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Quaresma


Quarta-feira de Cinzas – este ano a um de Março - marca a entrada oficial na Quaresma e no ciclo da Páscoa. Na celebração litúrgica são impostas as cinzas, normalmente obtidas dos ramos do ano passado, guardados para este rito.

O povo hebreu, do Antigo Testamento, nas celebrações penitenciais, cobria a cabeça de cinzas e revestia-se de saco (Jer.6, 26; Jon.3, 5-9; Mt.11, 21). Embora, nos começos, este rito não fosse directamente associado ao início da Quaresma, desde muito cedo – anos 300 – algumas igrejas locais o integraram na penitência pública àqueles que caíam nos chamados “pecados capitais” e pediam a readmissão na comunidade: apostasia, heresia, assassinato, adultérios… Aqueles que reconheciam terem praticado esses pecados eram colocados no lugar reservado aos penitentes… e aí se preparavam para receberem a absolvição em Quinta-feira Santa.

Ainda hoje a Quaresma pretende preparar-nos para celebrarmos com o verdadeiro espírito a Páscoa do Senhor.

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Dia a Sagrada Escritura: «Feliz o homem que não segue o caminho dos ímpios… antes na lei do Senhor põe o seu enlevo.» (Salmo 1, 1-2)

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Se por todos és benquisto
E vives em paz completa,
Então, no dizer de Cristo,
Tu és um falso profeta.

Mas, se a verdade defendes,
Mesmo contra o mundo inteiro,
E não foges nem te rendes
És um homem verdadeiro.

(Pe. João Parente em A Escalada)

Reconhecemo-nos pecadores


Desde o princípio da celebração a Igreja convida-nos a reconhecermo-nos pecadores, embora não se trate do sacramento da penitência e da reconciliação. Trata-se da Santa Missa.

Se na Santa Missa não são perdoados os pecados… porquê o sacramento da penitência ou confissão?

A Santa Missa não é o lugar da confissão dos pecados. Confessamos o amor de Deus, depois de termos escutado a Palavra que nos revela e que nos leva a tomar consciência da distância que nos separa daquele amor. De facto dizemos: “Confesso a Deus…” mas não nos esqueçamos de que se trata de uma preparação – como aliás se faz no início do sacramento da penitência – que nos permite reconhecermo-nos pecadores “porque pecamos”. O final desta oração situa bem o seu alcance e finalidade: “Peço à Virgem Maria, aos santos e aos santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus nosso Senhor”.

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Diz a Sagrada Escritura: «Por meio de Cristo, Deus reconciliou-nos consigo e confiou-nos o ministério da reconciliação.» (II Cor. 5, 18)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,

Onde todo o bom cristão

Vai lavar a penitência.


É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa

Entre Jesus que perdoa,
E um contrito pecador.


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 03.11.2013

A Reconciliação pela Páscoa

Continua a ter sentido a celebração do sacramento da confissão pela Páscoa. O caminho quaresmal da purificação e de conversão… leva-nos, naturalmente, à reconciliação com Deus, connosco e com os outros.

Este sacramento – chamemos-lhe: “confissão”, “penitência” ou “reconciliação” – foi instituído pelo Senhor no dia de Páscoa e é, de facto, o sacramento da Páscoa. Na tarde desse dia, a Igreja recebeu do seu Senhor a missão de anunciar a Boa Nova da Misericórdia: Jesus soprou sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos” (Jo 20, 22-23).

É bom entrarmos na Páscoa – a passagem com Cristo para a Vida Nova – celebrando com humildade este sacramento que nos leva a morrer para o pecado e a reconciliarmo-nos com Deus, com os outros e connosco… para podermos acolher em nós a Vida do Ressuscitado.

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Diz a Sagrada Escritura: «Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos». (Jo 20, 23)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 10.03.2013

Jornal "Avé Maria" - Nº 2603 (Semanário) - Vila Real - 27 de Março de 2011

Quaresma – Tempo de Penitência e Reconciliação

A Igreja, na Liturgia das Horas, reza todas as sextas-feiras do ano o Salmo 50. Ao longo da Quaresma, na Eucaristia, é rezado cinco vezes, quatro das quais nos primeiros dias: “Tende compaixão de mim, ó Deu…” Que “compaixão”?

Não nos enganemos, não se trata tanto de pedir perdão das nossas faltas mas de um chamamento à conversão: a certeza de um futuro sempre aberto e possível, por mais densas que sejam as sombras que envolvam a nossa vida pessoal e comunitária. Trata-se de um pedido insistente que o Senhor realize o seu projecto salvador e reconciliador em nós e no mundo.

E se aproveitássemos este tempo da Quaresma, como a Igreja nos convida, para vivermos plenamente este Salmo, encontrando um padre para celebrarmos a Penitência e a Reconciliação, “acolhermos o perdão de Deus e dele sermos testemunhas junto dos outros”?

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Diz a Sagrada Escritura:
«Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.» (Jo. 20, 22-23)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,
Onde todo o bom cristão
Vai lavar a consciência.

É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa
Entre Jesus, que perdoa,
E um contrito pecador.