Entrevista de D. Joaquim Gonçalves

Com a devida vénia, retiramos das respostas que abordam o trabalho pastoral de padres e leigos (nas paróquias), as seguintes passagens, que tomamos a liberdade de transcrever:
- “A organização da pastoral, seja qual for, requer sempre o brio pessoal. A actual dá aos padres trabalho que chega e sobre. O grande pedido aos padres de hoje é que ensinemos leigos a trabalhar e que estes queiram trabalhar com os padres e não substituí-los.”
- “Os leigos por sua vez julgam que fazem muito em ir à missa e não se disponibilizam para o trabalho pastoral gratuito.”
- “ De modo geral, urge na Igreja uma conversão do estilo do padre e o leigo católico. O primeiro tem de aprender a formar grupos e ser pastor de grupos; os leigos têm de aceitar integrar grupos, aprender a exercer ministérios com conhecimentos rigorosos e de modo gratuito.”
- “(…) que as paróquias paguem algumas despesas na formação de leigos que tenham verdadeira vontade de aprender e de trabalhar.”
- “Aí está a urgência da conversão de mentalidades. O Concílio que apresenta a Igreja como povo de carismas e de ministérios, isto é, grupos de pessoas com qualidade, ordenados e leigos, não entrou ainda na quantidade e distribuição geográfica que era de esperar. Mas iremos prosseguir.”