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Reconhecemo-nos pecadores


Desde o princípio da celebração a Igreja convida-nos a reconhecermo-nos pecadores, embora não se trate do sacramento da penitência e da reconciliação. Trata-se da Santa Missa.

Se na Santa Missa não são perdoados os pecados… porquê o sacramento da penitência ou confissão?

A Santa Missa não é o lugar da confissão dos pecados. Confessamos o amor de Deus, depois de termos escutado a Palavra que nos revela e que nos leva a tomar consciência da distância que nos separa daquele amor. De facto dizemos: “Confesso a Deus…” mas não nos esqueçamos de que se trata de uma preparação – como aliás se faz no início do sacramento da penitência – que nos permite reconhecermo-nos pecadores “porque pecamos”. O final desta oração situa bem o seu alcance e finalidade: “Peço à Virgem Maria, aos santos e aos santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus nosso Senhor”.

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Diz a Sagrada Escritura: «Por meio de Cristo, Deus reconciliou-nos consigo e confiou-nos o ministério da reconciliação.» (II Cor. 5, 18)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,

Onde todo o bom cristão

Vai lavar a penitência.


É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa

Entre Jesus que perdoa,
E um contrito pecador.


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 03.11.2013

A Reconciliação pela Páscoa

Continua a ter sentido a celebração do sacramento da confissão pela Páscoa. O caminho quaresmal da purificação e de conversão… leva-nos, naturalmente, à reconciliação com Deus, connosco e com os outros.

Este sacramento – chamemos-lhe: “confissão”, “penitência” ou “reconciliação” – foi instituído pelo Senhor no dia de Páscoa e é, de facto, o sacramento da Páscoa. Na tarde desse dia, a Igreja recebeu do seu Senhor a missão de anunciar a Boa Nova da Misericórdia: Jesus soprou sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos” (Jo 20, 22-23).

É bom entrarmos na Páscoa – a passagem com Cristo para a Vida Nova – celebrando com humildade este sacramento que nos leva a morrer para o pecado e a reconciliarmo-nos com Deus, com os outros e connosco… para podermos acolher em nós a Vida do Ressuscitado.

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Diz a Sagrada Escritura: «Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos». (Jo 20, 23)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 10.03.2013

Quaresma, tempo de conversão

A nossa caminhada quaresmal não pode contentar-se com formalidades nem como o pouco mais ou menos… há-de atingir-nos no mais profundo de nós mesmos, levar-nos à conversão. Converter-nos é “morrer com Cristo para com Ele ressuscitarmos”.

A conversão autêntica, por isso, faz doer, implica cortar, deixar, mudar, reformar… o que sempre doer. Se o não faz… é porque ainda “não pusemos o dedo na chaga” e ainda continuamos nas formalidades e nos atos exteriores que nada têm a ver com o nosso íntimo. É mais fácil darmos uma esmola, deixarmos de tomar um cálice… do que evitarmos seriamente uma ocasião de pecado, fazer guerra ao egoísmo… Não, nesse caso, a Quaresma ainda não atingiu a raiz da nossa personalidade, nem nos conferirá o direito de tocar as campainhas da Páscoa.

Celebrar a Quaresma é vermo-nos ao espelho de Cristo e encararmo-nos à luz das suas exigências. Não nos deixará ficar na superficialidade.

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Diz a Sagrada Escritura: «O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente… repartir o pão com os esfomeados… dar abrigo… vestir os nus e não desprezar o teu irmão…» (Is. 58, 6-7)

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O linho, para ser linho,
Sofre tantas provas duras!
Mas, depois dessas torturas,
Vai aos altares, branquinho.

Irmão que me lês, tem calma,
Se és desprezado ou doente,
Porque a dor é o detergente
Que branqueia a tua alma.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – 18.03.2012

Confissão, para quê?

Jesus veio para perdoar e curar. Ao longo da sua vida perdoou às mais variadas pessoas e, na Cruz, perdoou aos que O matavam: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”…

Quis que o Seu perdão estivesse sempre na Igreja, em benefício de todos. Um dia disse aos Apóstolos: “Tudo o que ligardes na terra, será ligado nos céus; tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus” (Mt. 18, 18). No dia de Páscoa, dir-lhe-á: “A quem perdoardes os pecados os pecados serão perdoados…”. Confiou-lhes, assim, a tarefa de continuar a perdoar e a reconciliar em seu nome pois de cada vez que se celebra devidamente este Sacramento, Ele mesmo o retifica junto do Pai.

Foi assim que os Apóstolos compreenderam e praticaram. Ainda hoje a Igreja continua a perdoar através do Sacramento do Perdão. Bem vivido, é fonte de alegria e paz. Vale a pena experimentar.

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Diz a Sagrada Escritura: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos». (Jo. 20, 22)

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É na cristã penitência
Sacramento do perdão,
Onde todo o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário), 11.03.2012

São condições indispensáveis para se realizar uma boa e frutuosa confissão:

1.- Exame da própria consciência.
2.- Arrependimento real dos pecados cometidos.
3.- Propósito sincero de conversão, de mudança de vida, de abandono do pecado.
4.- Confissão dos próprios pecados ao sacerdote que, nesse acto, age na pessoa de Cristo e representa a Igreja, que perdoa. O padre dá uma penitência como demonstração de alegria pelo perdão, e disposição para uma vida nova.
5.- Absolvição, perdão dos pecados.
Fonte