Dignidade na política


No próximo dia 29, os portugueses são chamados às urnas para eleger os novos governos locais dos municípios e das juntas de freguesia. Ninguém vai permitir que outros escolham por nós. Como cidadãos responsáveis… votaremos.

O voto há-de ser fruto de uma escolha refletida em que olharemos à competência, honradez e sensatez dos candidatos, à sua atenção para com a vida e aos mais desfavorecidos, ao respeito pelos adversários, à esperança que procura viver e comunicar…

Os governados têm a sensação de que os governantes são incapazes de resolver os problemas e projetar o futuro. As vocações para este serviço e a militância diminuem… mas é um serviço fundamental e a sociedade que o desvaloriza corre perigo, dificilmente crescerá. É da atitude, da maneira de ser, da retidão dos políticos, que depende, em primeiro lugar, o reconhecimento da sua dignidade.

Votar é um dever cívico.

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Diz a Sagrada Escritura: «Desviai-vos daqueles que não servem a Cristo Senhor nosso, mas ao seu ventre». (Rom. 16, 17-18)

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Afirmas, em tom mordaz,
Que as políticas são sujas;
Pois, se estás limpo, não fujas
E mostra como se faz.

Se és cristãos e tens prudência,
Este dever te recordo:
Vota sempre e só de acordo
Com a tua consciência.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 22.09.2013

A Fé


Alguns dizem que a perderam e outros que gostariam de a saborear. Muitos não lhes dão qualquer importância, é assunto que os não preocupa. Também há quem as combata, odeie e até procure destruí-la na vida das pessoas…

O que é a fé? O católico diria que é um dom gratuito de Deus, por amor, ao homem, Dom que nos é comunicado no baptismo, chamado a crescer, incarnar na vida até se tornar parte integrante do nosso ser, como a respiração.

Como é possível? Pela oração – o alimento que a fortalece, faz crescer, enraizar-se nos nossos corações. Por outro lado se nos conformamos com as suas exigências… então ela fornecer-nos-á as sandálias e o bastão de peregrino para nos encontrarmos com o Senhor. Não a podemos ocultar nem dissimular, torna-se visível nas atitudes e comportamentos. Não caminha só, faz-se acompanhar da esperança e do amor.

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Diz a Sagrada Escritura: «A fé, sem o amor a Deus e ao próximo, de nada nos aproveita». (1 Cor. 13, 2)

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Se te falta aquele esteio
A que chamamos fé,
Segue o exemplo de Tomé
E grita: “Senhor, eu creio”.

Contempla o mundo em que habitas
E as coisas em teu redor:
Pára diante de uma flor
E verás que acreditas.

Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 15.09.2013

Um preside... mas todos celebramos

Um dos grandes méritos da reforma litúrgica operada pelo Concílio Vaticano II está na insistência de que todos participamos na Liturgia. Antes, era o celebrante que “dizia a Missa” e os fiéis “assistiam”, “seguindo a sua Missa”, rezando o terço, lendo um livro de piedade,… Hoje, a Missa é participada: clérigos e leigos… são igualmente actores da celebração embora com funções diferentes. Se um preside… todos somos celebrantes.


Para fomentar a participação activa, promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as acções, gestos e atitudes corporais. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado” – diz o Concílio no documento sobre a Liturgia, nº30).

Devido à ordenação, à consagração para “agir em nome de Cristo”, o padre preside, torna Cristo – Cabeça do Corpo que é a Igreja e de que os fiéis são membros – presente.

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Diz a Sagrada Escritura: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância(Jo. 10, 10)

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Se um ser humano tropeça
E cai no chão do caminho,
Ergue-se mesmo sozinho,
E a viagem recomeça.

Sendo assim, já concluíste
Que nesta terrena prova,
Que hora a hora se renova,
Só vence quem não desiste


In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 4 de Agosto de 2013

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