Quanto custa o pôr-do-sol?

Na primeira página do boletim “Cavaleiro da Imaculada” (Julho 2011), propriedade da Província Portuguesa da Sociedade Salesiana, foi publicado um artigo intitulado “Quanto custa o pôr-do-sol?”. Transcrevo os primeiros parágrafos:

«Nesta sociedade consumista e materialista, onde só se fala de finanças, não haverá lugar para valores que não têm preço?

Um jovem empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao seu filho a beleza do pôr-do-sol nas colinas próximas do Vaticano. Antes de seguirem para o miradouro, o filho perguntou-lhe:

- Pai, onde se paga?

Esta pergunta revela como esta sociedade está alicerçada sobre o dinheiro. Nela tudo se compra e vende. Parece não haver lugar para a gratuidade, para a contemplação gratuita da beleza que pode ser, por exemplo, o pôr-do-sol.(…)»

Curiosamente, e talvez por “ironia do destino”, logo a seguir a ter lido este texto, recebi um email que dizia o seguinte:

«Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors:

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tape a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."

"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã… etc.) do mundo!"

"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

e por fim: "Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."»

Coincidência, ou não, estes dois textos acabam por se complementar, e por nos fazer reflectir no que é – ou deve ser - realmente importante: o “ter” ou o “ser”, o “dinheiro” ou as “pessoas” (os familiares, os amigos ou, simplesmente, o próximo - aquele desconhecido que passa por nós, e ao qual nós, nunca ou raramente, cumprimentamos, damos um sorriso ou deixamos passar à frente!).

Paremos uns breves instantes e façamos uma reflexão!

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