Deus É o Primeiro


Deus não é um taxista, apesar de todo o respeito que os taxistas nos merecem.

Um táxi: chamo-o, ele para. Digo: “A tal lugar, rua, número…” E a viatura corre as ruas, quantas vezes estreitas, saturadas… Digo: «Vem», e ele vem: «Vai», e ele vai. (cf. Lc. 7, 8).

Deus não está à minha disposição, não é meu empregado, não está ao serviço das nossas ideias, mesmo daqueles que receberam o prémio Nobel ou possuem imensos haveres! Os homens quiseram pregá-lO numa cruz para que não lhes escapasse. Era melhor que numa prisão; tinham-nO à mão, podiam desprendê-lO quando entendessem como um objecto.

Deus é o primeiro, o chefe, é meu Pai. É assim. Posso fechar os olhos e dizer que o sol não existe… mas não elimino o sol.

Na lua ou debaixo do betão do abrigo atómico, ou nos bairros mais degradados… no teatro ou no café… Deus está, é sempre Deus… e para sempre.

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Diz a Sagrada Escritura: «Aquele que diz ser de Jesus deve também proceder como Ele procedeu(1Jo. 2, 6)

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Se és de Deus um peregrino,
Pára um pouco e nisto pensa
Caminhar na indiferença
É pôr em risco o caminho.

Por isso toda a missão
Dos batizados é isto:
Transmitir o Amor de Cristo
Que se traz no coração.

In Jornal "Avé Maria" (Semanário) – Vila Real, 22.07.2012

Férias


Agosto é o mês por excelência de férias. Com elas se foi sonhando ao longo do ano. Não as vejamos, porém, sob o prisma da diversão. Descansar, não é só um direito mas dever de quem trabalha o ano inteiro e a tempo inteiro. Ninguém é uma máquina. Se queremos corresponder com aprumo e dignidade às exigências imperiosas da vida e do trabalho, temos necessidade de parar.

Também não é o mesmo que nada fazer mas ponto de partida para encontro da paz de espírito, do sossego e calma, do encontro com o nosso mundo familiar, retemperantes do “stress” que se vive ao longo do ano.

Na bagagem de férias, para quem sai, não deve faltar um livro instrutivo, ameno. E porque não aproveitar as férias para consagrar alguns dias à nossa formação espiritual? (…)

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Diz a Sagrada Escritura: «Vinde a Mim todos os que estais cansados e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas(Mt. 11, 28-29)

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Verão é praia e calor,
O encanto da gente nova;
Mas é o tempo em que se prova
Que o bom cristão tem pudor.

Mas há coisas muito sérias,
Como Deus que nos governa,
Ou a salvação eterna,
Quem nunca permitem férias.

In Jornal "Avé Maria" (Semanário) – Vila Real – 05.08.2012

A Nova Evangelização

A NOVA EVANGELIZAÇÃO
Um desafio para sair da indiferença


«A Nova Evangelização parte daqui: da credibilidade da nossa vida de crentes e da conicção de que a graça age e transforma até ao ponto de converter o coração. Um caminho em que se encontram ainda empenhados os cristãos após dois mil anos de história.» Na contracapa da obra de D. Rino Fisichella

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Rino Fisichella nasceu em 1951; é arcebispo, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização; foi bispo auxiliar da diocese de Roma, presidente da Pontifícia Academia para a Vida e reitor da Pontifícia Universidade Lateranense. Foi também professor ordinário de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana e é um dos mais importantes teólogos a nível internacional. Publicou, como autor e director, trinta volumes, muitos dos quais traduzidos em várias línguas.

O Ano da Fé

O Ano da Fé
Carta Apostólica Porta Fidei
e
Notas Pastorais para o Ano da Fé
(clique na imagem para aceder ao texto da Carta Apostólica)

"Com a Carta Apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre Bento XVI convocou uma Ano da Fé. Ele começará no dia 11 de outubro de 2012, por ocasião do quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II, e terminará a 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. (...)"
In Congregação para a Doutrina da Fé - Notas com Indicações Pastorais para o Ano da Fé - Introdução

Intenções do Papa - Agosto 2012

Geral: A fim de que os encarcerados sejam tratados com justiça e a sua dignidade seja respeitada.

Missionária: Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, se tornem disponíveis para proclamar e testemunhar o Evangelho até aos confins da terra.

Ascensão e Assunção

A Assunção de Maria é a Páscoa total da Mãe de Deus.

Jesus, ao morrer, não conheceu o apodrecimento do seu corpo e, ao ressuscitar dos mortos, viu o seu corpo glorificado, transformado. Entrou na glória do Pai, isto é, ressuscitou e subiu aos Céus. A ressurreição e a ascensão são inseparáveis.

Com a sua Mãe aconteceu algo de semelhante: Maria morreu, mas não entrou em decomposição, foi uma “dormição” (diziam os antigos), e foi levada para a glória dos Céus.

Enquanto Jesus subiu à glória por direito próprio – é a Ascensão, Maria foi levada por especial privilégio – é a Assunção. Mãe e Filho, sempre unidos ao longo da vida, não podiam ficar separados depois da morte e Deus ressuscitou-A e levou-A para junto d’Ele. Com Ela é toda a humanidade que entra no seio de Deus.

Nós esperamos pela ressurreição final. Até lá, Ela intercede por nós.

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Diz a Sagrada Escritura: «Um sinal grandioso apareceu no céu: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça(Ap. 12, 1)

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Concebida sem pecado
E Mãe do Filho divino,
Tinha que ter o destino
De Jesus ressuscitado.

E se crês o mesmo que eu,
És cristão e amas Maria.
Vive hoje com alegria,
Porque Ela subiu ao Céu.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário), Vila Real, 12.08.2012