Oração para depois da Comunhão

Igreja, Casa de Deus?


Igreja - Corpo de Cristo

O caso daquela mãe que levava frequentemente seu filhinho às igrejas: “Vamos ver a casa de Jesus” e um dia escutou: “Mamã, Jesus é muito rico, tem casas em toda a parte…”, não será o de muitas, mesmo de muitos cristãos?

Será correto definir igreja como “casa de Deus”? Era essa a concepção das religiões pagãs – morada de Deus. Os judeus procuraram sempre ficar nessa ideia que os profetas acerrimamente sempre combateram: está no templo, cá fora não nos vê.

Jesus foi claro (e igualmente os primeiros cristãos): “O Altíssimo não habita em moradas feitas pelos homens”.

A igreja cristã é sinal da presença de Deus porque nela, no edifício, se reúnem os cristãos que são o Corpo de Cristo, a Igreja. Deus não precisa de casas, nós precisamos para nos reunirmos. Não confundamos Igreja com casas da Igreja.

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Diz a Sagrada Escritura: «O Deus, Senhor do céu e da terra, não habita em santuários construídos pelas mãos dos homens.» (Act. 17, 24)

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Quando se fala em Igreja,
Não se trata do edifício
Onde, em santo sacrifício,
O Povo reza e festeja.

É a Família infinita
De irmãos na terra e nos Céus,
Em que o Pai é o próprio Deus
E a Mãe, a Virgem bendita.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 01.07.2012

Os primeiros educadores


Família, o projecto de Deus - Os primeiros educadores

Uma boa educação exige um bom precetor para cada criança, dizia conhecido pensador francês.

Deus, porém, disse melhor, fez mais e melhor, pois a natureza dá a cada jovem, desde o seu nascimento, dois mestres: seu pai e sua mãe.

Os primeiros educadores são os pais. Não são os únicos, mas continuam insubstituíveis devido aos laços de sangue e, sobretudo, à conivência do amor. Nem Estado nem ninguém pode esquecer isto.

Durante a vida, muitos acontecimentos podem surgir, portadores de alegria ou de sofrimento, um fato, porém, permanece: cada criança possui uma só mãe e um só pai e é confiada por Deus aos dois ao mesmo tempo. Ao longo de dezoito anos, têm direitos sobre ela. Por isso, devem amar e amar-se para permitir às crianças tornarem-se adultas.

Não escolhemos os pais mas nenhuma máquina inventará o sorriso de uma mãe, nem computador algum repetirá a voz reconfortante de um pai.

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Diz a Sagrada Escritura: «Se alguém não cuidar dos seus, e principalmente dos de sua casa, renegou a fé e é pior do que um infiel.» (I Tim. 5, 8)

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Venturoso pai cristão,
Vejo em teus olhos o brilho
Com que fitas esse filho
Que conduzes pela mão.

Sim, ó venturoso pai,
Nas tuas mãos, bem seguro,
Levas o próprio futuro
Nesse outro tu que aí vai.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 24.06.2012

Imagem retirada do blogue


O impacto do Cristianismo


Império Romano - O impacto do Cristianismo
O Cristianismo fez entrar no Império Romano uma nova conceção de vida; introduziu outras bases à vida e à morte, à família e à pessoa, à propriedade, aos filhos, ao sexo e ao próprio Estado, numa palavra, introduziu novos valores ou com outras bases.

Apesar das resistências e perseguições… o cristianismo modificou aquela sociedade: as pessoas tornaram-se iguais e solidárias, a vida é olhada como passagem e a morte como nascimento para a eternidade, a propriedade adquire a dimensão de serviço, a família torna-se estável e os filhos uma bênção de Deus, o sexo torna-se sagrado, o Estado deixa de ser divinizado…

Tudo isto é consequência de algo mais profundo: mundo limitado criado por Deus infinito que, diante da situação da humanidade, não hesita em enviar o seu Filho à terra para nos salvar.

O sangue dos perseguidos tornou-se semente de cristãos e o Império Romano, pagão, tornou-se cristão… Mas hoje, parece querer, em tantos aspetos, regressar ao paganismo.

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Diz a Sagrada Escritura: «Nada temas das coisas que hás-de padecer. (…) Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da Vida(Ap. 2. 10)

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Se te gabas de ser teu
O poder da liberdade,
Tens responsabilidade
Em ser crente ou ateu.

Já que a humana inteligência,
Sem Deus esbarra em mistério,
Quem levar a vida a sério
Procura-O com diligência.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 17.06.2012

Tempo Comum

Ano Litúrgico - Tempo Comum
Terminado o Tempo Pascal voltamos de novo ao chamado Tempo Comum, o período mais extenso do ano litúrgico, 33 a 34 semanas.
No Advento e Natal celebramos a Incarnação do Senhor, na Quaresma e Páscoa, a sua Morte e Ressurreição, a redenção. Neste Tempo celebramos todo o mistério do Senhor, desde a Incarnação até à sua vinda definitiva no fim dos tempos.

Chamamos-lhe “Comum” não porque seja menos importante, pelo contrário, tem todos os elementos para ser celebrado e vivido como importante para a vida cristã: abundância e diversidade de leituras bíblicas e orações… É o Domingo que ocupa o lugar de destaque.

Caracteriza-se pela cor verde dos paramentos nas celebrações, a cor da esperança, da natureza, da vida que floresce.

É também o que nos responsabiliza na missão: levar, pelo nosso testemunho, apostolado, acolhimento de quem precisa… a Boa Nova a toda a parte.

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Diz a Sagrada Escritura: «Deus predestinou-nos a ser semelhantes a Seu Filho para que Ele fosse o primogénito de muitos irmãos». (Rom. 8, 29)

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A vida é recomeço
Dia a dia, hora a hora,
E o que lhe dá mais apreço
É o esforço que a melhora.

Se queres ter alegria,
Põe em prática a ciência
De viver em harmonia
Com a tua consciência.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) - Vila Real – 10.06.2012

A Trindade


A Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo
Perante o mistério dos mistérios, a inteligência humana vacila. Os cristãos sempre procuraram compreender a grande novidade que Jesus Cristo nos revelou: um Deus único, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo. Mas, como em tantos casos, aquilo que a inteligência humana não atinge, consegue-o o amor.

Conscientes ou não, é esta verdade da nossa fé que nos faz viver. Jesus convida-nos a nela participarmos como num festim de amor pois cada um de nós tem o seu lugar na comunhão divina. Quando procuramos encontrar Deus na intimidade da oração, celebramos em Igreja a alegria de sermos amados pelo Senhor ou escutamos a sua Palavra para a praticar, tentamos amar como Cristo amou, a vida trinitária cresce em nós.

Fomos feitos para a vida trinitária. Quando pelo Espírito Santo nos deixamos abrir a esta realidade, atingimos a grandeza própria das criaturas humanas e a dignidade dos filhos de Deus.

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Diz a Sagrada Escritura: «E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o espírito do seu Filho, o que clama: “Abbá! – Pai!”» (Gal. 4, 6)

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Este mistério divino
Ultrapassa a inteligência:
Que, sendo Deus uno na essência,
Quanto a pessoas é trino.

Mas Jesus veio dizer
Esta verdade infinita:
E a nossa mente acredita,
Se que possa compreender.

In Jornal “Avé Maria “ (Semanário) – Vila Real, 3.6.2012

Intenções do Papa - Julho 2012

Intenções do Papa para o mês de Julho de 2012
Geral: A fim de de todos possam ter um trabalho e desempenhá-lo em condições de estabilidade e segurança.

Missionária: Para que os voluntários cristãos, presentes nos territórios de missão, saibam dar testemunho da caridade de Jesus Cristo.

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