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Constantim viveu intensamente a Semana Santa

Durante a Semana Santa deste ano (2017), os fiéis da Paróquia de Constantim participaram ativamente nas diversas celebrações que se realizaram durante esta semana, que o anterior Missal Romano chamava de Semana Maior.

No Domingo de Ramos, os fiéis juntaram-se no Largo de S. Frutuoso, donde, depois dos ritos iniciais e da bênção dos ramos, saíram, em procissão muito concorrida, para igreja paroquial, onde foi celebrada a Eucaristia Dominical

Na Quinta-feira Santa, pelas 21h, foi celebrada a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com o rito do “lava-pés”. Neste ano, o presidente da celebração, Mons. Fernando Matos, lavou os pés a doze elementos do Grupo de Jovens de Constantim, recentemente reativado.

Na Sexta-feira Santa, pelas 9h, realizou-se a tradicional Via Sacra. Este ano, cada uma das 14 estações foi encenada pelos elementos do Grupo de Jovens, de tal modo que muitos dos presentes não conseguiram conter as lágrimas, em alguns dos momentos de imenso sofrimento vividos por Jesus. Esta Via Sacra foi transmitida, em direto, online, através da página do Grupo de Catequese e Acólitos de Constantim no FB, e que teve cerca de 1800 visualizações. Pelas 14h, teve lugar a Solene Ação Litúrgica da Tarde, com a Leitura da Paixão, a Adoração à Cruz e a Comunhão.

No dia de Sábado Santo, pelas 9h45, o Grupo de Acólitos dinamizou a Liturgia das Horas (Oração de Laudes) e, pelas 23h, realizou-se, pela primeira vez em Constantim, a Solene Vigília Pascal, presidida pelo nosso pároco, Pe. Ricardo Pinto. Depois da bênção do Lume Novo no Nicho de Nª Sª de Fátima e aceso o Círio Pascal, todos os fiéis se dirigiram, em procissão, para a igreja paroquial, que foi “pequena” para acolher todos os que quiseram participar.

No Domingo da Ressurreição, o Anúncio Pascal teve início pelas 14h30, com o rito do envio de 4 equipas, que percorreram todas as ruas de Constantim, levando o anúncio da Ressurreição do Senhor Jesus a todos os lares da localidade. A Eucaristia dominical teve início pelas 17h30.


Votos de continuação de Santas Festas Pascais!

Tríduo Pascal

Num documento da reforma litúrgica que dá pelo nome de “Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário Romano” lêem-se estas palavras: “O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico” (NGALC 18; EDREL 856). A este sagrado Tríduo chama-se também Tríduo Pascal: “tríduo”, por abranger um período de três dias consecutivos; “pascal”, por acontecer nas imediações da Páscoa de Jesus.
Afirmar que o Tríduo é o ponto culminante do ano litúrgico equivale a dizer que ele é o verdadeiro centro de toda a liturgia cristã. Ele não é uma simples festa, mas a festa das festas; não é apenas uma grande solenidade, mas a solenidade das solenidades cristãs (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1169). Não há, no decurso do ano litúrgico, nada maior do que ele. Santo Agostinho chamava-lhe “Tríduo de Cristo morto, sepultado e ressuscitado”.
Qual a razão desta importância ímpar do Tríduo Pascal, perguntarão os nossos leitores? A resposta volta a dá-la o documento já citado juntamente com a Constituição Litúrgica: “Porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal” (Ibidem), e porque “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas acções litúrgicas” (SC 7). É esta presença de Cristo, particularmente nas celebrações do Tríduo Pascal, que faz delas o ponto culminante da liturgia cristã.
Está quase a chegar o Tríduo Pascal deste ano. O seu início vai acontecer «na Missa da Ceia do Senhor» (tarde de Quinta-Feira santa). Mas o Tríduo propriamente dito será a Sexta-Feira Santa (dia da paixão, morte e sepultura de Jesus), o Sábado Santo (dia em que o corpo de Cristo repousou no sepulcro) e o Domingo (dia da ressurreição e das primeiras aparições de Jesus). O coração pulsante do grande Mistério é a «Vigília Pascal, mãe de todas as santas vigílias» (NGALC 19.21; EDREL 857.859).
Bendito seja Deus pela Liturgia destes três dias santíssimos. Não é para recordar factos do passado, por mais importantes que sejam, que participamos nas celebrações do Tríduo, mas para tornar presente um Mistério, cuja eficácia nos envolve e une a Cristo. O Senhor da cruz, do túmulo e da ressurreição toca-nos naqueles ritos, ilumina-nos nas palavras e cânticos que proferimos e escutamos. Não somos nós que nos tornamos santos, mas é Cristo que nos santifica através da participação viva, consciente e activa nestas celebrações.
Se já adquiriste o hábito de não trocar a participação no Tríduo por outras ocupações da tua vida, dá graças ao Senhor e continua a fazê-lo. Se, pelo contrário, nunca participaste nas suas celebrações, deixa-me dizer- -te que ainda não descobriste o que é começar a ser cristão deveras. Se quiseres, aceita livremente o meu convite: vem ao Tríduo. Nele encontrarás Cristo, e, se não Lhe opuseres resistência, Ele transformará a tua vida.
Mais do que tu próprio, por tuas orações e trabalhos, é Cristo, na Liturgia, que te torna cristão a valer. O cristianismo não é um voluntarismo. É um DOM. Vem do Pai, não nasce de ti, embora procure e suscite em ti a resposta da tua liberdade. Pela Liturgia da terra participa desde já, cristão, na Liturgia celeste que eternamente é celebrada no seio da Santíssima Trindade.
P. José de Leão Cordeiro (Secretariado Nacional de Liturgia)

Abril de 2017