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A Oração Eucarística

A oração eucarística é o centro da celebração: do Prefácio até à doxologia (Por Cristo, com Cristo, em Cristo…) somos convidados a entrar na grande acção de graças. Embora rezada em voz alta apenas pelo celebrante, diz respeito a todos. São dez as aprovadas e uma com possibilidade de pequenas variantes… também por se rezarem quase sempre as mesmas, recitadas no mesmo tom de voz… acabamos por decorar as palavras… o que pode provocar o risco da diminuição da atenção. Todos temos de procurar compreendê-la melhor e também de escolher aquela que melhor se adapta ao dia. Não é assunto reservado ao celebrante… Os grupos de Liturgia têm uma palavra a dizer.

O papel do padre é fundamental: a sua própria maneira de estar, de rezar o texto e o tom da voz, poderão contribuir para que a assembleia entre em acção de graças e na contemplação do mistério que aqui se revela.

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Diz a Sagrada Escritura: «Fazei isto em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha». (I Cor. 11, 25-26)

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Uma afirmação divina
Nunca é demais lembrá-lo,
Para que o tempo e a rotina
Não se juntem a apagá-la.
 
Jesus olhou a Sua Grei
E, em verdade, disse assim:
- Eu convosco ficarei
Pelos séculos sem fim.


Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 02.02.2014
Foto retirada da internet

Gestos que falam


Foi numa paróquia rural cuja assembleia de domingo parecia composta de pessoas de culturas diferentes…

A primeira leitura foi proclamada, de maneira admirável, por um adolescente. Soube depois que fora escolhido de entre os que frequentam a catequese. Ao descer do ambão, colocou-se diante do altar, um bocadinho ao lado, de costas para o povo e esperou. A salmista avançou lentamente, colocou-se ao lado dele e os dois inclinaram-se diante do altar. O primeiro recuperou o seu lugar e ela subiu para o ambão e cantou o Salmo.

Salmista e segunda leitora repetiram o mesmo gesto. Tranquilamente, cada um tomou o seu tempo de saudar o altar, sinal da presença de Cristo.

Gestos realizados pausadamente, nas celebrações eucarísticas que, naturalmente, introduzem um breve espaço de silêncio, de respiração. Mas, por estas simples atitudes, Cristo é colocado no centro da celebração e a Palavra de Deus atinge outra dimensão…

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Diz a Sagrada Escritura: «Irmão, peço-vos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vivais sempre em harmonia. Não haja divisões entre vós: vivei unidos no mesmo ideal e no mesmo pensamento». (I Cor. 1, 10)

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Todo o cristão deve crer
Que o Evangelho é força e luz,
Só pelo facto de ser
A palavra de Jesus.
 
Sendo assim, é evidente,
Que, se a Palavra nos fala,
A Vida estará presente
Em quem souber escutá-La.

Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 26.01.2014
Foto retirada da internet

O abraço da paz


Abraço da paz - Liturgia
O gesto da paz é um rito muito apreciado nas nossas assembleias. O excesso de entusiasmo que, no início, suscitou foi temperado pela nova Introdução Geral do Missal Romano, que convida a desejar-se a paz “de maneira sóbria e unicamente àqueles que nos rodeiam”. (nº82)

O importante neste gesto é o sentido simbólico. Não se trata de efusões de alegria entre uma banda de amigos que exprimem assim o gosto do reencontro e de estarem juntos, nem de uma ocasião para saudar as pessoas – que se pode fazer no início ou no fim das celebrações – mas de mostrar que desejamos entrar na dimensão de paz que Jesus traz ao mundo e que ultrapassa os nossos conflitos. Por vezes até se vê estender as duas mãos ao outro: gesto ao mesmo tempo sóbrio e mais significativo do que o simples aperto de mão e pode exprimir melhor o alcance simbólico do rito.

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Diz a Sagrada Escritura: «Que o Deus da Paz… vos torne aptos para toda a espécie de bem, a fim de que façais a Sua vontade». (Heb. 13, 20-21)

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Será só rotina fútil
O costume de ir à Missa?
E lá não se desperdiça
Muito tempo em causa inútil?
 
- A Missa é um jorro de luz
Para aquele que acredita
Que nessa hora bendita
Tem encontro com Jesus.

Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 19.01.2014
Foto retirada da internet

VIA LUCIS - Caminho da Luz


Na próxima Sexta-feira, 5 de Abril, pelas 21h00, em Mateus, e destinada a todos os cristãos das paróquias de Arroios, Constantim e Mateus (Unidade Pastoral), vai realizar-se uma celebração litúrgica denominada: VIA LUCIS.

A propósito desta iniciativa, transcrevemos o seguinte texto:

«LUZ GLORIOSA. São estas as primeiras palavras de um dos mais antigos hinos cristológicos. O Cristo Ressuscitado é a luz do mundo. Foi isto que motivou a vasta reflexão feita pelo Vaticano II para descobrir o mistério da Ressurreição. Antes, a atenção fixava-se de preferência na cruz. Ela é o “altar do mundo”, e é mais do que justo venerá-la. Nela “esteve suspenso o Salvador do Mundo” (Sexta-Feira Santa, Convite na apresentação da Cruz).

Mas Ele sofreu e morreu para ressuscitar. Não podemos parar na cruz. Paixão e Ressurreição são duas faces inseparáveis da mesma medalha. Cristo «foi entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação» (Rm 4, 25). Também a Ressurreição tem valor salvífico: «Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé» (1 Cor 15,14). Por outro lado, «Cristo, ressuscitado dentre os mortos já não morre; a morte já não tem domínio sobre Ele» (Rm 6,9). O Cristo que eu encontro na Liturgia, na Palavra, nos irmãos, nos sacramentos – é o Ressuscitado.

Não será de estranhar, pois, que à VIA CRUCIS (Via Sacra ou Caminho da Cruz) tradicional, que revive as várias etapas do caminho das dores de Cristo, se acrescente agora a VIA LUCIS (Caminho da Luz), na qual se revivem as estações mais significativas do caminho pascal de Cristo; os factos, os encontros e os testemunhos evangélicos acerca do acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição de Jesus. De resto, a forma de “Breviário popular”, que é o Rosário, ao lado dos mistérios gozosos e dolorosos propôs sempre os gloriosos.

Não existe ainda, para esta VIA LUCIS, uma tradição sólida, com a verificação de experiências e a aprovação da Igreja. E para que isto aconteça, é mesmo preciso que alguém comece. [...] O importante é começar, sem pretender ser definitivo, mas com a modesta intenção de ajudar os que querem encontrar o Ressuscitado e “tocá-lo com a fé”, conscientes de que «emanava d’Ele uma força que a todos curava» (Lc 6,19).»

Apresentação que o beneditino Dom Mariano A. Magrassi, arcebispo de Bari-Bitonto, faz do texto italiano intitulado “Via lucis – le apparizioni del Risorto celebrate in quindici etappe”, adaptado por Lopes Morgado (retirado da internet).

Quem quiser ter acesso ao texto integral da celebração proposta, clique aqui:

O silêncio dos atos litúrgicos

A participação nas celebrações litúrgicas, como o Senhor disse a Moisés, exige que descalcemos os sapatos porque a terra que pisamos é sagrada. Exige silêncio.

Fazer o silêncio não é apenas eliminar o ruído exterior. Se queremos fazer verdadeira experiência de Deus e participar nos atos comunitários da fé… é indispensável o silêncio exterior mas também o interior, evitar tudo o que nos possa distrair e calar a nossa imaginação, para escutarmos a Palavra de Deus, a interiorizarmos e, depois, a levarmos para o concreto do nosso dia-a-dia.

Se descuidarmos o silêncio nas celebrações, não é possível o encontro com Deus: «Moisés e os sacerdotes levíticos falaram assim: “Cala-te e escuta, ó Israel”» (Dt. 27,9).

Cala-te e escuta”. Duas palavras que indicam outras atitudes dos crentes. Fiel é aquele que se cala, escuta, obedece e, depois, procura pôr em prática a Palavra de Deus.

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Diz a Sagrada Escritura: «Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus(Mt. 6)

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Todo o cristão deve crer
Que o Evangelho é força e luz,
Só pelo facto de ser
A Palavra de Jesus.

Sendo assim, é evidente
Que, se a Palavra nos fala,
A Vida estará presente
Em quem souber escutá-La.

In Jornal “AVÉ MARIA” (Semanário) - Vila Real, 04.03.2012