« LUZ GLORIOSA . São estas as primeiras palavras de um dos mais antigos hinos cristológicos. O Cristo Ressuscitado é a luz do mundo. Foi isto que motivou a vasta reflexão feita pelo Vaticano II para descobrir o mistério da Ressurreição . Antes, a atenção fixava-se de preferência na cruz. Ela é o “altar do mundo”, e é mais do que justo venerá-la. Nela “ esteve suspenso o Salvador do Mundo ” ( Sexta-Feira Santa, Convite na apresentação da Cruz ). Mas Ele sofreu e morreu para ressuscitar. Não podemos parar na cruz. Paixão e Ressurreição são duas faces inseparáveis da mesma medalha. Cristo «foi entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação » (Rm 4, 25). Também a Ressurreição tem valor salvífico: « Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé » (1 Cor 15,14). Por outro lado, « Cristo, ressuscitado dentre os mortos já não morre; a morte já não tem domínio sobre Ele » (Rm 6,9). O Cristo que eu ...
No dia 26 de Março de 1984, um dia após a solene consagração que João Paulo II f ez em Roma, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima ida propositadamente da Cova da Iria , o Bispo de Leiria, o reitor do Santuário e o P. Kondor foram convidados a almoçar com o Santo Padre. Estavam convidados também Mons. Dziwsz, secretário do Papa, Mons. Silveira seu “professor de português", e o Cardeal Casaroli, secretário de Estado do Vaticano. Durante a refeição falou-se obviamente de Fátima. " No final do almoço, todos nos dirigimos para a capela privada do Santo Padre, para rezar diante do Santíssimo ", recorda por sua vez o reitor do Santuário de Fátima. " Quando todos já nos encaminhávamos em direcção à saída, o Santo Padre pediu-nos para esperarmos uns instantes ”. Mons. Luciano Guerra conta que o secretário do Papa sai da sala e desaparece. Poucos minutos depois, regressa, trazendo na mão uma pequena caixa que os convidados não identificam imediatamente. ...
Páscoa: renovar a fé, acolher a paz A celebração de cada Páscoa é um verdadeiro dom de Deus que se renova, uma oportunidade incomparável para um autêntico renascimento espiritual de cada cristão e para que a Igreja apresente um rosto mais pascal e evangélico em cada uma das suas comunidades. A ressurreição de Jesus é o acontecimento que ilumina toda a história, o grande gesto salvífico de Deus. Libertando o Filho da morte, o Pai confirma a vitória definitiva da vida, inaugurando o tempo de uma Aliança Nova e Eterna. Com a ressurreição de Jesus tudo mudou, um novo horizonte se abriu. Com a celebração pascal tudo pode mudar para cada um e para todos, novos horizontes podem ser rasgados, novos caminhos são possíveis. O pressuposto indispensável para que a renovação pascal seja real e efetiva aos vários níveis é o da fé. Sendo assim, desejo que a celebração desta Páscoa signifique para os diocesanos de Vila Real um reavivar da fé, assumida como e...
Levar a comunhão aos doentes é prática, na Igreja , desde os inícios. É a principal razão de ser da reserva eucarística nos sacrários. Normalmente esse serviço é realizado aos domingos. Como nem sempre o padre está disponível, foram instituídos os Ministros Extraordinários da Comunhão que, confirmados pelo Bispo da Diocese , exercem essa missão. Não substituem o padre, ajudam-no nessa tarefa ou noutra que lhes seja confiada. Quando, numa celebração, há padres, diáconos ou acólitos instituídos… compete a estes distribuir a Sagrada Comunhão , não aos ministros. Escolher alguém para ministro… não é “prémio” ou “condecoração” mas é pedir-lhe um serviço. Nalguns lugares faz-se de maneira discreta, noutros com alguma visibilidade: depois da Sagrada Comunhão , os ministros aproximam-se do altar e o celebrante, ao entregar o relicário, diz-lhes: “ Ide levar o Corpo de Cristo aos irmãos doentes ”, uma forma de sublinhar a união da assembleia com eles. ***** D...
É o domingo que abre a Semana Santa e uma das festas cristãs mais populares com duas vertentes: - a bênção e a procissão dos Ramos comemoram a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém , aclamado por toda a gente de ramos na mão; na Santa Missa , celebrada logo a seguir, o evangelho da Paixão e Morte de Jesus introduz-nos na segunda vertente: Aquele que é aclamado no cortejo é o mesmo que morre na cruz para nos salvar. O título desta festa “ Domingo de Ramos na Paixão do Senhor ” coloca-nos diante dos dois aspectos. Tenhamos presente que a bênção dos ramos é secundária em relação à procissão. Não se pretende colocar nas mãos dos fiéis objectos benzidos para guardar mas para aclamar, com eles, Jesus ao longo da caminhada. Os ramos só têm sentido para a procissão. Podemos guardá-los mas unicamente para nos lembrarem que, com eles, aclamamos Jesus como Rei e Senhor. ***** Diz a Sagrada Escritura : « O grupo dos discípulos começou a louvar ale...
Santo António “A representação iconográfica de Santo António está ligada a um conjunto de símbolos - a juventude, o burel, o livro, o Menino Jesus, o lírio, a chama, o coração, o pão - que exprimem ora uma característica da sua personalidade ( função de recordação ), ou os dons e as qualidades que lhe são atribuídos pela devoção popular ( função simbólica ). - A imagem mais popular representa Santo António na figura de um frade jovem, com o Menino Jesus ao colo e um lírio na mão. - A juventude apresenta a personagem ideal, pura, bondosa e atraente. - O burel franciscano (castanho ou preto) recorda a pertença do Santo à Ordem Franciscana , mas com características próprias. Há até quem julgue que ele é o fundador da sua própria ordem, e não S. Francisco de Assis . - O Menino Jesus evoca a visão que ele teve em Camposampiero , e exprime a sua dedicação à humanidade de Cristo e à sua intimidade com Deus. - O lírio recorda a sua pureza e a luta contra o demónio travada de...
Um encontro bem preparado é um encontro bem conseguido! O sucesso do ano de catequese depende logo da qualidade do primeiro encontro. Podes prepará-lo assim. A sala Chega meia hora antes da catequese. Assim, terás tempo para arrumar tudo: arejar a sala, iluminação, aquecimento, disposição das mesas e cadeiras, cantinho da oração. Não esquecer a decoração: um belo poster, um ícone, a Bíblia… À volta da mesa A melhor disposição é sentar os catequizandos à volta de uma mesa. Assim podem ler melhor, escrever e apoiar os braços. Nada impede que se mude a arrumação durante o encontro. A única disposição “proibida” é a do catequista sozinho, em pé, a fazer de professor, à frente dos alunos sentados como numa sala de aula. O ambiente Ao ambiente não é tudo mas ajuda muito. Ao entrarem, os catequizandos percebem que a sala já foi preparada com esmero para eles. Ficarão mais bem dispostos para aprender coisas novas. A voz tranquila, o rosto sorridente, o modo de o catequista se a...
Queremos seguir Jesus! Este é o título do nosso manual de catequese para o 3º ano . As crianças, no início do ano, foram convidados a dar asas à imaginação e a fazer um desenho alusivo à frase que serve de mote a este manual. Eis então alguns trabalhos: No âmbito desta lição, e à semelhança dos apóstolos, Jesus quer que os cristãos anunciem, dêem a conhecer o Reino de Deus àqueles que ainda O não conhecem. Mas afinal quem é Jesus ? Este foi o grande desafio desta lição. Aos alunos foi pedido que, em casa, respondessem a esta pergunta, alargando o desafio aos pais e outros familiares. Eis, então, algumas das respostas. Miguel: _ “É o todo-poderoso, o Deus pai” Pai: _ “Jesus é o meu Salvador” Mãe: _” É o meu melhor amigo!” Avó: _” É o meu melhor amigo, o meu protector.” Liliana: _ “É um amigo, e está sempre connosco.” Mãe: _ “Jesus é o pai do Céu.” Gonçalo: _ “Jesus é o amor, é amigo e é bondoso.” Ricardo: _ É amigo, bom e int...
“Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola : « Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: "Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista", se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. ” (Lc 6,39-42) ***** A trave e o argueiro Nesta passagem, o Senhor previne-nos contra os juízos temerários e injustos , pois pretende que ajamos com um coração simples, olhando sempre só para Deus . Dado que ignoramos os motivos de muitas ações, seria temerário da nossa parte julgá-las. Os mais dispostos a fazer juízos temerários e a condenar os outros são aqueles que preferem condená-los a corrigi-los e conduzi-los...