VIA LUCIS - Caminho da Luz


Na próxima Sexta-feira, 5 de Abril, pelas 21h00, em Mateus, e destinada a todos os cristãos das paróquias de Arroios, Constantim e Mateus (Unidade Pastoral), vai realizar-se uma celebração litúrgica denominada: VIA LUCIS.

A propósito desta iniciativa, transcrevemos o seguinte texto:

«LUZ GLORIOSA. São estas as primeiras palavras de um dos mais antigos hinos cristológicos. O Cristo Ressuscitado é a luz do mundo. Foi isto que motivou a vasta reflexão feita pelo Vaticano II para descobrir o mistério da Ressurreição. Antes, a atenção fixava-se de preferência na cruz. Ela é o “altar do mundo”, e é mais do que justo venerá-la. Nela “esteve suspenso o Salvador do Mundo” (Sexta-Feira Santa, Convite na apresentação da Cruz).

Mas Ele sofreu e morreu para ressuscitar. Não podemos parar na cruz. Paixão e Ressurreição são duas faces inseparáveis da mesma medalha. Cristo «foi entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação» (Rm 4, 25). Também a Ressurreição tem valor salvífico: «Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé» (1 Cor 15,14). Por outro lado, «Cristo, ressuscitado dentre os mortos já não morre; a morte já não tem domínio sobre Ele» (Rm 6,9). O Cristo que eu encontro na Liturgia, na Palavra, nos irmãos, nos sacramentos – é o Ressuscitado.

Não será de estranhar, pois, que à VIA CRUCIS (Via Sacra ou Caminho da Cruz) tradicional, que revive as várias etapas do caminho das dores de Cristo, se acrescente agora a VIA LUCIS (Caminho da Luz), na qual se revivem as estações mais significativas do caminho pascal de Cristo; os factos, os encontros e os testemunhos evangélicos acerca do acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição de Jesus. De resto, a forma de “Breviário popular”, que é o Rosário, ao lado dos mistérios gozosos e dolorosos propôs sempre os gloriosos.

Não existe ainda, para esta VIA LUCIS, uma tradição sólida, com a verificação de experiências e a aprovação da Igreja. E para que isto aconteça, é mesmo preciso que alguém comece. [...] O importante é começar, sem pretender ser definitivo, mas com a modesta intenção de ajudar os que querem encontrar o Ressuscitado e “tocá-lo com a fé”, conscientes de que «emanava d’Ele uma força que a todos curava» (Lc 6,19).»

Apresentação que o beneditino Dom Mariano A. Magrassi, arcebispo de Bari-Bitonto, faz do texto italiano intitulado “Via lucis – le apparizioni del Risorto celebrate in quindici etappe”, adaptado por Lopes Morgado (retirado da internet).

Quem quiser ter acesso ao texto integral da celebração proposta, clique aqui:

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