Os Salmos

Os SALMOS

O livro dos Salmos é o único livro da Bíblia inteiramente feito de orações. Compilados, sobretudo, entre o VIII e o II século antes de Cristo, no povo de Israel, destinavam-se à oração da comunidade para as peregrinações a Jerusalém, as celebrações do Templo e na sinagoga e uso particular. Poemas inspirados por deus, compostos segundo as regras da poesia hebraica, normalmente cantados e acompanhados de instrumentos musicais, apresentam-nos louvores, súplicas nas aflições, pedidos de perdão, acções de graças… Contam a vida das pessoas e revelam-nos Deus vivo que se manifesta, nos fala e a Quem falamos. Jesus os rezou, os apóstolos, à sua luz, releram a vida de Cristo e descobriram a missão de Messias. Hoje, constituem a base da oração oficial da Igreja e muitos fazem deles oração diária. É o livro do Velho Testamento mais citado no Novo. Verdadeira escola de oração, podem alimentar a nossa vida de fé.

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Diz a Sagrada Escritura: «O Senhor é meu Pastor, nada me falta. Em verdes prados me faz descansar. (…) Ainda que atravesse vales sombrios, nenhum mal temerei porque Vós estais comigo(Sl. 23 – 1-2, 4)

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Quem vive sem oração
Despreza a ajuda celeste
E nada fará que preste
Em ordem à salvação.

Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 24 de Julho de 2011

Festas dos Santos

Festas dos Santos

Noutros tempos o calendário litúrgico honrava, em cada dia, um santo: restando poucos dias livres para as festas cristãs fundamentais. O Concílio Vaticano II reformou esse calendário para que “os mistérios da salvação possam ser celebrados devidamente e na totalidade (…) com o lugar que lhe convém, a preferência sobre as festas dos santos”. A Igreja universal celebra apenas aqueles santos cuja vida é portadora de sentido para todos; sendo os outros festejados nas regiões ou comunidades a que pertencem.

Cada paróquia ou aldeia tem o seu santo padroeiro. Sempre foram honrados com festividades públicas: Santa Missa e procissão, banquetes, divertimentos… Ainda hoje reúnem para a eucaristia e procissão alguns cristãos praticantes habituais e ocasionais, felizes de se encontrarem para evocar lembranças comuns e afirmar sentimentos de pertença. Mas, para a maioria, o importante da festa é o “arraial” animado por conjuntos barulhentos, atrevidos, e, no geral, de valor artístico musical muito diminuto.

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Diz a Sagrada Escritura: «A vontade de Deus a nosso respeito é que sejais santos: que eviteis a impureza, que cada um de vós saiba tratar o seu corpo em santidade e honra, sem se deixar arrastar pelas paixões desonestas. Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade». (1 Tes.4, 3-5 e 7)

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Não são peças de museu
Os santos que estão no altar:
São imagens a lembrar
Os irmãos que estão no céu.

Recordamo-los nos templos
Para que Deus nos ajude
A imitar-lhes a virtude
E a seguir-lhes os exemplos.

Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 17 de Julho de 2011

Todos iguais

Todos iguais

É frequente encontrarmos cristãos que não se consideram parte responsável na Igreja. Se é verdade que o Papa e os Bispos constituem a Igreja docente, nem por isso os outros são menos responsáveis.

Concepção errada a dos cristãos que, ao falarem da Igreja, não se consideram pertencer-lhe ou como se existissem diversas categorias de cristãos, como alguém escreveu, os que alinham na primeira divisão – os bispos, os da segunda – os padres e os da terceira – os leigos, e até na regional – seriam as mulheres…

De maneira nenhuma! Todos os baptizados formam a Igreja, iguais em dignidade mas com funções diferentes. Não há supercristãos e minicristãos. O Concílio Vaticano II fala da igualdade dos membros da Igreja: “comum a dignidade dos membros, comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição. Nenhuma a desigualdade entre cristãos…

E porquê? Porque todos recebemos o mesmo baptismo.

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Diz a Sagrada Escritura: «Todos nós, embora sejamos muitos, formamos um só Corpo com Cristo, e estamos unidos uns aos outros, como membros desse mesmo Corpo(1 Cor . 6, 15)

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Quando se fala em Igreja,
Não se trata do edifício
Onde, em santo sacrifício,
O Povo reza e festeja.

É a Família infinita
De irmãos na Terra e nos Céus,
Em que o Pai é o próprio Deus
E a Mãe, a Virgem bendita.

Jornal "Avé Maria" (Semanário), Vila REal, 10 de Julho de 2011

Mas não há inferno?...


O Inferno: escola portuguesa da primeira metade do séc. XVI, de mestre desconhecido.
(Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)

«Claro que há Inferno. Se não houvesse Inferno, Deus não era Deus e o homem não era homem. Porque Deus criou o homem livre, este tem de ter opção de escolha. Porque o homem é livre, tem de poder optar pelo Céu ou pelo Inferno. Se não houvesse Inferno, o homem tinha de ir para o Céu “à força”, quer quisesse quer não. Porque somos livres podemos escolher, podemos optar. (…)

O Inferno não é, de certeza absoluta, como nós imaginamos. È uma realidade que a nossa inteligência não pode captar, porque é algo espiritual, ilimitado, eterno, com um sofrimento, uma ausência de Deus, que nós não podemos imaginar nem o devemos fazer. Exactamente como o Céu, que por ser um estado de alegria, de bem-aventurança, de perfeição, de gozo de Deus, nos escapa à imaginação. (…)

O Inferno é um estado de separação de Deus, terrível, sofredor, de angústia. Não é um lugar nem tem fogo. Mas esse estado, porque não é algo de humano, escapa-nos ao entendimento. Não deixa por isso de ser verdade que existe e que é algo de terrível como separação de Deus, do bem, do amor, como ausência de esperança, como mansão do ódio.

Mas irá muita gente para o Inferno? Para quem ama, duas ou três pessoas já é muito. Mas comparado com biliões de homens, parece não ser nada. Deus, porque Amor, agirá de tal modo, com todas as graças, com todas as inspirações, com a intercessão de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, para a todos salvar, para evitar que alguém se condene. De um Deus que é Amor, não podemos pensar nem supor outra coisa. Quem entregou o Filho à morte para nos salvar, Quem ama cada homem e cada mulher com amor infinito, não fará tudo para nos ajudar a não ir para o Inferno? (…)»

Dário Pedroso, SJ in “Diário do Minho”, retirado do Almanaque Popular 2004

Quanto custa o pôr-do-sol?

Na primeira página do boletim “Cavaleiro da Imaculada” (Julho 2011), propriedade da Província Portuguesa da Sociedade Salesiana, foi publicado um artigo intitulado “Quanto custa o pôr-do-sol?”. Transcrevo os primeiros parágrafos:

«Nesta sociedade consumista e materialista, onde só se fala de finanças, não haverá lugar para valores que não têm preço?

Um jovem empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao seu filho a beleza do pôr-do-sol nas colinas próximas do Vaticano. Antes de seguirem para o miradouro, o filho perguntou-lhe:

- Pai, onde se paga?

Esta pergunta revela como esta sociedade está alicerçada sobre o dinheiro. Nela tudo se compra e vende. Parece não haver lugar para a gratuidade, para a contemplação gratuita da beleza que pode ser, por exemplo, o pôr-do-sol.(…)»

Curiosamente, e talvez por “ironia do destino”, logo a seguir a ter lido este texto, recebi um email que dizia o seguinte:

«Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors:

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tape a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."

"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã… etc.) do mundo!"

"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

e por fim: "Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."»

Coincidência, ou não, estes dois textos acabam por se complementar, e por nos fazer reflectir no que é – ou deve ser - realmente importante: o “ter” ou o “ser”, o “dinheiro” ou as “pessoas” (os familiares, os amigos ou, simplesmente, o próximo - aquele desconhecido que passa por nós, e ao qual nós, nunca ou raramente, cumprimentamos, damos um sorriso ou deixamos passar à frente!).

Paremos uns breves instantes e façamos uma reflexão!

Intenções do Papa para o mês de Julho de 2011

Geral: Para que os cristãos contribuam para aliviar, de maneira especial nos países mais pobres, o sofrimento material e espiritual dos doentes de SIDA.

Missionária: A fim de que as religiosas que trabalham nos territórios de missão sejam testemunhas da alegria do Evangelho e sinal vivo do amor de Cristo.

A Refeição do Senhor

A Refeição do Senhor

Instituição da Eucaristia
Cristãos, ou simplesmente interessados em conhecer a fé dos cristãos, todos somos chamados a reflectir neste sacramento – a Eucaristia – pelo qual o Senhor mantém a sua presença na Igreja.

A Eucaristia não pode fechar-se numa definição dogmática. Ao longo dos primeiros séculos privilegiaram-se ora este ora aquele aspecto, diferentes: refeição do Senhor, sacrifício de Cristo, Páscoa do Senhor, fracção do Pão… e sucederam-se também modos de celebração com certas diferenças. A sensibilidade particular em favor deste aspecto ou daquele rito, por vezes exagerada, deu origem a divisões entre aqueles que celebravam o mesmo sacramento da unidade.

A Eucaristia, não o esqueçamos, não se ensina nem se aprende nos livros mas revela-se àqueles que, de facto, a querem viver constantemente e não apenas num dia ou noutro. Para que ela possa fazer brotar em nós o mundo novo que anuncia, bem precisamos de tempo, a nossa vida não é demasiada para reflectirmos.

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Diz a Sagrada Escritura: «No sábado à noite reunimo-nos para a Fracção do Pão(Act. 20,7)

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É este grande sinal
O fundamento da Igreja
E, por isso, se festeja
Na missa dominical.

É escutar Deus, que nos fala,
Como irmãos em multidão;
É Deus feito refeição
E os Seus filhos a tomá-la.

Jornal "Avé Maria" (Semanário) - Vila Real, 3 de Julho de 2011
Imagem retirada da net

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