Neste mês de Maio, o mês de Maria


Maria é Mãe e Mulher. Dela dizemos que é a verdadeira Eva e a Eleita do Senhor. Para nós, seus filhos, Ela é um presente do Pai. Por meio d'Ela chega-nos o dom maior e a maior graça, Jesus, o Senhor. Contemplar a beleza da nossa Mãe é um convite a olhar o seu coração sempre centrado em Deus. A sua entrega plena, que faz d'Ela a primeira discípula, discreta, simples e humilde como o seu Criador e Senhor. Maria é o espelho no qual podemos ver refletidas as atitudes de Jesus; atitudes que Ela encarnou e que nós podemos concretizar na nossa vida quotidiana.
Na escola de Maria aprendemos o estilo de Jesus, os seus gestos e as suas atitudes. Como ser, com Ela, discípulos missionários disponíveis para a missão do Filho, homens e mulheres colaboradores na missão de Jesus. Maria ensina-nos o modo de escutar o Pai, permitindo que Ele transforme a nossa vida em dom para os irmãos. Ela é fonte de inspiração para nos fazermos disponíveis.
Maria é a Mãe generosa, sempre disponível para acompanhar a vida dos seus filhos nos grandes empreendimentos e nos pequenos momentos da vida. Como fez com Jesus, desde o presépio até à cruz, na simplicidade da vida oculta e no compromisso da entrega total.
Aproveitemos este mês de maio para estar junto da nossa Mãe e aprender d'Ela a sua atitude de escuta e disponibilidade, colocando a nossa vida nas suas mãos, pedindo-lhe que nos ponha com seu Filho. De modo especial, convidamos-te a rezar o Rosário pela Paz com Click To Pray, contemplando Jesus com Maria e unindo-te ao Papa Francisco e à Igreja em África, para que, em união com a nossa Mãe, seja fermento de unidade e de esperança para os povos desse continente.
Equipa de Coordenação Internacional Click To Pray

O vídeo do Papa
Em “O Vídeo do Papa” de maio, Francisco agradece a religiosas, sacerdotes, leigos e missionários pelo trabalho em favor do diálogo e da reconciliação entre os diversos setores da sociedade africana... Leia mais
Maria na nossa vida espiritual
Maio é um mês importante, porque é o mês de Nossa Senhora, a Mãe da Igreja e nossa Mãe. É um mês que nos convida a dirigir o nosso olhar para a nossa querida Mãe do Céu. ... Leia mais
Conselho de oração para este mês
Às vezes, o problema na oração é que estamos tão cheios de nós mesmos, da nossa tagarelice interior, dos nossos pensamentos, desejando tão fervorosamente fazer tudo bem feito, que acabamos por querer dominar a própria oração e acumulamos obstáculos. Felizmente, nada consegue parar o Espírito Santo nem o amor!

«Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura»



A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28,19-20). […] O Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé n'Ele se estenda a todos os cantos da terra.

Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf Gn 12,1-3). Moisés ouviu a chamada de Deus: «Vai, Eu te envio» (Ex 3,10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf Ex 3,17). A Jeremias disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jer 1,7). […] Todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: a sair da própria comodidade e a ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho.

A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os setenta e dois discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (cf Lc 10,17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo […]. Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. O Senhor diz: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim» (Mc 1,38). […] Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo.

Papa Francisco
Exortação apostólica «A alegria do evangelho» §§19-23 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Maria pôs-se a caminho …, em direção a uma cidade de Judá»



«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá»
«Ei-lo que vem, saltando as montanhas!» (Cant 2,8). Antes de mais, Cristo dá-Se a conhecer à Igreja pela sua voz. Começou por lançar a sua voz por intermédio dos profetas: fazia-Se ouvir sem Se deixar ver. A sua voz erguia-se nas mensagens que dele davam notícia e, durante esse tempo, a Igreja-Esposa, reunida desde o princípio do mundo, apenas o ouvia. Mas um dia viu-o com os seus olhos e exclamou: «Ei-lo que vem, saltando as montanhas!» […]
E cada alma que é impelida pelo amor ao Verbo de Deus […] fica feliz e consolada quando sente a presença do Esposo, ela que até então se encontrava diante das difíceis palavras da Lei e dos profetas. Quando Ele Se aproxima dos seus pensamentos para a esclarecer na sua fé, a alma vê-O saltar montanhas e colinas […], e bem pode dizer: «Ei-l'O que vem!» […] É certo que o Esposo prometeu à Esposa, quer dizer, aos seus discípulos: «Estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20). Mas também disse que Se ia embora para tomar posse do Reino (Lc 19,12). Então, de novo em plena noite, ergue-se o grito: «Eis o Esposo que vem» (Mt 25,6).
Portanto, umas vezes o Esposo está presente e ensina; outras vezes, está ausente e é desejado […] Deste modo, quando a alma procura compreender e não consegue, para ela o Verbo de Deus está ausente. Mas quando encontra quem procura, Ele está presente e ilumina-a com a sua luz. […] Portanto, se quisermos ver o Verbo de Deus, o Esposo da alma, «saltando as montanhas», escutemos primeiro a sua voz e depois poderemos vê-l'O.
Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo | Comentário ao Cântico dos Cânticos, III, 11,10 s

«Mãe de todos os viventes» (Gn 3,20)


«Vi a cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do Céu, de junto de Deus, bela como uma esposa que se ataviou para o seu esposo» (Ap 21,2). Tal como Cristo desceu do Céu à Terra, também sua esposa, a Santa Igreja, tem origem no Céu: nasceu da graça de Deus, desceu com o próprio Filho de Deus e está-Lhe indissoluvelmente unida. A Igreja é formada por pedras vivas (1Ped 2,5) e a sua pedra angular (Ef 2,20) foi colocada quando o Verbo de Deus assumiu a natureza humana no seio da Virgem. Nesse instante, estabeleceu-se entre a alma do Filho divino e a alma de sua virginal Mãe o laço da mais íntima de todas as uniões, a que chamamos união nupcial.
Oculta ao mundo, a Jerusalém celeste tinha descido à Terra. Desta primeira união nupcial haveriam de nascer todas as pedras que se juntariam à poderosa construção, todas as almas que a graça despertaria para a vida. Deste modo, a Mãe esposa seria a Mãe de todos os redimidos. 
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa | «As Núpcias do Cordeiro»

S. Teresa Benedita de Cruz, Virgem e mártir, Padroeira da Europa

"Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) é, com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena, Padroeira da Europa. Filha de judeus, nasceu em Breslau (Alemanha), a 12 de Outubro de 1891.
Procurando ansiosamente a verdade, dedicou-se ao estudo da Filosofia até que encontrou a fé católica e se converteu. Muito a ajudou a leitura da autobiografia de Santa Teresa de Jesus: “Esta é a verdade!”, exclamou. Fez-se batizar em Janeiro de 1922. Prosseguiu o estudo e o ensino da Filosofia, procurando encontrar o modo de unir ciência e fé.
Em 1933, entrou para o convento das Carmelitas de Colónia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz e servindo os seus irmãos judeus e alemães. Em 1938 foi transferida para a Holanda, por causa da perseguição nazi. Acabou por ser presa, a 2 de Agosto de 1942, pela Gestapo, em represália a um comunicado dos Bispos dos Países Baixos contra as deportações dos judeus.
Foi morta nas câmaras de gás, em Auschwitz-Birkenau (Polónia), a 9 de Agosto do mesmo ano. Assim, recebeu a coroa do martírio.
Foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 1998."