Comentários às leituras do Domingo IV da Páscoa


LEITURA I - Actos 13, 14.43-52
«Vamos voltar-nos para os pagãos»

Desde o princípio, os discípulos de Jesus compreenderam que o amor e os planos de salvação do «Bom Pastor» eram universais, abarcavam toda a humanidade.

Por isso, S. Paulo, vendo na hostilidade dos judeus uma indicação de Deus, volta-se, definitivamente, para os pagãos, no desejo de continuar a missão de Jesus, estabelecido por Deus luz das nações e Salvador de toda a terra. O Apóstolo estava, na verdade, convencido de que a Igreja tem de ser missionária. Tem de levar a todos os homens e a todos os povos sem distinções a salvação alcançada por Jesus.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 99 (100), 2.4.5.6.11.12.13b (R. 3c)
Refrão: Nós somos o povo de Deus, somos as ovelhas do seu rebanho.

LEITURA II - Ap 7, 9.14b-17
«O Cordeiro será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva»

Unido, pelo seu Baptismo, a Cristo, Bom Pastor, o cristão participa já do triunfo do Ressuscitado. O cristão, vivendo a fé recebida, trabalhando pela construção de um mundo melhor, um mundo sem injustiças, sem desigualdades, sem divisões, prolonga, no tempo presente, esse mesmo triunfo.

Contudo, o seu destino é mais glorioso, pois ultrapassa os horizontes do mundo. A vida do cristão, com efeito, é uma caminhada, sob a direcção do Bom Pastor, para as águas vivas da vida eterna, para o Céu. Será aí que, finalmente, a grande família de Deus, composta de homens de todas as raças e culturas, se reunirá, para viver uma felicidade sem sombra, no gozo pleno do triunfo definitivo de Cristo Ressuscitado.

ALELUIA - Jo 10, 14
Refrão: Aleluia.
Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me.

EVANGELHO - Jo 10, 27-30
«Eu dou a vida eterna às minhas ovelhas»

Aquele que, pela fé, aceitou a palavra de Jesus e aderiu à Sua Pessoa, fica estreitamente unido a Ele. Na verdade, o Senhor Jesus estabelece com o Seu discípulo relações de profunda intimidade, caracterizadas por um conhecimento mútuo e uma amizade recíproca, que levam a uma comunhão de vida: Jesus comunica àquele que acredita n’Ele a Sua vida, a vida mesma de Deus, a vida que não morre.

Em virtude desta união com Cristo, o cristão sente-se já salvo em plenitude e, mesmo no meio das vicissitudes da vida, experimenta uma inabalável segurança, que tem o seu fundamento no próprio poder do Pai, de que Jesus participa, pois é um com Ele.

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