Intenções do Papa - Janeiro de 2013

Para o mês de janeiro de 2013, Bento XVI confiou ao Apostolado da Oração as seguintes intenções.


Intenção geral: "Para que, neste Ano da Fé, os cristãos se aprofundem no conhecimento do mistério de Cristo e testemunhem com alegria o dom da fé nele".

Intenção missionária: "Para que as comunidades cristãs do Oriente Médio, muitas vezes discriminadas, recebam do Espírito Santo a força da fidelidade e da perseverança".

Participemos, também, com as nossas orações.

Santo Natal

Presépio
Mais uma vez celebramos o Natal do Senhor.

O sentimento dominante na nossa sociedade parece-me ser o de um invencível cansaço. Nenhuma mudança ou inovação se anuncia no horizonte: os fortes continuam a oprimir os fracos que aspiram a ser fortes para, por sua vez, os oprimirem também; os ódios, intolerâncias, egoísmos, guerras… continuam a imperar. Apetece perguntar ao Menino do presépio: “És Tu Aquele que vem ou devemos esperar outro”?

Nós, cristãos, mostramo-nos vezes de mais como pessoas que recordam: há 2000 anos… na mais extrema pobreza… numa gruta de animais em Belém nasceu o Salvador do mundo.

Mas mais importante que recordar, é que Jesus seja hoje salvação e libertação de tudo o que escraviza, vitória sobre todas as formas de opressão.

Santo Natal!... “Eis que nos anuncio uma grande alegria, e esta grande alegria é para todo o povo” (Lc 2, 10).

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Diz a Sagrada Escritura: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel». (Miq. 5, 1)

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Quem só pensa num Natal
Em paz, sem fome nem frio,
Talvez não proceda mal,
Mas tem um Natal vazio.

Para que o Natal não seja
Mais um dia sem valor,
Junta-te aos irmãos na igreja
E ajuda alguém sofredor.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 23.12.2012
Fonte da imagem

O Mistério da Igreja

Igreja - Povo de Deus
O Concílio Vaticano II, no dizer de espíritos mais conservadores e com alguma razão, alterou profundamente e revolucionou a Igreja…

A Igreja era vista como “uma sociedade governada pelo Papa”… Alguns cardeais (o belga Suenens e os franceses Lienart e Marty), porém, fizeram escutar uma outra concecão que viria a prevalecer: a Igreja é em primeiro lugar um mistério. O título da Constituição sobre a Igreja é Lumen Gentium = Luz dos Povos. A Luz dos Povos é Cristo e a Igreja é “o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano”.

Ao longo dos séculos insistiu-se na sua organização hierárquica. O Concílio juntou outros aspectos: Mistério, Povo de Deus e Hierarquia, aspectos inseparáveis, não acessórios, da mesma realidade humana e divina, (cf. LG8). O elemento visível não pode viver em contradição com o que anuncia e de que é sinal.

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo com Cristo, e estamos unidos uns aos outros, como membros desse mesmo Corpo». (Rom. 12, 4-5)

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Em compassada batida,
O coração não descansa
E por todo o corpo lança
O sangue, calor e vida.

E quem a graça conduz,
Neste corpo que é a Igreja,
É a vida que lateja
No coração de Jesus.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) - Vila Real, 16.12.2012

Mensagem de Bento XVI para a celebração do 46.º Dia Mundial da Paz

Mensagem de Bento XVI para a celebração do
46.º Dia Mundial da Paz

1 de janeiro de 2013

Bem-aventurados os obreiros da paz

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspetiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias,[1] anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspetos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.

E no entanto as inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.

Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

A bem-aventurança evangélica

2. As bem-aventuranças proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) são promessas. Com efeito, na tradição bíblica, a bem-aventurança é um género literário que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuranças não são meras recomendações morais, cuja observância prevê no tempo devido – um tempo localizado geralmente na outra vida – uma recompensa, ou seja, uma situação de felicidade futura; mas consistem sobretudo no cumprimento duma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exigências da verdade, da justiça e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ingénuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que já nesta vida – e não só na outra – se darão conta de serem filhos de Deus e que, desde o início e para sempre, Deus está totalmente solidário com eles. Compreenderão que não se encontram sozinhos, porque Deus está do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justiça e o amor. Jesus, revelação do amor do Pai, não hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experiência de um dom imenso: a participação na própria vida de Deus, isto é, a vida da graça, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.

Reforma do Ano Litúrgico

A reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II restaurou o Ano Litúrgico. Muitos não a compreenderam: “Tiraram-nos a festa daquele santo… Mudaram tudo…”. O Concílio nada suprimiu. Pôs em ordem as celebrações do longo do ano, segundo a ordem de valor.

O domingo como “o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis… não dever ser sacrificado a outras celebrações que não sejam da máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o centro de todo o ano litúrgico” (SC 106).

As festas do santos “muitas delas ficarão a ser celebradas só por uma igreja particular ou nação ou família religiosa, estendendo-se a toda a Igreja as que festejam santos de inegável importância universal” (SC 111).

Assim, na Eucaristia dominical, às 52 leituras de epístolas e 52 de evangelhos, alguns prefácios, uma oração eucarística, juntaram-se mais 26 leituras bíblicas, muitos prefácios e 12 orações eucarísticas (as que vêm no Missal).

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Diz a Sagrada Escritura: «É hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós… o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz(Rom 13, 11-13)

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Tudo à volta já se apressa
Para a quietude do Advento:
Pára todo o crescimento
E a folha cai na floresta.

Sem pecado original,
A Virgem cheia de graça,
É n’Ela que Deus planeia
O mistério do Natal.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 2.12.2012

Intenções do Papa – Dezembro 2012

Geral: A fim de que em todo o mundo os migrantes sejam recebidos com generosidade e caridade autênticas, especialmente pelas comunidades cristãs.

Missionária: Para que Cristo se revele a toda a humanidade com a luz que emana de Belém e se reflecte no rosto da sua Igreja.

Liturgia e Mistério Pascal

A liturgia eucarística identifica o mistério pascal como o mistério da fé: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição até ao regresso glorioso de Jesus Crucificado e Ressuscitado, vinde Senhor Jesus!

Em cada Eucaristia fazemos memória (= lembra e torna presente) desse mistério. “A santa mãe Igreja considera seu dever celebrar… a memória sagrada da obra da salvação do seu divino esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano na Páscoa. (…) Distribui todo o mistério de Cristo pelo correr do ano, da Incarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança na vinda do Senhor. Com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor… em todo o tempo, para que os fiéis… se encham de graça” (SC 102).

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Diz a Sagrada Escritura: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do céu; se alguém comer deste pão viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo”. (Jo 6, 51)

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Como se vivia a fé,
Todo o cristão ia à missa,
Sem vergonha nem preguiça,
De longe, à chuva e a pé.

É escutar Deus, que nos fala,
Como irmãos em multidão;
É Deus feito refeição
E os Seus filhos a tomá-la.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 25.11.2012

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