A Igreja no mundo

O Concílio Vaticano II procurou colocar a Igreja no seu tempo, no mundo. O último grande Concílio – e que continuava a influenciar o mundo cristão – foi o de Trento, marcado pela polémica com o protestantismo e a divisão.

Quando hoje abrimos os manuais de teologia anteriores ao Vaticano II, constatamos como nós, católicos, nos sentimos atacados pelos primeiros reformadores e pelo modernismo. Os teólogos deviam estar preparados para defenderem vigorosamente a doutrina católica. Saímos dos Seminários preparados para, na polémica, “jogarmos à defesa”. A revelação divina praticamente reduzia-se aos ensinamentos do Magistério que nos propunha a doutrina a saber e a procurar viver.

Estas perspetivas foram abandonadas no último Concílio. A Igreja tem de falar a linguagem do seu tempo e de cada povo. Tarefa permanente que nos obriga a olhar o mundo e a ser solidária da humanidade, nas suas alegrias e dificuldades.

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Diz a Sagrada Escritura: «Pela sua morte na Cruz, Cristo destruiu o ódio que dividia judeus e não-judeus, fazendo deles um só Corpo. Portanto todos vós fazeis parte do Povo de Deus e sois membros da sua Família» (Act. 2, 16 e 19)

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Quando se fala em Igreja,
Não se trata do edifício
Onde, em santo sacrifício,
O Povo reza e festeja.

É a Família infinita
De irmãos na Terra e nos Céus,
Em que o Pai é o próprio Deus
E a Mãe, a Virgem bendita.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 21.10.2012

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