O ato de fé

A fé é um dom de Deus não para um grupo de privilegiados mas para toda a gente, independentemente dos méritos de cada um. Não se inventa, como não inventamos um deus a nosso gosto e medida, seria desonesto.

Simultaneamente a fé é ato da nossa vontade, exige decisão, interpela a nossa liberdade e responsabilidade de que não prescinde. Deus dá-a, nós aceitamo-la ou não. Ninguém pode dizer “eu creio” por mim, neste campo não há procurações. O “eu creio” é constitutivo da fé em cada um. Nem se refere tanto a uma doutrina, mas refere-se à Pessoa de Jesus Cristo em Quem decidimos colocar a nossa esperança.

Por outro lado, a fé exprime-se na ação, nas atitudes, implica-nos inteiramente na resposta a dar.

Neste Ano da Fé somos convidados a revitalizar a nossa fé, isto é, a pô-la no centro – como o mais importante – na nossa vida de cristãos.

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Diz a Sagrada Escritura: «Esforçai-vos por juntar à vossa fé uma vida virtuosa”. (II Ped. 1, 5)

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Mais do que os indiferentes,
Os agnósticos e os ateus,
Os cristãos não praticantes
São a vergonha de Deus.

Há cristãos que ficam só
Com uns laivos de doutrina:
Tanta ignorância faz dó,
Ante a beleza divina.

In Jornal “Avé Maria” (Semanário) – Vila Real, 28.10.2012

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