Reconhecemo-nos pecadores


Desde o princípio da celebração a Igreja convida-nos a reconhecermo-nos pecadores, embora não se trate do sacramento da penitência e da reconciliação. Trata-se da Santa Missa.

Se na Santa Missa não são perdoados os pecados… porquê o sacramento da penitência ou confissão?

A Santa Missa não é o lugar da confissão dos pecados. Confessamos o amor de Deus, depois de termos escutado a Palavra que nos revela e que nos leva a tomar consciência da distância que nos separa daquele amor. De facto dizemos: “Confesso a Deus…” mas não nos esqueçamos de que se trata de uma preparação – como aliás se faz no início do sacramento da penitência – que nos permite reconhecermo-nos pecadores “porque pecamos”. O final desta oração situa bem o seu alcance e finalidade: “Peço à Virgem Maria, aos santos e aos santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus nosso Senhor”.

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Diz a Sagrada Escritura: «Por meio de Cristo, Deus reconciliou-nos consigo e confiou-nos o ministério da reconciliação.» (II Cor. 5, 18)

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É na cristã penitência,
Sacramento do perdão,

Onde todo o bom cristão

Vai lavar a penitência.


É o encontro acolhedor
De pessoa com pessoa

Entre Jesus que perdoa,
E um contrito pecador.


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 03.11.2013

Realização do 3º magusto interparoquial


Tal como previsto, realizou-se ontem, Sábado (16 de Novembro), o magusto interparoquial (Arroios - Constantim - Mateus) para as crianças e adolescentes, pais e catequistas, junto à Igreja Paroquial de Arroios e edifícios anexos.

Este tipo de iniciativa teve início em 2011, com o magusto realizado em Mateus, continuou em 2012, em Constantim. Para o próximo ano se verá qual ou quais as iniciativas que se vão realizar a fim de promover a interparoquialidade das três comunidades cujo pároco é o Rev.mo Senhor Pe. Ricardo Pinto.

Os jogos de animação foram preparados e dinamizados pelos elementos do Agrupamento nº708 do CNE (Corpo Nacional de Escutas) – Mateus, aos quais aderiram as crianças e adolescentes dos grupos da catequese das três paróquias, pais, catequistas e pároco.

Depois dos jogos, todos os presentes partilharam uma agradável merenda, onde não faltaram: as febras assadas, bolos diversos, caldo verde e castanhas assadas, acompanhadas de água, refrigerantes e vinho (exclusivamente para os adultos!).
Início dos jogos de animação do magusto interparoquial
 

Uma Igreja em mudanças


O que é a Igreja? Quem sabe? A primeira ideia que vem ao pensamento é a do edifício com campanário ou então o Papa e os bispos.

É uma organização, dizem muitos. E, é verdade, também é uma organização que existe unicamente para a missão que Cristo lhe confiou: «- Ide, ensinai, baptizai…». Uma organização com hábitos, tradições, que podem mudar ao mesmo tempo que mudam as exigências da missão: os primeiros cristãos, vindos do judaísmo, renunciaram à circuncisão, embora importante para eles, porque impedia a adesão dos pagãos à Igreja. Quantas discussões, sofrimentos…  isso provocou. A fidelidade ao mandamento missionário de Cristo foi, porém, mais forte.

Mudar é correr riscos. A Igreja não existe para defender tradições mas para levar a todos a Boa Nova do Evangelho que a faz viver. O Evangelho é a sua única norma. Correrá riscos se não atender às palavras de Jesus: «Porque tendes medo? Não acreditais?».

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos nós, embora sejamos muitos, formamos um só Corpo com Cristo, e estamos unidos uns aos outros, como membros desse mesmo Corpo». (Rom. 12, 4-5)

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Quando se fala em Igreja,
Não se trata do edifício
Onde, em santo sacrifício,
O Povo reza e festeja.
 
É a Família infinita
Dos irmãos na Terra e nos Céus,
Em que o Pai é o próprio Deus
E a Mãe, a Virgem bendita.
 
In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 27.10.2013

Dia Mundial das Missões


Hoje, domingo das Missões [20 de Outubro de 2013], lembramos sobretudo o mundo que não conhece Jesus Cristo, onde a sua mensagem salvadora ainda não chegou e a Igreja – prolongamento de Cristo – ainda não está implantada. “O fim próprio desta actividade é o anúncio do Evangelho e a implantação da Igreja”.

Seria erro muito grave, porém, reduzir “Missões” a esta concepção. O Concílio Vaticano II o diz: «A Igreja é por sua natureza missionária, tem a sua origem na “missão” do Filho e Espírito Santo». «Cristo foi enviado ao mundo para salvar toda a humanidade». O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo, como lembra o Papa Francisco na sua mensagem para este dia. Todos somos chamados a tomar consciência da dimensão missionária que é inerente ao ser cristão, a deixarmo-nos interpelar pela mensagem, a testemunhá-la no dia-a-dia, e a levá-la também às “periferias” das nossas pessoas, comunidades e lugares.

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Diz a Sagrada Escritura: «Foi-Me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos». (Lc. 1, 48)

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Os cristãos que se recordem
Que Jesus não deu conselho:
O que ele deu foi a ordem
De ir pregar o Evangelho.
 
Se a vida não te consente
Ir trabalhar nas Missões,
Deves lá estar presente
Com dádivas e orações.

In Jornal “Avé Maria” ( Semanário) – Vila Real, 20.10.2013

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