa Nova da Misericórdia : Jesus soprou sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo e disse-lhes: “ Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos ” (Jo 20, 22-23). É bom entrarmos na Páscoa – a passagem com Cristo para a Vida Nova – celebrando com humildade este sacramento que nos leva a morrer para o pecado e a reconciliarmo-nos com Deus, com os outros e connosco… para podermos acolher em nós a Vida do Ressuscitado . ***** Diz a Sagrada Escritura:  « Àquel

Quaresma - Tempo de partilha

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Na partilha de bens, os cristãos ocupam os primeiros lugares e as obras de inspiração cristã, como a  Cáritas , Conferências Vicentinas , a Obra do P. Américo e outras semelhantes… gozam, no geral, de boa reputação e de eficácia largamente reconhecida.  Não podemos gloriar-nos pois estamos sempre longe do que era necessário e “ não saiba a tua direita o que faz a esquerda ”… Quando lemos o Evangelho e, em particular, as Bem-Aventuranças ( felizes os pobres… ), apercebemo-nos de que são apelos ao absoluto, sentimos vertigens e, então, procuramos adaptá-las à nossa medida.  Seria, porém, incrível proclamar a fraternidade universal em Cristo e, ao mesmo tempo, deixar que muitos morram de fome enquanto tantos esbanjam. A caridade fraterna, e portanto a partilha, é “ sacramento ” – sinal – da presença de Cristo entre nós. Desde o princípio –  vede como eles se amam!  – a fraternidade atuante dos cristãos, entre eles e com os outros, é testemunho de fácil leitura para todos. ***

Quaresma - Tempo de jejum

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 Tempo de Quaresma , tempo de partilha, tempo de jejum… O Senhor diz-nos as suas preferências :  “ O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente… pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão. Então, a tua luz surgirá como a aurora ”. (Is. 58, 6-8) Jejuar assim exige que paremos para refletirmos sobre nós e a nossa vida, pensarmos um pouco mais nos outros, comprometermo-nos a agir concretamente, com os nossos próprios meios, pequenos ou grandes – renunciar a uma chávena de café, uma taça de álcool, um bolo, um programa de televisão…  O que importa é que sejamos sinceros e nos convertamos.  Paulo VI  insistia “ Todos os fiéis são chamados a fazer penitência, cada um à sua maneira; a conversão deve manifestar-se comunitariamente ”. Jejuamos… para partilhar. ***** Diz a Sagrada Escritura : « Nem só de pão v