Consequências sociais do Evangelho


O Evangelho não apoia qualquer partido político mas te, sim, uma visão cristã dos problemas sociais e para ela chama a atenção dos crentes. Solidários de todos os homens e mulheres. Evocamos o debate político que se instaurou no nosso país a braços com a crise económica e, agora, assim parece, também política.

No passado, sacralizamos a política e… hoje, desvalorizamo-la. É agradável vivermos na abundância… mas que ela seja fruto do nosso trabalho. Sem isso… não há casa que resista. É evidente! A maneira de o conseguir… compete aos políticos.

No Concílio Vaticano II (G.S. 75) lemos: “A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo”. Rejeita que se conceda “à autoridade política um poder excessivo” (id.) como rejeita que ela “assuma formas totalitárias ou ditatoriais que lesam os direitos das pessoas” (id.).

Como cristão não posso fazer o que quero.

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Diz a Sagrada Escritura: «Lembrai-vos do que vos disse: - O escravo não é mais do que o seu Senhor. Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós(Jo. 15, 20)

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Se queres ter a alegria,
Põe em prática a ciência
De viver em harmonia
Com a tua consciência.
 
Se te falta aquele esteio
A que chamamos fé,
Segue o exemplo de Tomé
E grita: “Senhor, eu creio”.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 28 de Julho de 2013

Igreja e Política


A palavra de Jesus é clara: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt. 22, 21).

Jesus não foi um político nem os seus ensinamentos o são, manteve independência perante os partidos políticos do seu tempo, separou o “religioso” do “político”, rejeitou o carácter sagrado do poder político…

Também a Igreja, “em razão da sua missão e competência, de modo algum (…) está ligada a qualquer sistema político, (…) é (antes) sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa”. São duas realidades “independentes e autónomas”. (GS, 76)

Não tem nenhum partido político mas exclui liminarmente aqueles em que a “autoridade política assuma formas totalitárias ou ditatoriais, que lesam os direitos das pessoas ou dos grupos sociais” (CS. 75)… Reclama, sim, o direito de viver, anunciar permanentemente a sua doutrina e de denunciar tudo o que não respeite os direitos humanos.

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Diz a Sagrada Escritura: «Dai a cada um o que lhe é devido: o imposto a quem se deve o imposto; a taxa, a quem se deve a taxa; o respeito a quem se deve o respeito; a honra a quem se deve a honra» (Rom. 13, 7)

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Afirmas, em tom mordaz,
Que as políticas são sujas;
Pois, se estás limpo, não fujas
E mostra como se faz.
 
É útil que te convenças
Que se o mundo anda torto,
Não deves fingir de morto,
Mas defender o que pensas.


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) - Vila Real, 21.07.2013

Édito de Milão


Foi há 1.700 anos que os cristãos começaram a gozar de liberdade religiosa no Império Romano. Depois de quase 300 anos de perseguição, Constantino Magno, filho de Santa Helena, juntamente com Licínio, também imperador, promulgaram o “Edicto de Milão” que dava a paz à Igreja: liberdade religiosa a todos os habitantes do Império, abolia as leis contra os cristãos, restituía-lhes os lugares do culto pagando as indemnizações necessárias. Foi publicado dia 13.06.3013, em Nicomédia, lá para os lados do Bósforo e do Mar Negro
Constantino unificaria i Império tornando-se protector da Igreja, favorece-a com diversos privilégios abrindo caminho, sobretudo no Oriente, para o “césaropapismo” – a Igreja subordinada ao Estado. Após a sua morte, não tardou muito que o cristianismo se tornasse religião oficial do Império.
Hoje, - todos os reconhecem - , o poder político não se pode identificar com um “credo” religioso em detrimento de outros e deve garantir liberdade religiosa a todos os cidadãos.
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Diz a Sagrada Escritura: «Às autoridades judaicas que queriam proibir de falarem de Jesus, os Apóstolos responderam: “É preciso obedecer mais a Deus do que aos homens… Não podemos deixar de falar o que vimos e ouvimos”» (Act. 5, 29 e 4, 20)
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A droga e o alcoolismo
- Ó miséria das misérias! –
São calamidades sérias
E não há maior abismo.

Quem ainda tem a dita

De estar livre destes vícios,
Prefira mil sacrifícios
A essa praga maldita.
In Jornal “A Voz de Trás-os-Montes” (Semanário) – Vila Real, 14.07.2013

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