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Sobre a formação litúrgica dos fiéis (2)


Continuo o meu raciocínio, iniciado na edição anterior, sobre a educação/formação litúrgica dos fiéis, particularmente no que concerne a uma participação ativa e consciente, de todos e de cada um de nós, na Eucaristia. Comecemos, pois, pelo princípio; e, sem intenção de ser exaustivo, levanto algumas questões para reflexão individual.

Quando os sinos tocam, chamando-nos para a Missa (“o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor”), nós fazemos a caminhada, até à igreja, conscientes do que, em comunidade, aí vamos fazer: celebrar a nossa fé em Jesus Cristo; louvar, agradecer e adorar a Deus; pedir perdão pelas nossas contínuas falhas para com Deus e para com os irmãos; ouvir a Palavra do Senhor, sem esquecer de a levar para a vida quotidiana; fazer memória da Paixão do Senhor e celebrar o seu Mistério Pascal? Ou vamos, essencialmente, para nos reencontrarmos e convivermos, durante algum tempo, com os amigos?

Antes de entrarmos na igreja, desligámos o telemóvel? Depois de passarmos a porta de entrada, o que fazemos: ajoelhamo-nos, benzemo-nos e preparamo-nos interiormente para a celebração em que vamos participar? Ou vamos visitar e rezar a todas as imagens dos santos colocados, ou não, nos altares laterais, e passamos rapidamente, sem nos deter, junto ao sacrário? Ou continuamos, alegremente, a nossa conversa iniciada na rua, mesmo depois de já ter começado o cântico de entrada?

Escreveu Romano Guardini, em “Sinais Sagrados”, recentemente reeditado (2ª ed., Set2017) pelo Secretariado Nacional de Liturgia, sobre o acto de nos ajoelharmos: “Quando dobrares o joelho, não o faças apressadamente e de forma descuidada. Dá alma ao teu acto! E que a alma do teu ajoelhar consista em inclinar também o coração diante de Deus, em profunda reverência. Quando entrares ou saíres da igreja ou passares diante do altar, dobra o joelho profunda e lentamente e que todo o teu coração acompanhe este flectir. Isso há-de significar: «Meu Deus altíssimo!...» Isto sim que é humildade e verdade, e fará sempre bem à tua alma.” E sobre o acto de nos benzermos: “Quando fizeres o sinal da cruz, fá-lo bem feito. Não seja um gesto acanhado e feito à pressa, cujo significado ninguém sabe interpretar. Mas uma cruz verdadeira, lenta e ampla, da testa ao peito, dum ombro ao outro. Sentes como ela te envolve todo?”

Concluída a oração colecta (a oração do presidente da celebração que recolhe as orações de todos os que estão a celebrar a Missa, e que, habitualmente, é dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo), sentamo-nos de forma adequada e predispostos a escutar a Palavra de Deus? Ou sentamo-nos, displicentemente, de perna cruzada, como quem está numa mesa de café ou num sofá em casa, e sempre curiosos com o que se passa em qualquer local da igreja?

Iniciada a Liturgia da Palavra, estamos atentos a escutar o que Deus nos quer dizer naquele momento, e que pode dar um sentido totalmente novo ao que nos acontece no dia-a-dia?  Ou aproveitamos para comentar tudo e mais alguma coisa, com o vizinho do lado?

Quando toda a assembleia recita o Credo, fazemo-lo calmamente, pensando e acreditando nas palavras que proferimos? “Creio em Deus, Pai… Creio em Jesus Cristo… Creio no Espírito Santo… Creio na Igreja… Professo um só Baptismo… Creio na vida eterna…”. Ou não?

Vou ter de continuar na próxima edição! Fiquem com Deus.

José Pinto

Sobre a formação litúrgica dos fiéis (1)

No dia 4 de Dezembro de 1963, durante a III Sessão pública, o II Concílio Ecuménico do Vaticano aprovou a Constituição «Sacrosanctum Concilium» sobre a Sagrada Liturgia, a qual abriu o caminho para uma profunda reforma da Liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana.

Foi o primeiro documento a ser votado, e dado o reduzidíssimo número de votos contra (4 non placet), em comparação com os votos a favor (2147 placet), este tema foi o único aprovado sem resistência pelos bispos do Concílio e adoptado quase por unanimidade. Desde então, permanece em contínua transformação, conforme prevê o mesmo documento: «Na verdade, a Liturgia compõe-se duma parte imutável, porque de instituição divina, e de partes susceptíveis de modificação, as quais podem e devem variar no decorrer do tempo, se porventura se tiverem introduzido nelas elementos que não correspondam tão bem à natureza íntima da Liturgia ou se tenham tornado menos apropriados.» (SC, 21)

A propósito da educação/formação litúrgica dos fiéis, que é de importância primordial, pode ler-se nesta Constituição: «Procurem os pastores de almas fomentar com persistência e zelo a educação litúrgica e a participação activa dos fiéis, tanto interna como externa, segundo a sua idade, condição, género de vida e grau de cultura religiosa, na convicção de que estão cumprindo um dos mais importantes múnus do dispensador fiel dos mistérios de Deus. (…).» (SC, 19)

Passados quase 54 anos desde a sua aprovação, parece-me que vai sendo tempo de se refletir e tomar consciência sobre qual é, atualmente, o grau de conhecimento dos fiéis sobre a Liturgia. Não sobre assuntos teológicos relacionados com a Liturgia, que poderão exigir alguma formação mais profunda (embora necessária e que não faz mal a ninguém…), mas sim sobre o que poderemos considerar de mais essencial, “mais básico”, (desculpem-me a expressão), para que qualquer baptizado possa celebrar dignamente a Eucaristia e participar noutras celebrações.

Quando não se sabe – porque não se aprendeu ou já se esqueceu - como fazer e/ou porque é que se faz assim e não de outra maneira, quase sempre se faz por ver fazer os outros (repetimos o que vemos), embora, muitas vezes, e lamentavelmente, de forma errada. E em vez de se dar um contributo sério e colaborar para a beleza da Liturgia, e ainda que inconscientemente, estamos a contribuir para que “o culto da majestade divina” (SC, 33) não seja participado e vivido como deve ser, com toda a dignidade e “nobre simplicidade” (SC, 34).

Diz um ditado popular, “Aprender até morrer”! No entanto, estou cada vez mais convencido de que nos assuntos relacionados com a celebração da nossa fé em Jesus Cristo, e depois da caminhada catequética até à recepção do Sacramento do Crisma (se não se interrompeu antes…), a “aprendizagem ao longo da vida” e a “formação contínua” são conceitos ou palavras vãs.

Se o Senhor Diretor da VTM me autorizar, continuarei com o meu raciocínio na próxima edição. Até lá, se Deus quiser, e “façam-me o favor de ser felizes”!

José Pinto

Educar para a Fé, uma missão partilhada

O Município de Vila Real promoveu, no passado dia 18 de abril, no Grande Auditório do Teatro “Manuel do Nascimento Martins” - Vila Real, a realização das I Jornadas de Educação, sob o tema: “Educar, uma missão a partilhar”.
Enquanto participante nestas Jornadas, e no decorrer das mesmas, algo provocou em mim a necessidade de compartilhar uma reflexão, ainda que sucinta, sobre a educação para a Fé em Jesus Cristo, uma missão que é, ou deve ser, partilhada por todos os fiéis de uma comunidade paroquial, cada qual com o seu carisma, com a sua vocação, com a sua disponibilidade, com o seu ser em relação com o Outro e com os outros!
Diz um provérbio africano que, “Para educar uma criança, é necessária toda uma aldeia”, isto é, mesmo sem esquecer que “A família é o primeiro lugar de educação humana e cristã”, educar não deve ser dever ou direito exclusivo dos pais e/ou da família (mais ou menos alargada), antes é algo que deve ser assumido por todos aqueles que fazem parte da mesma comunidade, e que contribuem para a educação da criança, partilhando com ela o seu “saber”, o seu “saber fazer” e o seu “saber ser”, pois só assim a mesma será ou poderá ficar completa.
Educar para a Fé em Jesus Cristo é, em primeiro lugar, um dever dos pais e padrinhos (dever que assumiram no dia do baptizado da criança, perante Deus e a comunidade!), mas, também, um dever de todos os que na comunidade se relacionam com a criança, sendo que o acto/processo de educar para a fé não pode nem deve ser apenas por palavras mas, essencialmente, pelo testemunho verdadeiro na vida quotidiana.
As três grandes áreas pastorais da Igreja e de uma comunidade paroquial: evangelizar (catequese), celebrar (liturgia) e amar (acção sócio-caritativa), têm de estar todas presentes na ação/processo de educar para a fé, pois, de outro modo, se alguma delas falha, a fé não é plena, fica “manca”. Os vários grupos paroquiais, enquanto tal, e os seus membros, sob a orientação indispensável do pároco (como um maestro que dirige uma orquestra, mas que está impossibilitado de tocar todos os instrumentos) têm de dar o seu contributo para que cada uma e todas as crianças cresçam na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3, 18).
Ou seja, só através de uma complementaridade entre a Catequese [que tem como finalidade última “pôr as pessoas não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade, com Jesus Cristo” (DGC, 80)], a Liturgia (na qual se torna presente o Mistério de Cristo, se invoca o Espírito Santo, e se manifesta a fé adorando a Santíssima Trindade), e a acção sócio-caritativa [através da qual se cumpre o mandamento do Senhor: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.” (Jo 13, 34)], é possível educar para uma fé consciente, madura e responsável, que se inicia e se fortalece, não como um passe de magia, mas como um processo gradativo de procura e de caminhada até chegar ao feliz encontro com Aquele por quem o nosso coração anseia!
Votos de continuação de umas Santas Festas Pascais!
José Pinto
Texto publicado no Jornal "A Voz de Trás-os-Montes" - 27.04.2017 | Imagem retirada da internet

Servir com Amor e Alegria


Servir com Amor e Alegria” é o lema do Grupo de Acólitos de Constantim, constituído em 2011, e que conta já com 13 elementos, de ambos os sexos.
Este lema foi definido a partir do refrão do Hino dos Acólitos: “O acólito serve com Amor / A Mesa da Palavra do Senhor / O acólito serve na Alegria / O Altar da Eucaristia”, e está inscrito na bandeira do referido grupo. O Hino dos Acólitos é da autoria de Diana Vedor, acólita da Diocese do Porto, revisto por João Paulo Q. e A. Cartageno.
Esta bandeira foi benzida pelo pároco de Constantim, Pe. Ricardo Pinto, durante a Eucaristia Dominical, por ocasião das festas em honra de Sta Maria da Feira, Sta Bárbara e S. Frutuoso (último Domingo do mês de Julho), e apresenta como principais elementos gráficos: a cor azul, (cor litúrgica dedicada a Nossa Senhora, padroeira da paróquia) na bordadura da bandeira e na casula do presidente da celebração; o altar, com duas colunas constituídas pelas letras A e Ω (respetivamente, alfa e ómega, primeira e última letras do alfabeto grego, e que simbolizam Jesus Cristo, Princípio e Fim de todas as coisas); uma hóstia sobre um cálice, em cima do altar, frente ao sacerdote; dois acólitos (de ambos os sexos), um de cada lado do altar, segurando um círio. Por baixo, o lema do Grupo: “Servir com Amor e Alegria”, e a identificação do mesmo: Grupo de Acólitos de Constantim – Vila Real.
Aproveitamos para agradecer todo o trabalho gráfico realizado pelo Prof. José Armando Ferreira.
Para quem não esteja tão familiarizado com este serviço eclesial, importa esclarecer que um acólito (instituído ou não) acompanha e serve o presidente da celebração da Eucaristia, um Bispo ou um Presbítero. Porém, é também seu dever ajudar o Diácono, o Ministro Extraordinário da Comunhão, bem como qualquer outra pessoa que necessite de auxílio durante a celebração da Eucaristia ou outras celebrações litúrgicas. Mas, é bom não esquecer que, essencialmente, o acólito acompanha e serve sempre o próprio Jesus. 
Assim, o acólito é um cristão que tem em si um autêntico espírito de serviço, e que fica interiormente contente quando, com as suas ações, presta uma ajuda eficaz e desinteressada à sua paróquia e aos seus irmãos, àqueles que partilham a mesma fé em Jesus Cristo.
A função do acólito, seja ela qual for (porque há muitas tarefas que um acólito pode e deve executar, cf. a IGMR, nn 187-193), é um serviço que se presta e não uma oportunidade para se “mostrar”. Servindo Jesus, deve seguir o Seu exemplo: Jesus veio “não para ser servido, mas para servir” (Mc 10, 45), fazendo da vida um serviço e uma doação a todos os outros por amor. O que deve mover o acólito, particularmente no serviço litúrgico, é a dedicação, o empenho, o amor e a graça de Deus.
A nível nacional, existe um Serviço Nacional de Acólitos que, para além de outras atividades, particularmente de formação, organiza a Peregrinação Anual de Acólitos a Fátima, no dia 1 de maio de cada ano. Nesta peregrinação anual participam milhares de acólitos, de ambos os sexos, de todas as idades e de todas as dioceses de Portugal. O Grupo de Acólitos de Constantim já participou nas peregrinações anuais realizadas em 2015 e 2016. O padroeiro internacional dos Acólitos é S. Tarcísio (adolescente mártir do séc. III, em Roma), e o padroeiro nacional é o Beato Francisco Marto, um dos três Pastorinhos de Fátima.
Num tempo em que cada vez se torna mais atual o alerta do Divino Mestre “Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe.” (Mt.9, 38), parece-nos que os grupos de acólitos existentes nas diversas paróquias podem ser, ou são mesmo, um verdadeiro alfobre de vocações consagradas.
José PintoMembro do Grupo de Acólitos de Constantim

Encontro de Acólitos de Constantim - Arciprestado do Centro I



 
Realizou-se no passado dia 25 de Outubro (Sábado), entre as 9h00 e as 14h00, o Encontro de Acólitos de Constantim - Arciprestado do Centro I (Vila Real e Sabrosa).

As actividades, de acordo com o programa previsto, iniciaram-se às 9h00, com o acolhimento, no Centro Social e Paroquial de Constantim. Depois da Oração de Laudes, presidida pelo nosso pároco, Pe. Ricardo Pinto, foi apresentada, pelo Pe. Hélder Libório (Responsável pelo Secretariado Diocesano da Liturgia) uma breve conferência que abordou os temas “O acólito é!” e “O acólito na Família”.

Já na igreja paroquial, foi celebrada a Santa Missa, a que se seguiu um Momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

O Encontro terminou com um almoço partilhado.

De acordo com o Livro do Acólito, editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia, «A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.»

O acólito pode ser instituído ou não. A maioria dos acólitos, de ambos os sexos, que exercem o seu ministério nas diversas paróquias, são acólitos não instituídos. No entanto, eles e elas prestam um serviço inestimável à Igreja, servindo Jesus Cristo na pessoa que preside à celebração litúrgica.

Anualmente, o Serviço Nacional de Acólitos realiza, no dia 1 de Maio, uma Peregrinação Nacional de Acólitos a Fátima.

Em 2015, de 4 a 6 de Agosto, vai realizar-se Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma.

Periodicamente, o Grupo de Acólitos de Constantim pretende promover actividades deste género e outras, para as quais vai sempre convidar os grupos de acólitos das outras paróquias do Arciprestado do Centro I e, quando foi considerado conveniente, mesmo de toda a Diocese de Vila Real.
 

Um único altar com duas mesas


O Concílio Vaticano II levou-nos a redescobrir que a Igreja sempre venerou e apreciou a Sagrada Escritura (cfr. DV, 21), e que, na Santa Missa, Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística são de igual importância para a nossa vida cristã.

Não basta escutar a Palavra nem viver só de pão, mesmo que este seja a Eucaristia. A Palavra, para ser posta em prática, precisa do Pão que dá força para A levarmos ao concreto da vida. O Verbo é a Palavra que Se fez Carne e Pão da Vida (Jo 6, 48) e nós alimentamo-nos das duas: da Bíblia e da Eucaristia (cfr PO, 18).

Daí as duas mesas que, na Eucaristia, se prolongam uma à outra, num único e mesmo altar. Não estão separadas, são lugar privilegiado de encontro com o Senhor que nos fala no ambão, através dos textos proclamados, e a assembleia Lhe fala na outra mesa eucarística através da “Oração Eucarística”.

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos os crentes participavam assiduamente na pregação dos Apóstolos, na celebração da Eucaristia [= fracção do pão], nas orações comunitárias e na união fraterna». (Act. 2, 42))

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Quando se vivia a fé,
Todo o cristão ia à missa,
Sem vergonha nem preguiça,
De longe, à chuva e a pé.
 
É escutar Deus, que nos fala,
Como irmãos em multidão;
É Deus feito refeição
E os Seus filhos a tomá-la.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 16.02.2014

Levar a comunhão aos doentes


Levar a comunhão aos doentes é prática, na Igreja, desde os inícios. É a principal razão de ser da reserva eucarística nos sacrários. Normalmente esse serviço é realizado aos domingos. Como nem sempre o padre está disponível, foram instituídos os Ministros Extraordinários da Comunhão que, confirmados pelo Bispo da Diocese, exercem essa missão.

Não substituem o padre, ajudam-no nessa tarefa ou noutra que lhes seja confiada. Quando, numa celebração, há padres, diáconos ou acólitos instituídos… compete a estes distribuir a Sagrada Comunhão, não aos ministros.

Escolher alguém para ministro… não é “prémio” ou “condecoração” mas é pedir-lhe um serviço. Nalguns lugares faz-se de maneira discreta, noutros com alguma visibilidade: depois da Sagrada Comunhão, os ministros aproximam-se do altar e o celebrante, ao entregar o relicário, diz-lhes: “Ide levar o Corpo de Cristo aos irmãos doentes”, uma forma de sublinhar a união da assembleia com eles.

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Diz a Sagrada Escritura: «Se, entre vós, alguém estiver doente, mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem por ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. Esta oração feita com fé, restituirá a saúde ao doente, e Deus o aliviará. E, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados(Tiago, 5, 14-15)

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No Seu Amor tão profundo,
Cristo fez-Se sacramento,
Ficando no sofrimento
De quem sofre neste mundo.
 
Se quiseres encontrar-te
Com Jesus, a qualquer hora,
Fá-lo em toda a parte,
Com gente sofredora.


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 09.02.2014

A Oração Eucarística

A oração eucarística é o centro da celebração: do Prefácio até à doxologia (Por Cristo, com Cristo, em Cristo…) somos convidados a entrar na grande acção de graças. Embora rezada em voz alta apenas pelo celebrante, diz respeito a todos. São dez as aprovadas e uma com possibilidade de pequenas variantes… também por se rezarem quase sempre as mesmas, recitadas no mesmo tom de voz… acabamos por decorar as palavras… o que pode provocar o risco da diminuição da atenção. Todos temos de procurar compreendê-la melhor e também de escolher aquela que melhor se adapta ao dia. Não é assunto reservado ao celebrante… Os grupos de Liturgia têm uma palavra a dizer.

O papel do padre é fundamental: a sua própria maneira de estar, de rezar o texto e o tom da voz, poderão contribuir para que a assembleia entre em acção de graças e na contemplação do mistério que aqui se revela.

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Diz a Sagrada Escritura: «Fazei isto em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha». (I Cor. 11, 25-26)

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Uma afirmação divina
Nunca é demais lembrá-lo,
Para que o tempo e a rotina
Não se juntem a apagá-la.
 
Jesus olhou a Sua Grei
E, em verdade, disse assim:
- Eu convosco ficarei
Pelos séculos sem fim.


Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 02.02.2014
Foto retirada da internet

Gestos que falam


Foi numa paróquia rural cuja assembleia de domingo parecia composta de pessoas de culturas diferentes…

A primeira leitura foi proclamada, de maneira admirável, por um adolescente. Soube depois que fora escolhido de entre os que frequentam a catequese. Ao descer do ambão, colocou-se diante do altar, um bocadinho ao lado, de costas para o povo e esperou. A salmista avançou lentamente, colocou-se ao lado dele e os dois inclinaram-se diante do altar. O primeiro recuperou o seu lugar e ela subiu para o ambão e cantou o Salmo.

Salmista e segunda leitora repetiram o mesmo gesto. Tranquilamente, cada um tomou o seu tempo de saudar o altar, sinal da presença de Cristo.

Gestos realizados pausadamente, nas celebrações eucarísticas que, naturalmente, introduzem um breve espaço de silêncio, de respiração. Mas, por estas simples atitudes, Cristo é colocado no centro da celebração e a Palavra de Deus atinge outra dimensão…

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Diz a Sagrada Escritura: «Irmão, peço-vos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vivais sempre em harmonia. Não haja divisões entre vós: vivei unidos no mesmo ideal e no mesmo pensamento». (I Cor. 1, 10)

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Todo o cristão deve crer
Que o Evangelho é força e luz,
Só pelo facto de ser
A palavra de Jesus.
 
Sendo assim, é evidente,
Que, se a Palavra nos fala,
A Vida estará presente
Em quem souber escutá-La.

Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 26.01.2014
Foto retirada da internet

O abraço da paz


Abraço da paz - Liturgia
O gesto da paz é um rito muito apreciado nas nossas assembleias. O excesso de entusiasmo que, no início, suscitou foi temperado pela nova Introdução Geral do Missal Romano, que convida a desejar-se a paz “de maneira sóbria e unicamente àqueles que nos rodeiam”. (nº82)

O importante neste gesto é o sentido simbólico. Não se trata de efusões de alegria entre uma banda de amigos que exprimem assim o gosto do reencontro e de estarem juntos, nem de uma ocasião para saudar as pessoas – que se pode fazer no início ou no fim das celebrações – mas de mostrar que desejamos entrar na dimensão de paz que Jesus traz ao mundo e que ultrapassa os nossos conflitos. Por vezes até se vê estender as duas mãos ao outro: gesto ao mesmo tempo sóbrio e mais significativo do que o simples aperto de mão e pode exprimir melhor o alcance simbólico do rito.

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Diz a Sagrada Escritura: «Que o Deus da Paz… vos torne aptos para toda a espécie de bem, a fim de que façais a Sua vontade». (Heb. 13, 20-21)

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Será só rotina fútil
O costume de ir à Missa?
E lá não se desperdiça
Muito tempo em causa inútil?
 
- A Missa é um jorro de luz
Para aquele que acredita
Que nessa hora bendita
Tem encontro com Jesus.

Fonte: Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 19.01.2014
Foto retirada da internet

Comentários às leituras do Domingo IV da Páscoa


LEITURA I - Actos 13, 14.43-52
«Vamos voltar-nos para os pagãos»

Desde o princípio, os discípulos de Jesus compreenderam que o amor e os planos de salvação do «Bom Pastor» eram universais, abarcavam toda a humanidade.

Por isso, S. Paulo, vendo na hostilidade dos judeus uma indicação de Deus, volta-se, definitivamente, para os pagãos, no desejo de continuar a missão de Jesus, estabelecido por Deus luz das nações e Salvador de toda a terra. O Apóstolo estava, na verdade, convencido de que a Igreja tem de ser missionária. Tem de levar a todos os homens e a todos os povos sem distinções a salvação alcançada por Jesus.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 99 (100), 2.4.5.6.11.12.13b (R. 3c)
Refrão: Nós somos o povo de Deus, somos as ovelhas do seu rebanho.

LEITURA II - Ap 7, 9.14b-17
«O Cordeiro será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva»

Unido, pelo seu Baptismo, a Cristo, Bom Pastor, o cristão participa já do triunfo do Ressuscitado. O cristão, vivendo a fé recebida, trabalhando pela construção de um mundo melhor, um mundo sem injustiças, sem desigualdades, sem divisões, prolonga, no tempo presente, esse mesmo triunfo.

Contudo, o seu destino é mais glorioso, pois ultrapassa os horizontes do mundo. A vida do cristão, com efeito, é uma caminhada, sob a direcção do Bom Pastor, para as águas vivas da vida eterna, para o Céu. Será aí que, finalmente, a grande família de Deus, composta de homens de todas as raças e culturas, se reunirá, para viver uma felicidade sem sombra, no gozo pleno do triunfo definitivo de Cristo Ressuscitado.

ALELUIA - Jo 10, 14
Refrão: Aleluia.
Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me.

EVANGELHO - Jo 10, 27-30
«Eu dou a vida eterna às minhas ovelhas»

Aquele que, pela fé, aceitou a palavra de Jesus e aderiu à Sua Pessoa, fica estreitamente unido a Ele. Na verdade, o Senhor Jesus estabelece com o Seu discípulo relações de profunda intimidade, caracterizadas por um conhecimento mútuo e uma amizade recíproca, que levam a uma comunhão de vida: Jesus comunica àquele que acredita n’Ele a Sua vida, a vida mesma de Deus, a vida que não morre.

Em virtude desta união com Cristo, o cristão sente-se já salvo em plenitude e, mesmo no meio das vicissitudes da vida, experimenta uma inabalável segurança, que tem o seu fundamento no próprio poder do Pai, de que Jesus participa, pois é um com Ele.

Fonte

Divina Misericórdia

João Paulo II deu ao segundo domingo de Páscoa o título “Domingo da Divina Misericórdia”. Os textos da Santa Missa e do Ofício divino continuam a ser os mesmos de antes, mas a devoção centrada neste atributo de Deus ganhou importância devido aos escritos de Santa Faustina, religiosa que viveu em Cracóvia, diocese da Polónia de que João Paulo II foi Pastor.

O Concílio Vaticano II recomenda que as devoções populares se harmonizem com a Liturgia e só teriam preferência sobre o domingo se forem de “máxima importância” (SC. 13 e 106).

A devoção à misericórdia divina é uma expressão do nosso reconhecimento pelo que o Senhor instituiu na tarde de Páscoa: “A quem perdoardes os pecados serão perdoados”.

A Irmã pediu que, nesse dia, se festejasse a misericórdia divina, petição corroborada por todos os bispos do País. O Papa, em 1995, concedeu-o á Polónia e, em 2000, à Igreja inteira.

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Diz a Sagrada Escritura: «Não tema. Eu sou o Primeiro e o Último, que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos e tenho a chave da morte e da morada dos mortos». (Ap. 1, 17-19)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde todo o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus que perdoa
E um contrito pecador.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 07.04.2013

Comentários às leituras do Domingo III da Páscoa


LEITURA I - Actos 5, 27b-32.40b-41
«Somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo»

Levados, pela segunda vez, diante do Sinédrio, os Apóstolos, transformados e animados pelo Espírito Santo, dão um corajoso testemunho acerca de Jesus. Procedendo como cabeça da Igreja, como chefe dos outros Apóstolos, revestido duma autoridade, que lhe vinha, directamente, de Cristo, Pedro anuncia a Morte e a Ressurreição de Jesus e proclama que Ele continua vivo no meio dos homens, como Senhor e Salvador.

Continuar este testemunho de Pedro, através dos séculos, em todas as circunstâncias históricas, na alegria ou na tribulação, nisto consiste a vida da Igreja.

SALMO RESPONSORIAL - Sal. 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a)
Refrão: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. Repete-se

LEITURA II - Ap 5, 11-14
«Digno é o Cordeiro que foi imolado de receber o poder e a riqueza»

Com a Sua Ressurreição, Jesus Cristo foi constituído Senhor de todas as coisas, de todos os seres espirituais e materiais, mesmo daqueles cuja existência ainda não conhecemos. Centro de toda a criação, que para Ele ficou orientada, o Senhor Ressuscitado, confundindo-se agora com a única Majestade de Deus, recebe o agradecimento e o louvor da assembleia dos santos.

Unindo-se a este louvor, as nossas assembleias eucarísticas, inundadas de alegria pascal, testemunham que Jesus Cristo, nosso Deus, é o verdadeiro Senhor da História.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Ressuscitou Jesus Cristo, que criou o universo e Se compadeceu do género humano. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Jo 21, 1-19
«Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho,fazendo o mesmo com os peixes»

Depois de preparar os discípulos, através da pesca milagrosa realizada pelo grupo chefiado por Pedro e na sua barca, Jesus determina o lugar, que ele deve ocupar na Sua Igreja, constituindo-o «Pastor» do Seu único rebanho.

O Senhor Jesus será sempre Pastor único e insubstituível da Igreja, que santificou com a Sua Morte e a vivificou com a Sua Ressurreição. Mas Pedro, a quem Jesus comunicou os Seus mesmos poderes, ficará à frente dela, neste tempo que vai desde a partida do Senhor Jesus até à Sua vinda final.

Fonte

Reforma do Ano Litúrgico

A reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II restaurou o Ano Litúrgico. Muitos não a compreenderam: “Tiraram-nos a festa daquele santo… Mudaram tudo…”. O Concílio nada suprimiu. Pôs em ordem as celebrações do longo do ano, segundo a ordem de valor.

O domingo como “o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis… não dever ser sacrificado a outras celebrações que não sejam da máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o centro de todo o ano litúrgico” (SC 106).

As festas do santos “muitas delas ficarão a ser celebradas só por uma igreja particular ou nação ou família religiosa, estendendo-se a toda a Igreja as que festejam santos de inegável importância universal” (SC 111).

Assim, na Eucaristia dominical, às 52 leituras de epístolas e 52 de evangelhos, alguns prefácios, uma oração eucarística, juntaram-se mais 26 leituras bíblicas, muitos prefácios e 12 orações eucarísticas (as que vêm no Missal).

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Diz a Sagrada Escritura: «É hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós… o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz(Rom 13, 11-13)

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Tudo à volta já se apressa
Para a quietude do Advento:
Pára todo o crescimento
E a folha cai na floresta.

Sem pecado original,
A Virgem cheia de graça,
É n’Ela que Deus planeia
O mistério do Natal.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 2.12.2012

Liturgia e Mistério Pascal

A liturgia eucarística identifica o mistério pascal como o mistério da fé: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição até ao regresso glorioso de Jesus Crucificado e Ressuscitado, vinde Senhor Jesus!

Em cada Eucaristia fazemos memória (= lembra e torna presente) desse mistério. “A santa mãe Igreja considera seu dever celebrar… a memória sagrada da obra da salvação do seu divino esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano na Páscoa. (…) Distribui todo o mistério de Cristo pelo correr do ano, da Incarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança na vinda do Senhor. Com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor… em todo o tempo, para que os fiéis… se encham de graça” (SC 102).

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Diz a Sagrada Escritura: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do céu; se alguém comer deste pão viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo”. (Jo 6, 51)

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Como se vivia a fé,
Todo o cristão ia à missa,
Sem vergonha nem preguiça,
De longe, à chuva e a pé.

É escutar Deus, que nos fala,
Como irmãos em multidão;
É Deus feito refeição
E os Seus filhos a tomá-la.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 25.11.2012

Ideias fundamentais

Na Constituição sobre a Liturgia do Concílio Vaticano II podemos destacar três ideias fundamentais a ter sempre em conta.

A primeira é a participação plena, consciente e ativa dos fiéis nos atos litúrgicos. A participação é o termómetro que mede a vitalidade da celebração. Ninguém pode limitar-se a assistir como espectador mudo ou estranho.

A segunda palavra emblemática da Constituição é a relação da Liturgia com a vida da comunidade cristã. Ela é “simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte donde dimana toda a sua força” (SC 10). É na Liturgia, «especialmente no sacrifício eucarístico que se “opera o fruto da nossa redenção”» (SC 2). Não há vida cristã sem liturgia.

A outra é sobre a Palavra de Deus: “Prepare-se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da Bíblia” (SC 31).

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Diz a Sagrada Escritura: «Procurai, cada vez com mais empenho, permanecer fiéis à escolha e ao chamamento que recebeste de Deus”. (II Ped. 1, 10)

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É Deus que semeia a flor
Que se chama vocação,
Colocando-a no melhor
Canteiro do coração.

É lá que deve nascer;
Mas, depois, é necessário
Que se vá robustecer
No alfobre do Seminário.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 18.11.2012

Concílio e Liturgia

A reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II é a maior de todas na história da Igreja. Descobri-la para melhor a vivermos… é o nosso dever.

Não foi feita sobre os joelhos. O documento final – Sacrossanctum Concilium = Sagrado Concílio – foi aprovado a 4 de Dezembro de 1963 com 2.147 votos a favor e 4 contra, debatido em 15 assembleias plenárias, submetido, capítulo a capítulo, à análise, mereceu 328 intervenções orais e 350 escritas que provocaram centenas de correções.

Foi o primeiro documento conciliar a ser aprovado e pretende levar a assembleia celebrante a glorificar o Senhor em espírito e verdade, a aproximar-se do mistério da entrega de Cristo ao Pai em nosso favor, a participar ativamente nas celebrações litúrgicas. Introduziu o uso das línguas vernáculas – o português, o altar virado para o povo… não por mera mudança mas para melhor recebermos a Palavra e o Pão da Vida.

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Diz a Sagrada Escritura: «As obras que o Pai Me deu para realizar atestam que o Pai Me enviou. E o Pai que Me enviou deu testemunho de Mim» (Jo. 6, 29)

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Já que a humana inteligência,
Sem Deus, esbarra em mistério,
Quem levar a vida a sério
Estuda-O com diligência.

E quem diz que sabe tudo
Sobre Deus, é intrujão:
Tem de sobra em presunção
O que lhe falta em estudo.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 4.11.2012

Doenças Litúrgicas


As nossas paróquias sofrem de algumas doenças curiosas e que, em muitas, são frequentes. Poderíamos chamar-lhes “doenças litúrgicas”. O Boletim diocesano de Arkansas, nos Estados Unidos, aqui há anos, referida, com humor, algumas que a revista espanhola “Misa Dominical”, em 1998, resumiu

À primeira chamemos-lhe “afasia litúrgica”. É o súbito bloqueio das cordas vocais quando a Eucaristia principia. Até pode reinar a algazarra, o falatório, as saudações efusivas, a “feira”, como acontece em tantos casamentos, mas quando o ato litúrgico principia… é mesmo a perda de voz, nem participação nos cânticos, nem no fim das orações, nem nas mais pequenas aclamações! É o silêncio quase completo. É um mal que ataca mais os homens que as senhoras e cujo remédio se encontra, ao sair, tomando um café ou uma cerveja no bar da primeira esquina mais próxima da igreja.

Do outro lado do Atlântico ou deste, a doença é a mesma!

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos participavam assiduamente na pregação dos Apóstolos, na celebração da Eucaristia, nas orações comunitárias, e na união fraterna. (Act. 2, 42)

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Se um milagre é uma ação
De que só Deus é o autor,
Dos milagres o maior
Foi o da ressurreição.

É este grande sinal
O fundamento da Igreja
E, por isso, se festeja
Na Missa Dominical.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 19.08.2012
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